O nosso cérebro precisa ser estimulado sempre para desempenhar suas funções, e nada melhor do que algumas dicas simples que ajudam quando precisamos trabalhar e estudar.
Para isso, não existe uma faixa etária definida, pois em qualquer período da vida somos capazes de melhorar nosso raciocínio e deixar nosso cérebro mais capacitado.
Estudos já comprovaram que o cérebro tem uma incrível capacidade de regeneração e que os nossos neurônios aprendem novos caminhos mesmo em pessoas que tiveram um A.V.C. (Acidente Vascular Cerebral), quando estimulados, são capazes de voltar a andar e falar desde que as sequelas não sejam irreversíveis.
Isso prova que podemos aumentar nossa capacidade de raciocínio se tivermos os estímulos e hábitos que nos ajudem a melhorar nosso desempenho cerebral no dia a dia.
Se você está precisando melhorar seu raciocínio e seu desempenho no trabalho ou nos estudos, continue por aqui!
Essa parece uma dica óbvia, mas muitas pessoas não conseguem ter uma boa noite de sono e no outro dia sentem muita dificuldade de concentração, além de ficarem com dificuldades de memória.
Existem estudos que já demonstraram que quando dormimos preservamos a memória e ao acordar conseguimos acessar informações que havíamos esquecido, além de melhorar a nossa concentração durante o dia.
Essa é uma prática conhecida como jejum intermitente, porém exige muita cautela e não é indicada para todos, pois crianças, idosos e gestantes não devem praticá-la.
Existem muitas formas de praticar o jejum intermitente, como ficar sem comer por dezesseis horas, todos os dias, contando as horas de sono, e comer nas outras oito horas, ou comer de maneira habitual durante cinco dias da semana e durante dois dias não consecutivos ficar sem comer ou comer pouco.
No entanto, não é aconselhável ficar sem comer durante mais de vinte horas e nunca se deve começar a prática do jejum intermitente sem consultar um médico ou nutricionista.
O jejum intermitente age no cérebro porque promove algumas mudanças neuroquímicas devido a restrição de alimentos.
Durante o período de jejum, acontece uma grande redução de glicose no sangue e o corpo começa a produzir uma substância chamada corpos cetônicos que serão a fonte de energia para o cérebro funcionar na falta da glicose.
Neste período também acontece uma maior produção de uma proteína chamada Fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que é responsável pela reparação dos neurônios e ajuda a preservar a capacidade de memória e aprendizado e isso resulta no melhor desempenho cerebral.
O hábito de fazer exercícios no mínimo duas vezes por semana é algo necessário para todos e fará muita diferença principalmente na velhice, pois melhora o fluxo de sangue no cérebro e isso favorece várias funções cerebrais.
Todos nos sentimos mais acordados quando tomamos um café, pois a cafeína age estimulando o nosso estado de concentração. Cientistas que acompanharam um grupo com mais de mil participantes de sessenta e cinco a oitenta anos por três anos constataram que aqueles que tomavam de uma a duas xícaras de café por dia, correm menos riscos de desenvolver mal de Alzheimer, Parkinson e depressão.
No entanto, o excesso de consumo da bebida é prejudicial à saúde.
Ter amigos e conversar com eles funciona como um exercício para o cérebro. Desfrutar de momentos que nos descontraem ao lado de pessoas agradáveis e que nos fazem bem ajuda a melhorar nossas capacidades mentais e emocionais.
Além disso, há pesquisas que mostram que ter uma vida social reduz a taxa de perda da memória em idosos.
Viver totalmente sem estresse é impossível, mas é possível procurar aprender a lidar melhor com algumas situações do dia a dia, pois o estresse é um dos piores inimigos de nossa saúde física e mental.
Estudos realizados evidenciaram que o estresse destrói algumas células cerebrais e traz danos a uma parte do cérebro chamada hipocampo, que é a área responsável pela formação de novas memórias e recuperação de memórias passadas.
A meditação é uma prática aprovada em estudos para administrar o estresse e que ajuda a nos manter focados, pois percebeu-se que quando meditamos acontece o aumento da espessura de uma parte do cérebro chamada córtex cerebral e isso melhora o desempenho da nossa memória, raciocínio e concentração.
Para o bom funcionamento do nosso cérebro, dependemos de substâncias específicas que são produzidas a partir de nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais, por isso a alimentação equilibrada é uma aliada para o desenvolvimento cognitivo que é a nossa capacidade de captar informações e responder sobre elas.
Outro nutriente muito importante para o cérebro é o ômega 3, pois é uma gordura benéfica que protege todo o tecido que recobre nosso cérebro, é o que foi demonstrado em vários estudos.
Outra pesquisa desenvolvida no Texas também apontou que o ômega 3 ajuda a manter a capacidade de aprendizado. Alguns exemplos de alimentos onde pode ser encontrado este nutriente são: os peixes como sardinha e salmão, as nozes, sementes de linhaça e de chia, ovos enriquecidos com essa gordura e óleo de canola.
Outras medidas para uma alimentação mais saudável é evitar os alimentos ultraprocessados como bolachas recheadas, refrigerantes, salgadinhos de pacote, além de aumentar o consumo de verduras, legumes e frutas.
Alguns estímulos como jogos de palavras cruzadas e quebra cabeças podem parecer ultrapassados, mas são ótimos estímulos para o cérebro e para aumentar nossa capacidade de memorização, outras formas de exercitar a memória é a leitura ou assistir um filme e depois contá-lo a alguém.
O nosso cérebro se acostuma com tudo o que temos o hábito de fazer, e isso o desestimula, e com o passar do tempo podemos perder a nossa capacidade de guardar novas informações ou ter mais episódios de esquecimento.
Pesquisas realizadas por um grupo de cientistas mostraram que quando o cérebro desempenha tarefas diferentes do que está acostumado, melhora a função dos neurônios, aumenta o foco e a capacidade de aprendizado.
Alguns exemplos de exercícios para a ginástica cerebral são: usar algumas vezes na semana a mão não dominante em alguma tarefa simples como segurar o talher, trocar alguns objetos de lugar que é costume guardá-los, tomar banho de olhos fechados para procurar sem ver onde está o sabonete, toalha, etc.
É no descanso que o cérebro consegue fixar informações para que lembremos delas depois, por isso mesmo no meio de suas tarefas, pare alguns minutos.
Há estudos científicos comprovando que o cansaço mental reduz o aprendizado e a concentração, portanto dificulta o desempenho na execução de tarefas no trabalho ou estudos.
Nestas pesquisas foi observado que quando há pequenos intervalos para descanso, o cérebro aumenta sua habilidade de adquirir conhecimentos.
O nosso cérebro tem uma imensa capacidade que é ilimitada e não depende da idade, pois nossos neurônios têm a habilidade de aprender novos caminhos e de se regenerarem.
Podemos melhorar nossa capacidade de concentração e memória para termos um melhor desempenho no trabalho e nos estudos por meio de alguns métodos simples e que qualquer um pode praticar.
De todos os métodos apresentados aqui, o que necessita de mais cautela é a prática do jejum intermitente que já foi estudado e demonstrou ter benefícios para a saúde do cérebro.
A prática do jejum intermitente não pode ser recomendada a todos indiscriminadamente, pois depende das condições de saúde de cada um e da faixa etária, por isso é necessário ter a orientação de um profissional como o médico ou um nutricionista.