Um estudo publicado no periódico científico Neurology mostrou que pessoas que apresentam síndrome metabólica, um conjunto de fatores que elevam o risco cardiovascular, têm maior probabilidade de desenvolver demência precocemente (que ocorre antes dos 65 anos).
A síndrome metabólica é caracterizada pela presença de pelo menos três das seguintes alterações: excesso de gordura abdominal, pressão arterial elevada, glicemia alterada ou diagnóstico de diabetes, altos níveis de triglicérides e baixos níveis de colesterol HDL, considerado o colesterol “bom”.
Para chegarem a essas conclusões, os cientistas avaliaram dados do serviço de seguridade nacional coreano, incluindo todos os indivíduos entre 40 e 60 anos que fizeram check-ups em 2009, totalizando quase 2 milhões de pessoas. O acompanhamento aconteceu até os voluntários completarem 65 anos. Do total, um em cada quatro atendia aos requisitos para diagnóstico da síndrome.
Ao final da análise, aqueles que eram portadores da síndrome metabólica quanto tinham cerca de 40 anos tiveram um risco 24% maior de desenvolver qualquer tipo de demência. O risco foi ainda maior para a demência vascular, aquela relacionada a problemas nos vasos sanguíneos do cérebro. No entanto, também houve aumento no risco de Alzheimer.
A pesquisa pontuou que, quanto mais componentes da síndrome metabólica a pessoa acumula, maior é o risco de desenvolver demência. A pesquisa sugere que ações como manter uma alimentação saudável, praticar exercícios, controlar o peso e monitorar a pressão e a glicemia podem reduzir o risco de perda cognitiva, especialmente entre os mais jovens.
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