Diabetes gestacional

Diabetes Gestacional – Sintomas, Riscos, Diagnóstico e O Que Comer

O período da gestação é um momento muito importante para as mulheres, que gera mudanças fundamentais na vida e na rotina das novas mamães. Durante toda a gravidez, existem muitos cuidados que devem ser tomados para garantir a saúde completa das mulheres e dos bebês. O acompanhamento médico no pré-natal é essencial para que sejam identificados possíveis problemas de saúde, entre eles a diabetes gestacional.

Vamos conferir o que é a diabetes gestacional, saber quais os principais sintomas, os riscos desta doença e aprender o que comer para auxiliar no tratamento do problema.

O que é a diabetes gestacional?

Os índices relacionados à diabetes vêm aumentando a cada ano. Aproximadamente 415 milhões de adultos apresentam um quadro de diabetes em todo o mundo e mais de 318 milhões de pessoas possuem algum nível de intolerância à glicose, com riscos elevados de desenvolver a doença no futuro.

Infelizmente, a diabetes está entre as principais causas de morte na maioria dos países, totalizando mais de 5 milhões de casos por ano ao redor do mundo.

No caso das mulheres, o principal fator de risco para desenvolver a diabetes tipo 2 e a síndrome metabólica é a ocorrência da diabetes gestacional. O quadro de hiperglicemia durante a gestação é um problema comum na atualidade e pode trazer graves riscos no desenvolvimento de doença no futuro. A incidência desta condição aumentou muito nos últimos anos, principalmente em função do aumento dos quadros de obesidade observados em diversos países.

Vale destacar que existem alguns tipos diferentes de diabetes e, entre eles, existe um tipo chamado de diabetes mellitus gestacional (DMG). Este tipo de diabetes é caracterizado por um aumento nos níveis de glicose do sangue, em que a identificação e o diagnóstico são realizados durante a gravidez, podendo ou não continuar após o parto.

Este é um problema comum durante as gestações, afetando em torno de 4% das mulheres grávidas, variando conforme o grupo étnico e a população. Existe também uma relação entre o aumento da incidência de diabetes gestacional e o aumento da incidência de diabetes tipo 2, pois normalmente, no diagnóstico da primeira, verifica-se o aparecimento do segundo tipo.

O diagnóstico da diabetes gestacional normalmente é realizado durante o acompanhamento do pré-natal. Na primeira consulta, geralmente é solicitado um exame de glicemia. Recomenda-se que todas as gestantes façam o exame para identificar a doença, mesmo aquelas que já estejam no final da gravidez, garantindo a saúde adequada da mãe e do bebê.

Existem diferentes métodos utilizados para o diagnóstico da diabetes gestacional e, em 2010, o International Association of the Diabetes and Pregnancy Study Groups (IADPSG) decidiu quais seriam os critérios para identificação da doença. Para os exames de glicemia feitos em jejum, caso os valores estejam acima de 92 mg/dl de sangue, identifica-se a diabetes gestacional.

Este critério de avaliação, porém, não é um consenso mundial. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou algumas modificações nestes critérios de acordo com o grau de disglicemia durante a gestação. Os números propostos pela OMS para os exames de glicemia em jejum são para os valores acima de 126 mg/dl de sangue.

Quais as causas e os principais sintomas da diabetes gestacional?

Diversos estudos são realizados sobre este tipo de diabetes, mas ainda não se sabe exatamente quais são as causas do problema. Outros tipos de diabetes são causados pela baixa capacidade do pâncreas de produzir a quantidade suficiente do hormônio insulina, gerando, assim, um acúmulo de glicose no sangue.

Acredita-se que, durante a gravidez, a placenta produza altos níveis hormonais e que podem prejudicar a ação da insulina nas células, aumentando, assim, os níveis de açúcar do sangue.

Qualquer mulher pode desenvolver a diabetes gestacional, mas algumas delas possuem maiores riscos de desenvolver esta doença. Veja, a seguir, alguns dos principais fatores envolvidos no desenvolvimento da diabetes gestacional:

  • Mulheres com sobrepeso, obesidade ou que com ganho de peso excessivo durante a gravidez;
  • Histórico familiar de diabetes em parentes de primeiro grau;
  • Excesso de gordura corporal no organismo;
  • Mulheres acima dos 35 anos;
  • Mulheres com a síndrome dos ovários policísticos;
  • Pessoas que já tiveram este tipo de diabetes em outra gestação;
  • Crescimento fetal em excesso, pré-eclâmpsia, polidrâmnio (aumento do líquido amniótico) ou problemas de hipertensão durante a gravidez atual.

A diabetes gestacional normalmente não apresenta sintomas, sendo somente identificada devido aos exames de rotina durante a gestação. O acompanhamento durante a gravidez é fundamental não somente para identificar este tipo de problema, como também para garantir a saúde da mulher e do bebê ao longo de toda a gravidez.

Em alguns casos, podem surgir determinados sintomas como o aumento da sede, aumento da fome, maior vontade de urinar, visão turva, entre outros. Como muitos destes sintomas também podem estar relacionados à gravidez, sempre é importante que sejam feitos os exames para diagnosticar de fato a presença da diabetes gestacional.

Como é feito o tratamento da diabetes gestacional?

O tratamento inicial da diabetes gestacional envolve a mudanças dos hábitos alimentares para garantir o ganho de peso adequado durante a gravidez e também o controle dos níveis de açúcar no sangue. Saber o que comer para manter a saúde é fundamental no tratamento.

Em geral, deve-se desenvolver uma dieta que garanta um ganho de peso saudável de, no máximo, 300g a 400g por semana, a partir do segundo trimestre da gravidez. Normalmente, o valor calórico total engloba de 40% a 45% das calorias provindas de alimentos contendo carboidratos, 15% a 20% de alimentos contendo proteínas e 30% a 40% de alimentos contendo gorduras.

A prática de exercícios físicos leves também é bastante recomendada para auxiliar na manutenção do peso saudável e também ajudar no controle dos níveis de glicemia no sangue. Antes de realizar qualquer mudança na alimentação ou de iniciar uma atividade física, sempre procure a orientação de um profissional da saúde e de seu médico.

O tratamento deve ser feito durante a gestação e também após o parto. No primeiro dia logo após o nascimento do bebê, é importante que sejam avaliados novamente os níveis de glicemia para que seja determinada uma dieta adequada. Grande parte das mulheres apresenta taxas normais de glicemia alguns dias após o parto, mas muitas delas podem permanecer com as taxas elevadas.

Além do tratamento nutricional e da montagem de um plano de exercícios físicos, para alguns casos, também pode ser recomendado o tratamento com medicamentos. Recomenda-se o uso de insulina como tratamento padrão para a diabetes, porém, para as situações em que o uso da insulina é difícil, pode-se recomendar o uso da metformina e da glibenclamida.

O tratamento com insulina é indicado para gestantes que não atingem as metas de controle glicêmico com a terapia nutricional ou que apresentem falhas no tratamento com medicação oral. A dose o tipo de insulina utilizada irá depender do padrão de hiperglicemia de cada paciente, sendo sempre orientada pelo médico responsável.

Conclusão

A diabetes gestacional é um problema comum e que vem aumentando ao longo dos anos, principalmente em função do aumento dos índices de obesidade ao redor do mundo. O diagnóstico e o tratamento do problema são fundamentais para garantir a saúde da mulher e do bebê, tanto durante a gestação quanto após o parto, trazendo melhor qualidade de vida para ambos.

Referencias adicionais:

Você ou alguma parente já foi diagnosticada com diabetes gestacional? Como foi o tratamento da condição? Comente abaixo!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (1 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...
Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)




ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe uma resposta

Seu email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

*