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Parede de colesterol

Hipercolesterolemia – Causas, Dieta, Exercícios, Tratamento e Sintomas

Hipercolesterolemia, ou simplesmente colesterol alto, é o termo utilizado para descrever um aumento na concentração de colesterol no sangue. De maneira mais específica, a condição se caracteriza por valores de colesterol acima de 200 mg/decilitro.

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Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de um em cada cinco brasileiros apresenta alteração nas taxas de colesterol. E muito embora desempenhe funções metabólicas essenciais, o colesterol (quando em excesso) pode trazer uma série de riscos à saúde.

Saiba quais são as causas da hipercolesterolemia e descubra também dicas de dieta e exercícios para baixar o colesterol naturalmente.

O que é colesterol?

Colesterol é uma substância gordurosa presente naturalmente em todas as células do nosso organismo. Além de ter um papel importante na formação e manutenção das paredes celulares, o colesterol também participa da produção de hormônios, vitamina D e bile.

Nosso fígado necessita de apenas uma pequena quantidade de gordura proveniente da alimentação para poder sintetizar todo o colesterol de que precisamos.

A gordura ou colesterol dos alimentos que ingerimos são absorvidos no intestino, e de lá são transportados para o fígado. O órgão converte essa gordura em colesterol, e o libera na circulação sanguínea.

Para ser transportado pelo corpo, o colesterol se liga a uma proteína, que pode ser de baixa ou alta densidade. No primeiro caso, ela é denominada LDL (do inglês low density lipoprotein), ou lipoproteína de baixa densidade.

Já as lipoproteínas de alta densidade são chamadas de HDL, ou high density lipoprotein. Em combinação com um quinto do valor dos triglicérides, o HDL e o LDL formam o colesterol total.

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– Colesterol LDL

As lipoproteínas de baixa densidade são conhecidas popularmente como “mau colesterol”, pois tendem a se depositar no interior das artérias.

O constante acúmulo de LDL atrai células do sangue ao local, o que com o passar do tempo pode levar à formação de placas que começam a bloquear o fluxo de sangue pelas artérias. Essa condição é conhecida como arteriosclerose.

Se um coágulo se forma e impede a passagem de sangue pelo vaso sanguíneo, o resultado pode ser um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral (AVC ou derrame).

– Colesterol HDL

Ao contrário do colesterol LDL, o “bom” colesterol não de deposita nas artérias. Na verdade, o HDL tem função exatamente oposta: ele remove os depósitos de LDL formados no interior dos vasos.

Pesquisadores acreditam que o colesterol HDL atue como uma vassoura, que redireciona a gordura acumulada para o fígado. Uma vez lá, os lipídios são degradados e encaminhados para eliminação.

– Triglicérides

Os triglicérides são outro tipo de gordura, cuja principal função é estocar o excesso de energia que chega ao organismo através dos alimentos.

Assim como os demais tipos de gordura, os triglicérides também precisam se unir a uma proteína para poder circular livremente pelo sangue. A essa combinação dá-se o nome de VLDL (very low- density lipoprotein).

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Em excesso, o colesterol VLDL também contribui para a arteriosclerose, pois tem a tendência de se depositar no interior das artérias.

Valores de colesterol

O valor de colesterol total é obtido através da soma do LDL, HDL e VLDL.

– LDL

Como taxa elevadas de LDL podem causar um bloqueio parcial ou total das artérias, médicos recomendam que os níveis do colesterol “ruim” no sangue fiquem abaixo de 130 miligramas por decilitro.

Pessoas com histórico de complicações cardíacas precisam ficar ainda mais atentas às suas taxas de colesterol LDL, que neste caso específico não deveriam passar de 100 mg/dL.

– HDL

Os níveis de colesterol HDL também são importantes: pessoas com valores de HDL abaixo de 40 miligramas por decilitro estão mais propensas a desenvolver problemas cardiovasculares como arteriosclerose e enfarto.

Para melhorar a saúde das artérias e proteger o coração, médicos recomendam manter um valor de HDL sempre acima de 60 mg/dL.

– VLDL

Os valores de referência do colesterol VDL são:

  • Normal: de 2 a 30 mg/dL
  • Alto: acima de 30 mg/dL

Já os triglicérides devem permanecer abaixo de 150 mg/dL.

– Colesterol total

Apesar de ainda ser motivo de debate, a taxa ideal de colesterol mais aceita no meio científico é de até 200 mg/dL. Níveis acima deste valor são indicativos de hipercolesterolemia.

Pessoas que estão com níveis acima deste número mas que não têm histórico familiar de problemas no coração não precisam ficar alarmadas. Algumas mudanças na dieta e em determinados hábitos podem ser suficientes para baixar essa taxa.

Por outro lado, quem está com hipercolesterolemia e já sofreu enfarto (ou outra doença cardíaca), ou então tem algum familiar direto com arteriosclerose, deve estar mais atento a estes valores.

Hipercolesterolemia familiar

A hipercolesterolemia hereditária ou familiar é uma doença genética onde as taxas de colesterol estão elevadas desde a infância em diversas pessoas da mesma família.

Uma em cada 300-500 pessoas em todo o mundo apresenta esta condição, que se caracteriza por uma incapacidade do fígado de reciclar e regular os níveis de colesterol de maneira eficaz.

Pessoas que sofrem com hipercolesterolemia familiar apresentam valores realmente elevados de colesterol, e quase sempre necessitam de medicamentos para controlar as taxas de LDL no sangue.

Sintomas da hipercolesterolemia

A maioria das pessoas com colesterol elevado não apresenta quaisquer sintomas.

Em geral, quem sofre com hipercolesterolemia somente fica sabendo que é portador da condição quando faz um exame de sangue ou então desenvolve um quadro de arteriosclerose.

Causas da hipercolesterolemia

Em alguns casos, como vimos acima, o colesterol alto pode ter um componente hereditário. Na maioria das vezes, no entanto, a condição é causada principalmente por uma alimentação com alto teor de gordura saturada e carboidratos refinados (sobretudo doces).

Falta de atividade física e tabagismo também podem causar uma alteração nos valores de colesterol (o cigarro não eleva o colesterol total, mas reduz a concentração de HDL no sangue).

Outros fatores de risco para a hipercolesterolemia incluem:

  • Diabetes;
  • Hipotireoidismo;
  • Doenças hepáticas ou renais;
  • Gestação;
  • Uso de determinados medicamentos que elevam as taxas de LDL ou reduzem o HDL, como progesterona, esteroides anabolizantes e corticosteroides;
  • Perda de peso massiva (pessoas que eliminam muito peso em pouco tempo apresentam uma espécie de hipercolesterolemia transitória);
  • Uso de medicamentos anti-retrovirais;
  • Hipertensão;
  • Obesidade.

Diagnóstico

A confirmação do diagnóstico de hipercolesterolemia é feita mediante análise do exame de sangue solicitado pelo médico.

Pessoas já diagnosticadas com colesterol alto ou então que tenham histórico de problemas coronários na família podem precisar verificar as taxas de colesterol a cada 3-6 meses.

Prevenção

A melhor maneira de evitar o colesterol alto é cuidar da alimentação e praticar atividade física.

Outras orientações de como prevenir a hipercolesterolemia incluem reduzir a ingestão de alimentos processados (principalmente aqueles com alto teor de gordura saturada e trans) e incluir mais vegetais no cardápio.

Manter um IMC adequado, evitar o cigarro, cuidar da pressão arterial e ficar atento às taxas de glicose no sangue são outras dicas para evitar um aumento do colesterol no sangue. 

Tratamento da Hipercolesterolemia

O tratamento da hipercolesterolemia deve incialmente seguir as mesmas orientações listadas acima para a prevenção da condição.

Ou seja, boa parte dos casos de colesterol alto pode ser resolvida com a adoção de uma dieta equilibrada, a prática regular de exercícios físicos e uma perda de peso gradual.

– Dieta

Dicas de alimentação para baixar o colesterol:

  • Restrinja o consumo de gorduras saturadas (sobretudo as de origem animal) e gorduras trans. Não mais que 7-10% da sua ingestão calórica diária deve ser proveniente de gorduras saturadas (as trans devem ser abolidas por completo);
  • Deixe o açúcar e os carboidratos refinados em geral (pães, doces, tortas, etc.) para ocasiões especiais;
  • Coma mais peixes ricos em ômega 3 (gordura que eleva as taxas de HDL), como salmão, atum e sardinha. Duas ou três porções semanais de peixe já trazem benefícios ao sistema cardiovascular;
  • Deixe que os vegetais (frutas, verduras e legumes) sejam a base da sua alimentação. Estudos indicam que pessoas que adotam uma dieta com poucos alimentos de origem animal chegam a apresentar uma redução de até 15% nos níveis de colesterol total;
  • Consuma pelo menos 30 gramas de fibra alimentar todos os dias (elas ajudam a “carregar” o colesterol para fora do organismo);
  • Cereais integrais (arroz, macarrão, pão, aveia) são ricos em fibras e quase não contêm gorduras;
  • Como o corpo já produz todo o colesterol de que necessitamos, não é necessário obtê-lo através da dieta. Modere em alimentos como queijo, leite, iogurte, carne vermelha e gema de ovo;
  • Inclua mais fitoesterois (substâncias naturais encontradas nos vegetais e que reduzem o colesterol) na dieta. Eles podem ser encontrados em alimentos como nozes, semente de girassol, abacate, azeite, verduras e legumes.

– Emagrecimento

Estudos indicam que o sobrepeso aumenta o risco de hipercolesterolemia e doenças cardíacas. Uma redução de apenas 3-5 quilos já pode ser suficiente para baixar o colesterol LDL.

Frequentemente, a perda de peso também acaba por melhorar as taxas de triglicérides e HDL.

Para não colocar a saúde em risco, tenha como meta a perda máxima de 400-600 gramas por semana.

– Exercícios

Tirar o tênis do armário e começar a se exercitar é um dos melhores tratamentos naturais para a hipercolesterolemia.

Sobretudo quando combinada com uma dieta equilibrada como mencionamos acima, a atividade física regular auxilia na redução do LDL e aumento do HDL – e assim diminui o risco de arteriosclerose e outras complicações cardíacas.

Pesquisas revelam que mesmo uma pequena sessão de 10 minutos de exercícios moderados já é suficiente para causar uma elevação de 1.4 mg/dL nos valores de HDL.

Para controlar ou manter o peso e reequilibrar as taxas de triglicérides, LDL e HDL, faça 4-5 sessões semanais de 30 minutos cada de exercícios moderados.

Caminhar, pedalar, correr, nadar, fazer spinning, crossfit, etc., são todas atividades que causam uma elevação da frequência cardíaca e ajudam a tratar a hipercolesterolemia.

Caso tenha sido diagnosticado com hipercolesterolemia, converse com seu médico antes de iniciar uma rotina de exercícios físicos.

– Medicamentos

Em casos em que as alterações na dieta e a prática de atividade física não resultam em uma redução no colesterol, o médico poderá prescrever medicamentos para controlar o LDL.

Os principais remédios para tratar a hipercolesterolemia são:

  • Estatinas (sinvastatina, pravastatina, fluvastatina, lovastatina, rosuvastatina, atorvastatina). Inibem a HMG-CoA redutase, uma das enzimas do fígado responsáveis pela produção de colesterol;
  • Niacina (ácido nicotínico): aumenta o colesterol HDL;
  • Fibratos (Genfibrozila, fenofibrato): quebram as partículas que formam os triglicerídeos;
  • Sequestradores de ácidos biliares (colestipol, colestiramina): eliminam a bile do sistema digestivo, obrigando o fígado a retirar colesterol da corrente sanguínea para repor a concentração de sais biliares;
  • Ezetimiba: bloqueia a absorção de colesterol proveniente da alimentação.

Prognóstico

Apesar de ser assintomático, o colesterol alto pode trazer sérios riscos à saúde se não for tratado. Níveis elevados de LDL mais do que dobram os riscos de ataque cardíaco.

Uma redução de apenas 1% nos valores de colesterol total já é suficiente para baixar em 2% o risco de doenças cardíacas.

Manter o peso dentro da faixa recomendada de IMC, seguir uma dieta com baixo teor de gordura saturada e se exercitar melhoram significativamente o prognóstico em curto e longo prazo dos portadores de hipercolesterolemia.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)

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Você já foi diagnosticado com a hipercolesterolemia? Que tratamento o seu médico te receitou, como é a sua dieta e rotina de exercícios?

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