Muitas pessoas tomam colágeno com o objetivo de melhorar a aparência da pele. Uma revisão científica, publicada recentemente na revista Aesthetic Surgery Journal, avaliou evidências disponíveis sobre suplementação oral da proteína e concluiu que, de fato, provoca melhorias, mas não evita rugas.
O colágeno é uma proteína com diversas funções no corpo humano, como suporte à formação de fibroblastos na derme, substituição de células mortas da pele, proteção de órgãos, contribuição para a estrutura, resistência e elasticidade da pele, além de desempenhar um papel fundamental na coagulação sanguínea.
Realizado pela Academia de Oxford, o experimento reuniu e analisou resultados de diversas meta-análises já publicadas. Isso significa que os pesquisadores não avaliaram apenas um estudo isolado, mas um conjunto amplo de pesquisas clínicas que, juntas, somam milhares de voluntários.
O objetivo do trabalho foi verificar se o uso de suplementos de colágeno realmente traz benefícios mensuráveis para a pele e para estruturas como músculos e articulações. Entre os desfechos avaliados, os destaques foram elasticidade, hidratação e rugas.
Foram descobertas evidências consistentes de que o uso prolongado de colágeno melhora a elasticidade e hidratação da pele, que são fatores que contribuem para uma derme mais firme e bonita.
A revisão, no entanto, reforça que as evidências não foram suficientes para afirmar que o colágeno previne ou reduz rugas profundas de forma consistente.
Algumas das pesquisas analisadas relataram pequenas reduções na profundidade ou na visibilidade de linhas finas. Entretanto, os autores ressaltam que os dados ainda apresentam limitações metodológicas, como variações nas doses utilizadas, no tipo de colágeno, na duração da suplementação e no perfil dos participantes.
Portanto, o suplemento pode melhorar a qualidade geral da pele, mas não deve ser encarado como um tratamento comprovado contra rugas. Os autores, aliás, pontuam que as pesquisas disponíveis apresentam diferenças importantes entre si. Nem todos utilizam os mesmos critérios para medir rugas, por exemplo.
Fatores como exposição solar, genética, tabagismo e alimentação também influenciam o envelhecimento da pele. Outro detalhe é que a formação de rugas profundas envolve alterações estruturais mais complexas do que apenas a redução de colágeno na pele.
Com esses resultados, os cientistas explicam que melhorar a elasticidade e a hidratação não é sinônimo de eliminar rugas já estabelecidas. O suplemento, então, pode contribuir para uma pele com aparência mais saudável, mas não substitui cuidados comprovadamente eficazes, como proteção solar diária e hábitos mais saudáveis.
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