O estudante croata Luka Krizanac, 29 anos, foi submetido ao raríssimo transplante de mãos. Antes disso, o rapaz vivia sem os membros.
A operação aconteceu no início de 2025 e, meses depois, Luka começou a aprender a digitar em seu celular. Aos 12 anos, o jovem sofreu uma infecção respiratória grave que evoluiu para sepse. As complicações forçavam a amputação parcial das duas mãos e dos dois pés, que necrosaram no processo de combate à infecção.
Mas 17 anos após as amputações, Krizanac conseguiu passar pelo transplante duplo de mãos na Penn Medicine, nos Estados Unidos. Aos poucos, conseguiu recuperar parte dos movimentos.
Foram feitos menos de 200 transplantes de mão no mundo, devido às dificuldades de manter as mãos transplantadas funcionais e sem risco de infecções.
A cirurgia de Luka durou cerca de 12 horas e envolveu mais de 20 profissionais. A equipe médica ensaiou o processo por meses antes da execução. A complexidade inclui unir nervos, vasos, músculos e ossos com precisão.
Em entrevista à CNN Internacional, o jovem comemorou a realização do procedimento. “Sinto um profundo sentimento de ser inteiro novamente, como humano”, afirmou.
O rapaz também vive sem os pés, mas alega que essa adaptação é mais fácil do que a ausência de pernas, já que as próteses robóticas não têm coordenação tão eficiente como a de mãos humanas.
Com o tempo, a falta de independência tornou-se um problema. O apoio da família e de amigos foi essencial durante a adolescência, mas a vontade de viver com autonomia tomou conta de Luka.
O transplante já vinha sendo cogitado desde 2018 e precisou ser novamente adiado devido á pandemia de Covid-19. Lesões que surgiram nas pernas de Luka também impediram a continuidade do processo, pelo risco de infecções.
Em janeiro de 2025, no entanto, o jovem recebeu a notícia de que havia uma mão compatível com seu tom de pele, tipo sanguíneo, tamanho e gênero. Portanto, foi possível realizar o transplante.
Apesar da circulação ter se estabelecido imediatamente, os nervos levaram um tempo para funcionar e, graças a um intenso programa de fisioterapia, o jovem está recuperando parcialmente seus movimentos.
Luka toma medicamentos para evitar rejeição e auxiliar a regeneração nervosa. “Quero tirar carteira de motorista, cuidar da minha própria vida. Agora, tenho duas mãos saudáveis. É apenas uma questão de tempo”, celebrou ele.
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