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Dor muscular

O Que é Espasmo Muscular?

E de repente, parece que o olho fica “pulando”… Algo estranho, involuntário, sem controle. Mas, o que será que determina esse comportamento anormal?

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O nome dessa movimentação incômoda é espasmo muscular. Essa na área das pálpebras, especificamente, é indolor, e tem como causa geralmente o estresse. Costuma desaparecer com a mesma sutileza com que apareceu. A título de curiosidade, seu nome é mioquimia palpebral.

Outro tipo de espasmo muscular bastante comum é o que conhecemos por tique nervoso. Também são involuntários, e geralmente, levam a pessoa a fazer caretas, piscar compulsivamente ou entortar a boca. Costumam estar ligados à ansiedade, e sua fase mais frequente é na adolescência, embora alguns casos desse tipo acompanham as pessoas pela vida toda.

Também não causam dor, mas certamente provocam constrangimento, uma vez que costumam chamar muito a atenção.

Mas os espasmos podem não ser tão inofensivos assim. Alguns doem muito e causam restrição muscular momentânea. Um dos espasmos dolorosos mais conhecidos são as cãibras.

Tipos de Espasmo Muscular

Agora que sabemos o que é espasmo muscular, vamos explicar seus diferentes tipos, que dependem da musculatura envolvida ou da área afetada. Com base nessa informação, poderemos entender a gravidade ou não dos espasmos musculares.

  • Musculatura esquelética: É a musculatura que recobre totalmente o nosso esqueleto e se prende aos ossos, daí a origem de seu nome. As contrações da musculatura esquelética são voluntárias, ou seja, comandamos seus movimentos, tais como braços e pernas, pés e mãos, tronco e pescoço.
  • Musculatura lisa: Seu trabalho é involuntário, ou seja, não comandamos seus movimentos. Como exemplo disso temos nosso coração, bombeando o sangue o tempo todo, nosso estômago e intestinos que “movem” os alimentos, nossa bexiga, que relaxa a musculatura para esvaziamento e depois volta a contrair, e também o útero, com seus movimentos de contrações, se enquadram a essa descrição muscular.
  • Distonia: Os espasmos também podem ocorrer por um terceiro motivo: distonia, que é uma desordem de origem neurológica, que pode ocasionar movimentos repetitivos, postura anormal, tremores e dificuldade em manusear objetos. A distonia pode atingir uma pequena parte do corpo somente (distonia focal), até mesmo o corpo todo (distonia generalizada). Nesse caso, os espasmos precisam de investigação médica e tratamento multidisciplinar.

Geralmente é provocada por funcionamento deficiente de neurotransmissores químicos no cérebro, como serotonina, dopamina e acetilcolina.

Causas de Espasmos Musculares

  • Quando um músculo é solicitado ao extremo, por exemplo, com atletas em fase de treinamento;
  • Quando uma pessoa se mantém na mesma posição por um longo período de tempo;
  • Pessoas que estão iniciando atividades físicas, impondo sobrecarga a determinado feixes de músculos;
  • Má circulação;
  • Quando as células musculares recebem água, glicose, sódio, cálcio, magnésio e potássio de maneira insuficiente, esse músculo pode entrar em espasmo;
  • Ingestão excessiva de cafeína;
  • Efeitos colaterais de alguns medicamentos, principalmente para tratamento de asma e déficit de atenção;
  • Diabéticos, doentes renais também podem apresentar espasmos musculares;
  • Doenças do sistema nervoso, como mal de Parkinson, esclerose e etc.

Espasmos x Cólicas

Embora também estejam ligadas a espasmos, as cólicas ocorrem somente na musculatura lisa.

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Por exemplo, a musculatura lisa que reveste o intestino começa a se contrair, causando dor e desconforto, que são as cólicas.

Exemplos semelhantes estão associados a terríveis cólicas renais, quando esse órgão começa a se contrair tentando expulsar cálculos, e muitos outros casos, como o útero durante as cólicas menstruais, problemas de refluxo e etc.

Diagnóstico do Espasmo Muscular

Quando esses espasmos forem esporádicos, estiverem associados ao estresse, não provoquem dores insuportáveis, nem sejam incapacitantes, não há muito com que se preocupar, visto que todos nós experimentamos eventualmente algo semelhante.

É preciso se preocupar e procurar ajuda médica quando os espasmos começarem a se tornar frequentes, prolongarem-se por muito tempo, repetirem-se no mesmo grupo muscular, provocarem muita dor e dificultarem movimentos.

Nesse caso, vale a pena informar ao médico se algum medicamento diferente passou a ser tomado, algum suplemento alimentar, histórico de diabetes, doença renal, hipotireoidismo e coisas afins.

Como Tratar um Espasmo Muscular

Agora que já sabemos o que é espasmo muscular, vamos ver como tratá-lo. Isso vai depender de cada tipo de espasmo, já mencionados anteriormente.

1. Tratamento para espasmos na musculatura esquelética

É evidente que as sugestões a seguir se aplicam a espasmos simples. Casos mais sérios devem ser tratados por um médico.

  • Hidratação: Longos períodos sem beber água, sudorese e coisas afins fazem o organismo perder nutrientes importantes para o bom funcionamento da musculatura. A hidratação contínua pode ajudar a evitar os espasmos.
  • Alongamento: Independente da prática ou não de exercícios físicos, os alongamentos promovem um bem estar físico geral, aliviando ou evitando os espasmos.
  • Aquecimento: Promove um relaxamento muscular, o que desestimula a musculatura a iniciar um espasmo. As conhecidas compressas com água morna no local podem gerar sensação de alívio.
  • Massagens localizadas: Quando o espasmo muscular se der em local de fácil alcance, pode-se massageá-lo com vigor, dessensibilizando essa musculatura, até obter alívio do sintoma.
  • Acupuntura: Para casos mais recorrentes, porém não graves, aplicações de acupuntura costumam trazer resultados altamente benéficos.

2. Tratamento para espasmos na musculatura lisa

Nos casos a seguir, os espasmos envolvem órgãos internos em que seu funcionamento pode estar comprometido. É preciso investigar as causas de cada um deles.

  • Espasmos intestinais: Além de dores, desconforto e diarreia, esses espasmos podem significar alguma intoxicação, infecção ou síndrome do intestino irritável. Nesse caso, além de medicamentos, deve-se procurar um nutricionista, visando correções alimentares.
  • Espasmos renais: Provocam dores absurdamente fortes, geralmente seguidas de vômitos e náuseas, frequentemente associadas à presença de cálculos renais.
  • Espasmos respiratórios: Extremamente perigosos, esses espasmos causam dificuldade para respirar, devido ao impedimento da passagem de ar para os pulmões. Trata-se de emergência médica, com risco de morte caso não seja acudido a tempo.
  • Espasmos uterinos: Geralmente estão relacionados à menstruação, mas se as cólicas tornarem-se extremamente fortes, será preciso ajuda médica.

3. Distonias

A primeira coisa a fazer é procurar um neurologista. Somente ele poderá diagnosticar a origem dos sintomas e os eventuais medicamentos necessários ao tratamento.

A maioria dos medicamentos para esse caso estão relacionados aos neurotransmissores. Serão indicados para restaurar seus níveis. Não tente soluções domésticas diantes desses sintomas. Quanto antes a ajuda médica for procurada, melhor serão os resultados.

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Considerações Finais

Tivemos uma boa noção sobre o que é espasmo muscular. A boa notícia é que a maioria deles vem e vai sem deixar sequelas. Outros podem ser tratados com medicamentos e poucos são sintomas de doenças sérias.

De uma forma ou de outra, é bom estar atento. Qualquer tipo de espasmo que saia fora da normalidade deve ser investigado.

Alimentação saudável e exercícios também trarão benefícios, além de atividades lúdicas para os casos em que o estresse foi o início do problema.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)

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Você já sabia o que é espasmo muscular, já havia sentido um alguma vez? Em que parte do corpo e de que tipo ele foi? Comente abaixo!

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Um comentário

  1. Muito bom, porém o músculo responsável pelos batimentos cardíacos e que também recobre todo o coração é: Músculo estriado cardíaco, e não músculo liso

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