Adderall

Adderall Faz Mal? Para Que Serve, Indicações e Efeitos Colaterais

Também conhecido pelo nome de adderall XR, Adderall é classificado como um medicamento estimulante do sistema nervoso central, que faz parte do grupo das anfetaminas.

No organismo, esse remédio causa o aumento da atividade de neurotransmissores como a noradrenalina, a dopamina e a serotonina, o que resulta em efeitos como a diminuição da fome, a agitação e a elevação da atividade de órgãos como o coração. Podemos dizer então que o consumo de Adderall faz mal? Vamos conferir quais são suas indicações, para que serve e possíveis efeitos colaterais do medicamento.

Para que serve e indicações

O medicamento não é comercializado no Brasil, entretanto, ele é utilizado no exterior em países como é os Estados Unidos, onde é vendido de forma controlada em embalagens com cápsulas de 5 mg, 10 mg, 15 mg, 20 mg, 25 mg ou 30 mg.

Suas indicações referem-se ao tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e de casos de narcolepsia, que se trata de uma condição que causa episódios incontroláveis de sono durante o dia, que podem vir acompanhados de fraqueza muscular.

Fora das indicações médicas, existem pessoas que fazem uso de Adderall de maneira irregular e ilegal com o objetivo de aumentar a concentração para ter bons resultados em provas e, em menores casos, para emagrecer.

O remédio é conhecido como um tipo de dopping para estudantes, tendo em vista que os deixa mais despertos, sem sono e concentrados para passar longas horas estudando ou realizando provas extensas. Por conta dos mesmos efeitos, profissionais de áreas competitivas também podem utilizar o medicamento para darem conta de ficar acordados durante a noite toda.

Adderall faz mal? 

Somente o fato do medicamento ser comercializado de maneira controlada nos Estados Unidos e não ser vendido no Brasil já podem servir de indicativo de que Adderall faz mal, ou pelo menos que requer cuidados. Mas vamos começar aos poucos a entender como o remédio pode apresentar riscos e quais são eles.

Primeiramente, vamos conhecer os casos em que Adderall faz mal por ser contraindicado. Pois bem, segundo a bula disponibilizada pela Food And Drug Administration (FDA, sigla em inglês, Administração de Drogas e Alimentos, tradução livre, órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos), ele não deve ser utilizado por pacientes com histórico de abuso de drogas ou que tenham estados de agitação.

Outras de suas contraindicações referem-se a casos de arteriosclerose avançada, doença cardiovascular sintomática, hipertensão de grau severo a moderado, glaucoma e hipersensibilidade conhecida ou predisposição de hipersensibilidade às aminas simpaticomiméticas.

O medicamento também não deve ser utilizado durante ou dentro de 14 dias depois da administração de inibidores da monoamina oxidase. Nesses casos, o Adderall faz mal porque pode resultar em crises de hipertensão.

O remédio também não é indicado em casos de arritmia, hipertireoidismo, esquizofrenia e para pessoas com históricos de episódios psicóticos.

Adderall e seus efeitos colaterais 

Mas não é somente para pessoas que sofrem com essas condições que Adderall faz mal. É importante saber que o medicamento está associado a uma série de efeitos colaterais. Os listados na bula disponibilizada pela FDA são os seguintes:

  • Palpitação;
  • Taquicardia;
  • Elevação da pressão arterial;
  • Morte súbita;
  • Infarto do miocárdio;
  • Cardiomiopatia (doença do músculo cardíaco), associada ao uso crônico;
  • Episódios psicóticos nas doses recomendadas do remédio;
  • Sobre-excitação do sistema nervoso central;
  • Inquietude;
  • Tontura;
  • Insônia;
  • Euforia;
  • Discinesia – movimentos involuntários;
  • Tremor;
  • Dor de cabeça;
  • Exacerbação de tiques motores e fônicos e da síndrome de Tourette, distúrbio neurológico caracterizado também pelos tiques motores e vocais, involuntários, frequentes e repetitivos;
  • Convulsões;
  • Acidente vascular cerebral (AVC):
  • Secura na boca;
  • Gosto desagradável na boca;
  • Diarreia;
  • Prisão de ventre;
  • Distúrbio gastrointestinais;
  • Perda de peso;
  • Anorexia;
  • Urticária;
  • Erupção cutânea;
  • Reações alérgicas como choque anafilático;
  • Síndrome de Stevens-Johnson (problema grave de pele);
  • Necrólise tóxica epidérmica – doença dermatológica em que as camadas superficiais da pele se desprendem;
  • Impotência sexual;
  • Alterações na libido.

O uso controlado e o uso não controlado 

Os efeitos colaterais mencionados acima também evidenciam como o medicamento pode fazer mal para algumas pessoas, ainda que seja utilizado sob orientação e acompanhamento médico. Nesses casos, a pessoa ainda pode informar o médico a respeito de qualquer reação adversa que experimente ao longo do tratamento e ter monitorada a maneira como o seu corpo responde à substância, além de receber as indicações a respeito da dosagem adequada e do tempo apropriado para a duração do tratamento.

Mas vamos pensar juntos. Se na forma controlada e prescrita pelo médico, existe o risco de passar mal com o medicamento, imagine só como é arriscado tomá-lo por conta própria para conseguir trabalhar a noite toda, fazer ou estudar para uma prova ou emagrecer?

Além da chance de experimentar os efeitos colaterais apresentados no tópico anterior, as anfetaminas, grupo ao qual Adderall faz parte, trazem riscos de abuso e dependência, conforme informou a bula do remédio disponibilizada pela FDA.

Esse risco é considerável porque quando a pessoa toma o remédio por conta própria e sem ter a real necessidade, é provável que o uso seja feito em doses maiores do que a indicada e por um período muito longo.

Existe ainda o perigo da pessoa não ler a bula, estar no grupo dos contraindicados para o medicamento e, mesmo assim, tomá-lo. O resultado? Agravar condições séries de saúde. Ou seja, usar o remédio sem receber uma indicação médica significa colocar a própria vida em grave perigo.

Você já imaginava que o uso de Adderall faz mal? Conhece alguém que tenha experimentado efeitos colaterais ao consumi-lo? Comente abaixo.

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)




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