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Dieta proteica

Dieta da Proteína Funciona Mesmo?

Você certamente já deve ter ouvida falar sobre as dietas das proteínas, como a Atkins, que incentivam uma alta ingestão de proteínas e ao mesmo tempo um baixo consumo de carboidratos. Mas será que esse tipo de alimentação realmente traz efeitos positivos à boa forma? Será que a dieta da proteína funciona mesmo? E como ter certeza que ela não fará mal à saúde?

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Como a dieta da proteína funciona 

Sim, é verdade que a dieta da proteína funciona mesmo e ajuda a emagrecer. Prova disso é que 23 pesquisas científicas realizadas com seres humanos já mostraram que esse tipo de programa alimentar causa a perda de peso.

Para se ter uma ideia, já foi verificado que o método traz uma eliminação de peso de duas a três vezes maior do que dietas que trabalham com a baixa ingestão de gorduras. Mas por que e como será que essa perda de peso ocorre? Vamos conhecer alguns desses mecanismos!

1. Perda de líquido 

Uma das razões que pelas quais a dieta da proteína funciona para a perda de peso logo nas primeiras semanas é que no início o plano alimentar estimula a eliminação de líquido do corpo.

Isso acontece devido à diminuição dos níveis do hormônio insulina trazidos pela baixa ingestão de carboidratos. Quando essas taxas diminuem, os rins mandam embora o excesso de sódio (que incentiva a retenção de líquido) do organismo.

Além disso, como o corpo armazena os carboidratos em forma de glicogênio, ao receber menores quantias do nutriente ele também terá menores quantidades de glicogênio. Esse elemento costuma agregar água aos músculos e ao fígado. No entanto, ao ser encontrado em baixos níveis, uma taxa mais baixa de água será agregada nessas regiões e o corpo reterá menos líquido.

2. O papel da proteína

A presença de carne, peixes, ovos e outros alimentos abundantes em proteínas nessa dieta é apontada como o principal motivo por qual a dieta da proteína funciona. Isso porque esse nutriente acelera o metabolismo, o que torna o processo de queima de gorduras mais eficiente e reduz o apetite, promovendo uma ingestão menor de calorias.

As proteínas ainda exercem um importante papel na construção de massa muscular. E quanto mais músculos uma pessoa tiver em seu corpo, melhor será o seu processo de queima de calorias.

Outro benefício associado à alta ingestão de proteínas é o aumento da queima de calorias. Isso foi mostrado em um estudo realizado no ano de 2010, que concluiu que esse tipo de plano alimentar traz uma queima de 250 calorias a mais do que uma dieta de baixo consumo de gorduras.

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A explicação para tal fato é que quando há um nível muito baixo de carboidratos, o organismo transforma as proteínas em glicose, o que resulta em um processo ineficiente, que traz um gasto de calorias desnecessário. Entretanto, este efeito da dieta da proteína funciona apenas no início da dieta, de forma temporária. 

3. Eliminação de guloseimas

Outro aspecto da dieta da proteína que pode levar ao emagrecimento é o fato que ela corta guloseimas e fast food da alimentação, que geralmente causam o aumento de peso. Entre esses itens estão pizzas, batata frita, bebidas cheias de açúcar, pão branco, alimentos processados e doces.

4. Diminuição do apetite

Acredita-se também que a dieta da proteína funciona porque promove a diminuição do apetite. Um dos motivos apontados é devido à alta ingestão de proteínas, como vimos acima.

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Outra razão atribuída é que planos alimentares que seguem essa linha trazem benefícios em relação aos hormônios que regulam a fome, a leptina, que controla o apetite, e a grelina, que é responsável por estimular a sensação de fome.

5. O papel da insulina

Como já explicamos aqui, consumir poucas quantidades de carboidratos resulta na diminuição dos níveis da insulina. Um dos papéis desse hormônio no organismo é enviar mensagens às células de gordura, dizendo que elas devem produzir e armazenar gorduras.

Ou seja, ela estimula a produção e inibe a queima de gorduras. É por isso que especialistas em dietas de baixo consumo de carboidratos acreditam que os baixos níveis de insulina são uns dos responsáveis pelo emagrecimento.

A explicação é que quando isso acontece, as gorduras não são mais armazenadas e podem ser usadas como energia pelo corpo.

Porém, vale ressaltar que essa hipótese não é unanimidade e que pesquisadores em obesidade não acreditam que ela seja verdade.

O outro lado da dieta da proteína 

Apesar de realmente poder trazer a perda de peso, também há os lados negativos. Um deles é que a dieta da proteína funciona somente a curto prazo, segundo uma corrente de especialistas.

Estudos de longa duração, feitos durante um a dois anos, mostraram que as diferenças entre os ganhos das pessoas que seguiram dietas com baixo teor de carboidratos e alta ingestão de proteínas e aqueles que consumiram poucas gorduras praticamente desapareceram nesse período. Uma das explicações para a falta de sucesso a longo prazo é que as pessoas tendem a abandonar as regras do plano alimentar e, assim, ganham novamente o peso que havia sido perdido.

Para aqueles que estavam acostumados a comer muitos carboidratos e resolvem aderir a dieta da proteína, um efeito que provavelmente será observado é a prisão de ventre. Porém, há uma solução para o desconforto: basta adicionar mais fibras à alimentação e consumi-las junto com água.

Mas esses não são os únicos problemas da dieta. A perda de água que citamos no início também pode ser prejudicial, caso ocorra em grande quantidade, e estimular a desidratação. Assim, fica a orientação de beber bastante água para quem resolver seguir o método.

Há ainda a questão da perda de glicogênio, algo bastante negativo para quem, além de emagrecer, também deseja alcançar a definição muscular. Ao serem armazenados no corpo em forma de glicogênio, os carboidratos são utilizados como combustível para os músculos. Sem a quantidade necessária do componente, a pessoa não conseguirá ter um bom nível de energia para se dedicar aos exercícios de musculação.

Também existe o fato que os carboidratos são utilizados pelo cérebro como fonte de energia. Logo, ao fornecer uma baixa quantidade do nutriente ao organismo, corre-se o risco de prejudicar a saúde da mente também.

Além disso, ao restringir a variedade de alimentos que consome, a pessoa também corre o risco de se privar de nutrientes que o seu corpo necessita para funcionar bem, o que pode exigir o consumo de suplementos vitamínicos para suprir a deficiência e evitar problemas de saúde em sua decorrência.

Para os que combatem a dieta da proteína, a ideia é que não é necessário comer poucos carboidratos para emagrecer, mas sim consumir fontes saudáveis do nutriente, com baixo índice glicêmico e de lenta digestão como batata-doce, brócolis, pepino, berinjela, lentilha, arroz integral e aveia, por exemplo.

Video: Dieta da Proteína Funciona?

Considerações da nutricionista Patricia Leite sobre a dita de proteínas.

Considerações finais

Agora que já apresentamos os lados positivos e os lados negativos da dieta da proteína, a decisão de segui-la ou não está em suas mãos. Mas, antes de finalizarmos o texto, não podemos deixar a recomendação de que você converse com o seu médico antes de decidir adotar uma dieta.

Escolher um plano que restringe a variedade na alimentação e limita a ingestão de um grupo de nutrientes é algo sério e deve ser avaliado não somente no ponto de vista estético, mas também da saúde.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)

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Você já experimentou durante um tempo e atestou que a dieta da proteína funciona mesmo? Como foram seus resultados a longo prazo? Acabaram anulando as perdas? Comente abaixo!

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