Ginecomastia

Ginecomastia – Tratamento, Cirurgia, Grau, Preço e Antes e Depois

Algumas síndromes podem trazer grandes transtornos à vida dos pacientes, principalmente quando afetam a aparência e podem ter um impacto grande na autoestima. O aumento expressivo das glândulas mamárias em homens é um problema que pode afetar de forma significativa a qualidade de vida do paciente e que deve ser tratado de forma correta para evitar o agravamento do problema.

Vamos entender o que é a ginecomastia, conhecer mais sobre os sintomas e saber como tratar este problema?

O que é ginecomastia? 

A ginecomastia, também chamada de hipertrofia mamária, pode ser encontrada em 40% a 65% dos homens adultos e é caracterizada pelo alargamento da mama masculina. Ela é considerada uma proliferação benigna bastante comum no tecido glandular, sendo causada principalmente pelo aumento da atividade do estrógeno que pode acontecer em função da idade, do uso de drogas, de algumas doenças, assim como em função de fatores idiopáticos. Em casos mais raros, a causa pode ser relacionada ao funcionamento do tumor endócrino.

De forma natural, a ginecomastia masculina pode acontecer no período neonatal e depois na puberdade, regredindo, geralmente, a partir dos 17 anos de idade. Depois, pode voltar a acontecer na fase adulta em homens idosos, por várias razões, sendo a principal delas a diminuição da testosterona devido ao envelhecimento dos testículos, que perdem sua capacidade de produção. Este problema pode causar grande impacto emocional e social nos homens, principalmente durante o período da puberdade.

Grande parte dos casos de crescimento da mama está relacionada a algumas patologias que, normalmente, estão associadas a desequilíbrios hormonais que estão relacionados à síntese das células adiposas ou quando ocorre algum tipo de desequilíbrio em que há redução do hormônio masculino, a testosterona, e aumento do hormônio feminino, o estrogênio. Além disso, a ginecomastia pode ser causada pelo uso abusivo de esteroides anabolizantes.

Outras causas podem estar associadas a doenças sistêmicas como a cirrose hepática, a insuficiência renal, a inanição, à presença de tumores, doenças endócrinas como a hiperprolactinemia e o hipogonadismo, além do uso de determinados medicamentos como aqueles utilizados na quimioterapia ou mesmo o uso de álcool, drogas como a heroína, drogas psicoativas e também os anabolizantes.

Os principais sintomas da ginecomastia envolvem a presença de dores e sensibilidade nas mamas, coceiras, crescimento fora do normal, aparência de mama feminina e acúmulo de gordura na região.

O diagnóstico para este problema requer uma avaliação criteriosa do histórico do paciente e também um exame físico detalhado. A verificação de uma massa palpável na mama nos homens pode resultar no diagnóstico de pseudoginecomastia (quando a causa é apenas devido a um acúmulo de gordura), ginecomastia verdadeira, câncer de mama ou diversas outras condições benignas que devem ser avaliadas corretamente para a definição do melhor e mais adequado tratamento.

A ginecomastia é classificada em diferentes graus definidos em função da gravidade, conforme abaixo:

  • Grau I – é caracterizado pelo aparecimento de uma massa de glândula mamária abaixo da aréola, menor do que 250 g, e que fica mais aparente com a contração do mamilo. Neste caso, o volume é menor, mas pode ficar aparente com o uso de roupas mais justas;
  • Grau II – neste caso, a quantidade de tecido mamário é maior, variando entre 250 e 500 g, não ficando restrita somente à região abaixo da aréola, mas também surgindo em boa parte do tórax. Aqui já há maior visibilidade na aparência das mamas;
  • Grau III – é caracterizado por mamas grandes, acima de 500 gramas, e caídas. Aqui a ginecomastia é bastante aparente, difícil de disfarçar e já gera impactos psicológicos consideráveis para o paciente.

Como tratar a ginecomastia?

Quando é necessária a cirurgia, utiliza-se a técnica cirúrgica chamada de mastectomia subcutânea, que envolve a retirada do tecido glandular por meio de uma abordagem periareolar ou transareolar, incluindo ou não a lipoaspiração associada. O tratamento indicado irá depender da causa do problema, do grau da ginecomastia e também das condições do paciente.

Mais de 60% de todos os casos de ginecomastia possuem causa idiopática, ou seja, têm origem desconhecida ou de surgimento espontâneo. Nestes casos, ocorre um problema no equilíbrio hormonal do homem, nem sempre com causa conhecida. Os testículos produzem os principais hormônios masculinos que são chamados de andrógenos e também produzem estrógenos, mas em pequena quantidade.

O tecido mamário contém receptores para estrógenos e andrógenos; os primeiros estimulam a proliferação dos ductos mamários e os segundos inibem este processo. Quando há um aumento nos níveis de estrógenos no organismo, ocorre um aumento do tecido mamário. Nestes casos, é recomendado o uso de medicamentos que possam retomar o equilíbrio hormonal. Os remédios, no entanto, só servem para casos recentes e em estágios iniciais da doença.

O tratamento medicamentoso é indicado quando o paciente sente dor e quando os analgésicos comuns não funcionam mais. Existem três classes de medicamentos que são indicadas para tratamento de ginecomastia:

  • Andrógenos (testosterona) – Inicialmente, a testosterona era indicada para o tratamento da doença, porém foi verificado que a testosterona não é tão eficiente, pois sua utilidade está limitada devido à conversão da mesma para estradiol, aumentando o problema ainda mais;
  • Andrógenos (dihidrotestosterona) – A dihidrotestosterna é um poderoso andrógeno que pode ser usado em produtos à base de gel e aplicado na pele. Pesquisas mostram uma redução média de 25% a 50% após 4 a 20 semanas de utilização do produto;
  • Andrógenos (danazol) – O danazol é um andrógeno fraco, mas que ajuda na redução da produção de estrógenos pelos testículos, aumentando também a quantidade de testosterona livre. Estudos mostram uma regressão total em 40% dos casos. Apesar disto, esta substância apresenta alguns efeitos colaterais como acne e edemas;
  • Inibidores de aromatase – Estes medicamentos ajudam a inibir a enzima responsável pela conversão da testosterona em estrogênio, a aromatase, e são usados com bastante sucesso, tendo grandes melhorias antes e depois. Este medicamento provoca poucos efeitos colaterais e promove bastante a redução do tamanho das mamas;
  • Antiestrogênio – Por fim, este medicamento é um dos mais usados devido aos seus baixos índices de efeitos colaterais, baixo custo e também ótimos resultados antes e depois. O tamoxifeno é um antiestrogênio com grande afinidade pelas células mamárias e tem mostrado uma eficácia de quase 100% na ginecomastia puberal e de até 78% em outros casos.

O tratamento através de cirurgia é indicado quando o problema passa a ser um grande incômodo, seja estético, como psicológico. A cirurgia, porém, só deve ser realizada após a verificação e o tratamento de causas subjacentes, incluindo a perda de peso, o tratamento de possíveis tumores e a suspensão do consumo de substâncias, tais como medicamentos, álcool, hormônios, drogas, entre outras. Em geral, o tratamento cirúrgico pode incluir a remoção da glândula, a lipoaspiração (indicada para os casos em que há acúmulo de gordura de forma excessiva) e a mamoplastia redutora.

O preço de uma cirurgia para correção poderá variar bastante e dependerá do grau de desenvolvimento do problema. No Brasil, o preço da cirurgia pode variar entre R$ 1.000,00 e R$ 3.500,00, podendo até mesmo passar destes valores em alguns casos.

Vídeos de Antes e Depois

Veja alguns exemplos de antes e depois:

Conclusão

A ginecomastia pode ser encontrada em 40% a 65% dos homens adultos e é caracterizada pelo alargamento da mama masculina. De forma natural, a ginecomastia masculina pode acontecer no período neonatal, depois na puberdade e voltando a acontecer em homens idosos.

Grande parte dos casos de crescimento da mama está relacionada a desequilíbrios hormonais, a partir da síntese das células adiposas ou quando ocorre algum tipo de desequilíbrio onde há redução do hormônio masculino, a testosterona, e aumento do hormônio feminino, o estrogênio. Além disso, a ginecomastia também pode ser causada pelo uso abusivo de esteroides anabolizantes.

Referências adicionais:

Você sofre ou conhece alguém que sofra com algum grau de ginecomastia masculina? Pretende fazer uma cirurgia ou algum tratamento que o médico passou está surtindo efeito? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)




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