O fígado aumentado, chamado de hepatomegalia, costuma estar associado a doenças hepáticas ou câncer e pode não apresentar sintomas ou causar fadiga, dor abdominal, icterícia e náusea.
Mais de 100 doenças podem causar o problema, entre elas hepatites, doença hepática gordurosa, hemocromatose, problemas cardíacos e tumores no fígado.
Hábitos como consumo excessivo de álcool, superdosagem de medicamentos ou suplementos e excesso de açúcar e gordura também aumentam o risco.
Sem tratamento, a inflamação pode evoluir de aguda para crônica (fibrose) até chegar à cirrose, fase irreversível em que o fígado perde a capacidade de se reparar.
O diagnóstico é feito por exame físico, exames de sangue, imagem e elastografia, e o tratamento varia conforme a causa, podendo incluir medicamentos, cirurgia, transplante ou dieta específica.
Um dos nossos órgãos essenciais é o fígado. Ele desenvolve funções importantes para limpar o sangue de toxinas e regular o nível de colesterol. É, devido ao papel que desempenha, que o fígado se torna vulnerável a substâncias tóxicas e ao excesso de gorduras vindas do sangue.
O fígado é um órgão em forma de cunha, que fica localizado do lado direito e superior do abdome. Ele pesa entre 1 a 1,5 kg, e é o maior órgão interno do corpo humano.
Algumas doenças podem fazer com que o fígado aumente seu tamanho, ficando maior que o normal. Normalmente esse aumento está associado a doenças, como uma doença hepática ou câncer, e é denominado “hepatomegalia”.
O fígado aumentado pode não apresentar sintomas ou vir acompanhado de sinais, como fadiga, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), coceira na pele, náusea, vômito, perda de apetite e mudança de coloração nas fezes.
O que causa o fígado aumentado?
O abuso do álcool é um fator que tem relação com o fígado aumentado
Mais de 100 doenças podem levar ao aumento do fígado, incluindo:
Hepatites tóxicas e virais
Doença hepática gordurosa
Amiloidose
Doença de Wilson
Doença de Neimann-Pick
Hemocromatose
Anemia falciforme
Doença de Gaucher
Cistos hepáticos
Tumores hepáticos benignos
Obstrução da vesícula
Câncer de fígado ou metastático, ou seja, que se originou em outro órgão e também atingiu o fígado
Leucemia
Linfoma
Problemas cardíacos ou insuficiência cardíaca
Síndrome de Budd-Chiari, que bloqueia as veias responsáveis por drenar o fígado
Pericardite, inflamação do tecido cardíaco
Algumas dessas condições geram um acúmulo de substâncias, como proteínas anormais (amiloidose), cobre (doença de Wilson), ferro (hemocromatose) e certos tipos de gorduras (doença de Gaucher e doença de Neimann-Pick), no fígado, resultando no aumento do órgão.
Outros fatores e hábitos aumentam o risco de problemas, como:
Consumo excessivo de álcool
Superdosagem de medicamentos que sobrecarregam o fígado
Superdosagem de vitaminas e suplementos
Ingestão excessiva de algumas ervas, tal qual ervas chinesas, valeriana, chá-verde, etc.
Infecções por vírus, bactérias ou vermes
Ingestão exagerada de açúcares e gorduras
Obesidade
Ter um diagnóstico rápido é a melhor maneira de evitar grandes complicações. O estágio inicial, geralmente, é uma inflamação aguda capaz de se tornar crônica. Uma inflamação crônica e persistente está associada ao que chamamos “fibrose”, uma cicatrização exagerada resultante de danos repetitivos, mas que ainda pode ser tratada.
A etapa final da inflamação é irreversível e conhecida como “cirrose”. Ela ocorre quando o dano é muito grave e o fígado perde a capacidade de se reparar.
Estágios da doença no fígado
Diagnóstico
Quando procurar um médico, ele fará primeiro um exame físico através do toque para detectar alteração no tamanho do fígado. Se a suspeita de hepatomegalia for levantada, o profissional solicitará diversos exames para avaliar o quadro.
Dentre os exames solicitados, estão os exames de sangue a fim de medir as taxas de enzima hepática e detectar vírus relacionados à hepatite, as análises por imagem (raio-x, ultrassom e ressonância magnética), biópsia e elastografia hepática.
A elastografia hepática é um exame alternativo à biópsia hepática (coleta de um pedaço do fígado para ser examinado), visto que avalia o grau de fibrose do fígado através de um método não invasivo, utilizando ondas sonoras para criar uma imagem do tecido hepático.
Tratamento
O tratamento é focado na doença responsável pelo fígado aumentado. Após diversos exames, o médico vai recomendar o tratamento mais adequado para o seu caso, o que pode incluir:
Medicamentos e tratamentos para hepatites e insuficiência hepática
Cirurgia ou quimioterapia em situações de câncer
Transplante de fígado
Dietas específicas
Se a opção for por uma cirurgia de remoção parcial, não é uma grande questão, já que o fígado tem a capacidade de se regenerar e voltar ao seu tamanho normal.
Formas de prevenir o aumento do fígado
Um estilo de vida saudável ajuda a prevenir o fígado aumentado
Para se prevenir da ocorrência de hepatomegalia, você precisará reeducar alguns hábitos e focar nessas dicas:
Mantenha uma alimentação saudável e rica em frutas, verduras e grãos integrais
Não exagere no consumo de álcool e prefira beber somente em fins de semana, se possível alternados
Use medicamentos, suplementos e vitaminas conforme a prescrição médica. Fique atento às doses limites
Evite fumar
Pratique exercícios físicos por, no mínimo, 3 dias na semana.
7 alimentos benéficos para a saúde do fígado
Por fim, a alimentação é uma das bases da saúde de qualquer órgão, então, confira abaixo algumas dicas de alimentos que podem te ajudar a cuidar melhor do seu fígado:
Mamão, rico em vitaminas e minerais que ajudam no controle do colesterol e glicose
Toranja, groselha indiana e limão auxiliam na eliminação de toxinas e possuem vitamina C
Alho também ajuda no controle de colesterol e no combate de infecções
Cúrcuma tem ação anti-inflamatória
Abacate controla o nível de colesterol e contém sais minerais como ferro, cálcio e fósforo, que ajudam em processos de cicatrização
Brócolis, contém propriedades anti-inflamatórias e auxilia na circulação cardiovascular
Maçã, auxilia no equilíbrio do colesterol por ser rica em pectina, uma fibra presente em sua casca que tem essa propriedade
Você tem o fígado aumentado ou conhece alguém com a doença? Sabe o que causou o problema? Comente abaixo!
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Dr. Lucio Pacheco
Dr. Lucio Pacheco é Cirurgião do aparelho digestivo, Cirurgião geral - CRM 597798 RJ/ CBCD. Formou-se em Medicina pela UFRJ em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento em transplantes no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela UFRJ em 2010. Dr. Lucio Pacheco é autor de diversos livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico-cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D'Or e do Hospital Copa D'Or. Além disso é diretor médico do Instituto de Transplantes. Suas áreas de atuação principais são: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia, e transplante de fígado. Para mais informações, entre em contato.