Saúde

Mulher descobre câncer aos 28 anos devido à intolerância ao álcool; entenda

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Equipe MundoBoaForma

Nathalya Moreira, 29 anos, notou algo estranho sempre que tentava tomar uma taça de vinho ou uma latinha de cerveja: logo no primeiro gole, já sentia uma dor de cabeça forte e dores pelo corpo. Esses sintomas nunca tinham sido desencadeados pelo consumo de álcool antes.

Meses depois, a feirante percebeu outras mudanças, como um caroço no pescoço e um cansaço fora do normal. No entanto, atribuiu os sintomas à rotina de trabalho puxada, associada aos cuidados de duas filhas (uma delas, na época, um bebê de colo e a outra com seis anos).

Meses depois, em julho de 2023, a moradora do Rio de Janeiro acordou com um inchaço abaixo do maxilar. Ela procurou um serviço de emergência, onde exames de sangue mostraram uma alteração pequena, apontando uma infecção sanguínea. O médico pediu ultrassom, prescreveu um antibiótico e encaminhou a paciente para um cirurgião de cabeça e pescoço.

Mesmo com tratamento, a feirante não melhorou. “Na verdade, os linfonodos cresceram ainda mais”, contou á revista Marie Claire. A investigação seguiu até fevereiro de 2024, quando foi realizada uma biópsia. O diagnóstico, enfim, chegou dois meses depois: linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer do sistema linfático.

Exames mostraram linfonodos também nos pulmões e no mediastino. “Eu já estava pesquisando sobre o assunto e comecei a relacionar os sintomas. Já imaginava que poderia ser câncer”, recordou.

A jovem iniciou o tratamento com 12 sessões de quimioterapia, seguidas de imunoterapia. Mesmo assim, o cansaço persistiu. “Tenho muita fadiga. Não consigo subir uma escada com facilidade ou andar por muito tempo. Às vezes tenho muita crise de tosse”, lamentou.

Por orientação médica, Moreira precisou se afastar do trabalho. O contato com muitas pessoas na feira poderia facilitar o contágio de alguma doença respiratória, piorando seu quadro pulmonar.

Impacto na filha

A filha mais velha da feirante é autista. Quando começou a perder os cabelos com a quimio, a mãe explicou á menina que estava doente e que passaria por um tratamento complicado. “Ela foi pesquisando sobre o assunto no celular e perguntando às pessoas o que era câncer. Ela sabe muito bem o que essa doença pode fazer comigo, e fica bem receosa”, recordou.

Incentivada por uma amiga, a carioca compartilhou sua história nas redes sociais. “Durante o tratamento, conheci muitas pessoas com linfoma. A maioria tinha os mesmos sintomas e descobriu a doença em estágio avançado. Gravei o vídeo mais a intenção de alertar, até mesmo as pessoas que eu conheço, dos sintomas que eu tive”, comentou.

Moreira também passou por um transplante autólogo de medula óssea. “No início [do diagnóstico] era uma coisa que me doía bastante. Agora, já consigo falar sobre o tratamento sem me atingir psicologicamente”, disse.

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que afeta uma parte essencial da imunidade. O sintoma mais comum é o aumento de linfonodos, também chamados de ínguas, caroços ou nódulos, que podem aparecer no pescoço, axilas ou virilha. Eles costumam crescer sem causar dor, o que dificulta a identificação precoce.

Além disso, a pessoa pode ter febre persistente, sudorese noturna, perda de peso e cansaço extremo. Intolerância ao álcool, como no caso de Moreira, não é um sintoma comum.

O linfoma de Hodgkin é mais frequente em pessoas jovens, e tem alta taxa de cura quando diagnosticado em fases iniciais. O tratamento mais comum inclui quimioterapia e, em alguns casos, imunoterapia. Quando necessário, o transplante de medula óssea é indicado como estratégia complementar.

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