Quando temos certas queixas de saúde ou estética, precisamos recorrer à ajuda de especialistas. Alguns desses profissionais são bem conhecidos, como cardiologista, psiquiatra, dermatologista ou esteticista.
Já outras não são tão conhecidas e quando ouvimos falar a respeito delas podemos ficar um pouco confusos, sem saber exatamente o que fazem. Por exemplo, você conhece a tricologia? Sabe o que um profissional tricologista atende? Vamos descobrir juntos!
A tricologia é uma área que se volta para o estudo, diagnóstico e tratamento das doenças e problemas que envolvem o cabelo, o couro cabeludo e demais pelos corporais.
O seu nome vem da palavra grega thricos, que significa cabelos. O termo foi concebido pela primeira vez como um ramo especializado de estudo no final do século XIX e se tornou uma disciplina paramédica específica no ano de 1902.
Um tricologista pode ajudar pacientes que sofrem com queda de cabelo, quebra dos fios, couro cabeludo oleoso e psoríase no couro cabeludo, por exemplo. Alguns tricologistas também podem tratar condições como alopecia e tricotilomania, que é o impulso de arrancar pelos, fios ou tufos de cabelo.
Em linhas gerais, a rotina de um tricologista envolve a investigação dos motivos que estão causando os problemas nos cabelos, couro cabeludo e pelos, assim como o tratamento mais indicado para cada caso.
Ao contrário do que pode parecer, a tricologia não é considerada uma especialidade médica, mas sim uma subárea da dermatologia ou subespecialidade dermatológica. Ela também é vista como uma espécie de ponte entre a dermatologia e a cosmetologia.
É importante destacar também que existem profissionais que não são dermatologistas, mas atuam como tricologistas. Entre eles estão cabeleireiros, esteticistas e terapeutas capilares. Isso significa que embora um médico também possa ser um tricologista, nem todo tricologista é médico.
Embora os tricologistas que não são médicos tenham conhecimentos sobre os fios capilares e possam auxiliar o paciente a compreender a origem do seu problema capilar, um atendimento completo só é possível com um dermatologista qualificado.
Até porque um tricologista que não é médico não pode prescrever remédios ou realizar procedimentos médicos ou cirúrgicos.
Boa parte das pessoas procura pela ajuda de um tricologista quando enfrenta ou desconfia que está enfrentando problemas como:
No entanto, não é necessário esperar ter um problema mais evidente como a queda de cabelos para procurar a ajuda de um tricologista. O paciente pode buscar a orientação do profissional para aprender como se prevenir contra futuros problemas nos cabelos, couro cabeludo e pelos corporais.
Outra possibilidade é recorrer a um tricologista para saber quais produtos e tratamentos são mais indicados para cuidar melhor do seu tipo de cabelo em particular, levando em conta a condição em que os fios se encontram no momento, especialmente se já tiverem passado por problemas ou recebido muita química.
Durante a consulta com o tricologista, é esperado que o profissional faça uma avaliação completa dos cabelos e do couro cabeludo do paciente.
Em alguns casos, ele também pode fazer uma análise capilar para checar danos estruturais ou procurar pela presença de piolhos ou infecções fúngicas. É possível ainda que o tricologista peça um exame de sangue do médico generalista do paciente.
Além disso, o profissional pode fazer perguntas a respeito do histórico médico da pessoa, dos seus hábitos alimentares, do seu estilo de vida e da sua rotina de cuidados com os cabelos.
As respostas para todas essas perguntas podem ajudar o profissional a determinar o tratamento e a definir se o paciente deve ser encaminhado a algum outro especialista.
Questões como histórico pessoal, fatores genéticos e condições ambientais também podem fazer parte da avaliação.
Depois que tiver um diagnóstico, o tricologista dará as suas recomendações quanto ao que o paciente deve fazer para melhorar a saúde e a aparência dos seus cabelos, couro cabeludo e pelos corporais.
Isso pode incluir o uso de determinadas loções ou cremes, dicas de alimentação, mudanças no estilo de vida ou a consulta a um psicólogo, caso o problema aparente ter relação com o estresse, por exemplo.
Se o tricologista em questão também for um médico dermatologista, ele pode prescrever medicamentos ou indicar a realização de procedimentos. No entanto, caso ele não seja um médico e se houver a necessidade, o profissional deverá encaminhar o paciente a um dermatologista ou outro especialista.