Dieta HCG ou Bariátrica?

Quem não deseja ter um corpo perfeito, uma boa saúde e estar com a autoestima melhorada? Certamente este é o desejo de muitas pessoas que enfrentam o problema de sobrepeso.

Todos sabem que engordar hoje é algo bem mais fácil do que emagrecer. Nossa alimentação já não é mais aquela saudável do tempo de nossos avós. Recorremos aos alimentos industrializados, aos fast-foods e a tudo que possa existir de mais rápido e prático em nossas vidas corriqueiras.

Além disso, a causa da obesidade pode estar associada a inúmeros fatores. Entre eles podemos citar a ausência de hábitos saudáveis, disfunções hormonais, estresse, fatores psicológicos como ansiedade e depressão e até a predisposição genética de cada um.

Uma breve introdução sobre a cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica surgiu no Brasil em meados da década de 1970, porém, somente na década de 1990 é que realmente novas e mais eficazes técnicas começaram a consolidar a cirurgia como sendo uma opção segura para pessoas em condições de obesidade grave.

Embora tenha tido mais avanços ao longo dos anos, ainda não deixa de ser um procedimento cirúrgico e portanto, não há como estar livre de riscos. Há medidas que devem ser tomadas antes mesmo de recorrer a uma cirurgia bariátrica para evitar quaisquer intercorrências durante a cirurgia.

Quem pode fazer a cirurgia?

A cirurgia bariátrica não pode e nem deve ser feita em qualquer pessoa que esteja “só um pouco” acima do peso.

Para isto, deve-se analisar o grau de obesidade, que deve ser de pelo menos os de Grau 2 (*IMC entre 35 – 35,99) ou de Grau 3 (IMC acima de 40), também conhecida como obesidade mórbida.

E os critérios não se limitam somente a isso. Para recorrer à cirurgia bariátrica, o paciente deve estar obeso por pelo menos 2 anos e ainda, apresentar quadros graves de saúde como hipertensão e diabetes.

(*IMC – Índice de Massa Corpórea)

Quais são os principais riscos da cirurgia bariátrica?

Como toda cirurgia, os riscos são eminentes. Podem ocorrer complicações mais comuns em cirurgias abdominais como embolia pulmonar, obstrução intestinal, hemorragias e os riscos de infecções internas e externas.

Em cirurgias bariátricas é comum o uso de grampos e anéis e eles podem sofrer rupturas caso a manutenção não seja feita de forma adequada. Essas rupturas podem causar infecções e vazamentos, onde uma segunda internação e cirurgia devem ser feitas para reparar os danos.

A cirurgia bariátrica também não é garantia que a pessoa vá emagrecer de verdade, existem relatos de pessoas que já fizeram a bariátrica 3 vezes. Imagina a decepção.

Os efeitos pós-bariátrica

Todos os pacientes que se submetem a bariátrica acabam se tornando dependentes do uso de vitaminas, medicamentos e de visitas regulares ao médico.

Sem contar que o pós-operatório deve ser feito de maneira rigorosa para que a saúde não seja comprometida e evitar as temidas fístulas, que são vazamentos de conteúdo do estômago e intestino à cavidade abdominal, considerado um dos efeitos mais graves do pós-operatório. A cirurgia não tira a fome ou seja, é pura força de vontade mesmo.

Na maioria dos casos, também é necessário até de fazer uma cirurgia plástica para remover o excesso de pele após o emagrecimento, ou seja, mais uma nova cirurgia.

O tempo de adaptação varia de paciente para paciente, mas as queixas mais comuns dos efeitos colaterais da cirurgia incluem inchaço abdominal, gases, úlceras, quedas de cabelos e unhas mais frágeis, tudo isso devido à baixa absorção de nutrientes.

Antes de optar pela cirurgia bariátrica, que tal considerar uma dieta?

Para aqueles que preferem evitar todos os riscos de uma cirurgia e que não desejam ficar atrelados às vitaminas e constantes visitas médicas durante toda a vida, uma saída mais prática e totalmente sem riscos seria optar por uma dieta de emagrecimento.

Eu sei que você pode estar pensando que já tentou de tudo. Mas será mesmo? Você já fez a dieta hCG?

Apresentando a dieta hCG

A dieta hCG surgiu na década de 1950 e foi descoberta pelo médico britânico, Dr. A.T.W. Simeons. Nesta ocasião, Dr. Simeons fazia tratamentos usando o hormônio hCG, encontrado em grandes quantidades na urina de mulheres grávidas, em adolescentes que apresentavam a Síndrome de Fröehlich, uma doença rara que comprometia o crescimento e o desenvolvimento natural dos órgãos sexuais.

Durante o tratamento em adolescentes, Dr. Simeons passou a notar que o contorno dos quadris de seus pacientes começou a ficar mais delineado e foi neste momento que ele associou o uso do hCG ao emagrecimento.

Desde então, o médico passou a dedicar todo o seu tempo em pesquisas até a publicação de seu livro, “Pounds & Inches” (Pesos e Medidas), sendo sua primeira obra a explicar, com ampla riqueza em detalhes, toda a dieta hCG em seu protocolo original.

Vale lembrar que Dr. Simeons foi o médico mais renomado no mundo na época dele. Ele inventou a cura para a malária, doença que tinha mais mortalidade na época. Inventou também um método de detectar a malária em um exame sanguíneo. Dr. Simeons também criou um hospital para a peste bubônica, e ele virou modelo para todo o mundo, sendo repetido esse hospital modelo em todo o planeta.

Consegue perceber que não foi um desses charlatões com uma pilulazinha qualquer não é? Vamos seguir…

Da descoberta até agora

A dieta hCG passou a chamar atenção quando celebridades internacionais começaram a aparecer mais magras. E desde então, celebridades do mundo inteiro passaram a aderir à dieta e por isso, chegou a ser chamada também de “a dieta das estrelas” pois antes dos filmes conseguem emagrecer bem rápido sem agredir a saúde.

Com o tempo, pessoas comuns também começaram a buscar pela dieta hCG, contando com inúmeros relatos de casos bem-sucedidos. Graças a internet hoje temos acesso a ela, tentaram esconder mas não conseguiram.

E como funciona a dieta hCG?

A dieta hCG conta com 2 pilares básicos. O primeiro é o uso do hormônio hCG, que pode ser encontrado no Brasil sob forma de pastilhas sublinguais, em gotas, na forma injetável e até, numa forma menos comum, em spray nasal.

O uso do hormônio para fins de emagrecimento é considerado “off label”, ou seja, usado fora de sua indicação original. (tipo o anticoncepcional Diane 35 ser usado para tratar acne)

Contudo, o hCG é aprovado pela ANVISA e vem sendo recomendado por diversos médicos renomados do país, entre eles está Dr. Lair Ribeiro, um dos primeiros a divulgar e a defender a dieta hCG.

O segundo pilar é a dieta restritiva de 500 calorias diárias. Nesta dieta, somente alguns alimentos zero em gordura e açúcares são permitidos. Também é considerada uma dieta de baixíssimo consumo em carboidratos.

Para aqueles que precisam eliminar até 10 kg, o ideal é fazer o ciclo de 26 dias. Para aqueles que desejarem eliminar até 15 kg, o protocolo indica um ciclo mais longo de 40 dias. Para quem precisa eliminar mais de 15 kg, como em pacientes portadores de obesidade graus 2 e 3, o indicado é que se faça outras rodadas até que o peso ideal seja atingido. Veja o antes e depois de 30 dias da Ludmilla Pessotti criadora do Programa Balança Certa.

Qualquer pessoa pode fazer a dieta?

A dieta hCG pode ser feita tanto por mulheres quanto por homens. Só existem contraindicações em casos envolvendo problemas de saúde como cistos grandes nos ovários, endometriose, sangramentos vaginais fora do período menstrual, presença de tumores, câncer, insuficiência renal e distúrbios tromboembolíticos.

Mulheres lactantes e com suspeitas de gravidez também não devem fazer a dieta. Para os homens, é contraindicado quando apresentar prostatite ou câncer na próstata.

Existe algum “pré-requisito” para fazer a dieta?

Não existem limitações no quanto a pessoa deseja eliminar. A dieta também favorece a eliminação de gorduras localizadas, eliminando mesmo o que for preciso sem o risco de emagrecer mais que o necessário.

E agora? O que é melhor para mim, uma dieta ou a cirurgia?

Isso é bem relativo e depende mesmo do caso e da urgência de cada um.

Para aqueles que estão sofrendo com problemas sérios de saúde em decorrência da obesidade e que não tem condições de esperar, devem considerar a cirurgia como forma de solução emergencial.

Porém, se este não for o caso, uma dieta seria mesmo o ideal para não se correr riscos desnecessários em uma mesa de cirurgia e também, no pós-operatório.

Há muito mais relatos de pacientes que chegaram a óbito após terem feito a bariátrica do que relatos de pessoas que comprometeram a vida praticando dietas. Isso deve ser levado muito em consideração na hora de tomar alguma decisão.

É importante lembrar que tanto a bariátrica como a dieta hCG não garantem milagres. Em ambos os casos, o comprometimento pessoal é que vai assegurar o sucesso dos resultados e a manutenção de peso.

De nada adiantará os esforços se após a cirurgia ou da dieta não fazer uma manutenção adequada, que envolvem reeducação alimentar e adotar hábitos mais saudáveis como exercícios físicos, sono regulado, cortar vícios (cigarros, bebida alcoólica e uso de drogas), beber mais água e gerenciar melhor o estresse do dia a dia.

Compare: 10 pontos relevantes entre a dieta hCG e a bariátrica

1- Preparos e cuidados especiais

– Dieta hCG: Não há preparos específicos para quem deseja iniciar a dieta. Basta estar bem de saúde, como não estar com viroses ou infecções.

– Bariátrica: Exige preparos especiais, como avaliação clínico-hospitalar e exames detalhados como a endoscopia digestiva.

2- Níveis de Obesidade

– Dieta hCG: Pode ser feito por pessoas que apresentarem qualquer nível de obesidade e até por pessoas não-obesas que desejam eliminar gorduras localizadas.

– Bariátrica: Permitido somente para pessoas acima do Grau 2 de obesidade. A loucura é que alguns médicos exigem que a pessoa muitas vezes engorde de propósito só para atingir o peso para poder fazer a cirurgia. Lamentável.

3- Custos hospitalares

– Dieta hCG: Consultas com médicos, nutrólogos e nutricionistas. Exames são feitos quando solicitados pelo médico que acompanha a dieta.

– Bariátrica: Custo com consultas médicas, internação, exames e acompanhamento posterior equipe multidisciplinar.

4- Riscos

– Dieta hCG: Não oferece riscos.

– Bariátrica: Riscos eminentes durante a cirurgia e também no pós-cirúrgico. Sendo que os problemas pós operatórios da bariátrica podem se estender por 10 anos.

5- Sequelas e efeitos colaterais

– Dieta hCG: Não oferece sequelas ou efeitos colaterais sérios.

– Bariátrica: Apresenta sequelas indesejáveis como cicatrizes, distúrbios nutricionais, dependência de vitaminas e medicamentos após a cirurgia. Algumas pessoas também viram alcoólatras depois da bariátrica.

6- Cirurgias adicionais

– Dieta hCG: Não existe necessidade de cirurgias para retirada de excesso de pele, nem se a pessoa estava em obesidade mórbida. Isso ocorre pois nas pausas da manutenção a pele volta ao novo corpo mais magro.

– Bariátrica: Em alguns casos de obesidade mórbida, é necessário se fazer uma cirurgia plástica para remover o excesso de pele após o emagrecimento.

7- Tempo de duração

– Dieta hCG: Curto período de dieta, sendo ciclos de 26 ou 40 dias dependendo da quantidade a ser eliminada.

– Bariátrica: Longo período entre o pré-operatório até a fase de recuperação total.

8- Acompanhamento médico

– Dieta hCG: O acompanhamento médico deve ser feito antes e durante a dieta.

– Bariátrica: Se prepara para ser Best Friend do seu médico. O acompanhamento médico deve ser feito antes e após a cirurgia, enquanto você viver nessa terra.

9- Alimentação

– Dieta hCG: A dieta é restritiva somente enquanto durar os ciclos da dieta, podendo voltar a alimentação normal aos poucos após o emagrecimento.

– Bariátrica: A alimentação é bem restrita mesmo após a dieta.

10- Controle do apetite

– Dieta hCG: É possível controlar a fome enquanto faz a dieta.

– Bariátrica: Mesmo após a cirurgia, a fome é normal. Mesmo querendo comer mais não consegue.

Busque ajuda profissional

Nunca é tarde para recorrer a ajuda de um médico para recomeçar a viver, brincar, ter disposição, mais anos de vida, dar um up no casamento, ter mais disposição para brincar com os filhos, parar de ter vergonha do seu amor, enfim, esse é o seu momento.

Procure ajuda de um médico, nutrólogo ou nutricionista quando o assunto for perda de peso. Aos primeiros sinais de que algo não está indo bem em sua saúde e principalmente quando estiver acima do peso, não deixe que o problema se agrave para agendar uma consulta.

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)




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