Ultrassom na fisioterapia: efeitos, para que serve e contraindicações
Publicado por
Dr. João Hollanda
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O ultrassom na fisioterapia usa ondas sonoras entre 0,8 e 3,0 MHz aplicadas por um aparelho deslizado sobre a pele com gel condutor; é um procedimento indolor que auxilia na recuperação de músculos, articulações, ligamentos e tendões.
Existem dois modos de aplicação: o contínuo (térmico), que aquece o tecido e melhora a circulação sanguínea, e o pulsátil (atérmico), que acelera o metabolismo do tecido por meio da cavitação, reduzindo a pressão no local lesionado.
O tratamento é indicado para torções, tensões musculares, lesões de ligamentos, artroses, fibroses, tendinites, bursites, gotas, luxações, subluxações e contraturas, entre outras lesões em tecidos moles.
Também existe a versão subaquática, na qual a água substitui o gel como condutor; é usada principalmente em mãos e pulsos, sendo indicada para artrite reumatoide e tendinite nessas regiões.
O ultrassom é contraindicado em áreas com infecção aguda, feridas abertas, próximo a marca-passos, tumores, ossos quebrados, implantes metálicos, olhos, seios e órgãos genitais, além de gestantes e pessoas com hemofilia; a frequência ideal, de 1 ou 3 MHz, deve ser definida por um fisioterapeuta conforme o tipo de lesão.
O ultrassom na fisioterapia é um tratamento usado para problemas nos músculos, articulações, ligamentos e tendões. Ele ajuda na recuperação de lesões, alívio da dor e espasmos musculares.
Ultrassons são ondas sonoras em frequências que ultrapassam a capacidade da audição humana, geralmente, entre 0,8 a 3,0 MHz. Elas são usadas através de um equipamento que desliza sobre a pele acima do tecido lesionado coberto por um condutor que facilita a aplicação, como cremes, géis, óleos ou água.
Esse procedimento é totalmente indolor, pois se trata de uma terapia não invasiva. Você pode sentir uma sensação de calor e formigamento leve devido aos efeitos do ultrassom.
Existem dois modos de aplicação do ultrassom na fisioterapia:
Contínuo (térmicos): estimula a regeneração do tecido, aumenta a permeabilidade entre as células e aumenta o nível de cálcio intracelular.
Pulsátil (não térmico ou atérmico): acelera o metabolismo do tecido, aumenta a elasticidade das fibras e alivia a tensão.
Efeitos do ultrassom na fisioterapia
Os aparelhos de ultrassom terapêutico existem em dois tipos: o ultrassom térmico e atérmico.
No ultrassom atérmico, é usado um processo complexo de cavitação, ou seja, há uma formação de microbolhas nos tecidos e fluidos corporais que aumentam até serem vaporizadas. Com o processo de cavitação, ocorre a diminuição da pressão no local lesionado ou inflamado.
Já no ultrassom térmico, a energia do ultrassom é absorvida pelos tecidos ricos em colágenos e proteínas e, em seguida, é convertida em energia térmica, aquecendo os tecidos. O aquecimento resulta no aumento da circulação sanguínea.
Em geral, os efeitos do ultrassom visam:
Melhorar a elasticidade.
Aumentar a circulação e oxigenação dos tecidos.
Ajudar no alívio da dor.
Acelerar a síntese de colágeno, promovendo uma cicatrização mais rápida.
Melhorar a mobilidade.
Para que serve e quando usar?
O ultrassom pode ser usado para ajudar a cuidar de uma série de lesões na fisioterapia
Esse tratamento serve para curar lesões e dores crônicas, incluindo:
Torções
Tensões musculares
Lesões de ligamentos
Artroses
Fibroses
Tendinites
Bursites
Gotas
Luxações e subluxações
Contratura ou estiramento muscular
Na verdade, o ultrassom pode ser usado em qualquer lesão nos tecidos moles do corpo, seja envolvendo dores lombares, torcicolos, torções de tornozelo ou lesões mais complexas.
Ultrassom terapêutico na água
Outra aplicação do ultrassom na fisioterapia é através do ultrassom subaquático, que usa a água como um condutor ao invés do gel.
Geralmente, essa técnica é utilizada em partes do corpo com proeminências ósseas e com poucos tecidos moles, como as mãos e os pulsos. Devido a isso, essa técnica é uma ótima opção para tratamento para artrite reumatoide e tendinite nas mãos.
O ultrassom na água tem como objetivo facilitar a absorção das ondas de ultrassom no tecido. Nesse tipo de aplicação, a mão, por exemplo, é mergulhada em um recipiente com água, forrado com uma proteção de borracha.
Contraindicações
As grávidas fazem parte do grupo de pessoas para quem o tratamento é contraindicado
O ultrassom não poderá ser utilizado em:
Áreas que apresentam uma infecção aguda
Feridas abertas
Perto ou em cima de um dispositivo de estimulação elétrica, por exemplo, um marca-passo
Tumores ou áreas afetadas por câncer e metástase
Ossos quebrados
Áreas da pele com perda de sensibilidade
Olhos, seios e órgãos genitais
Locais com qualquer implante metálico
Gestantes
Pessoas com hemofilias
Qual frequência usar no ultrassom da fisioterapia?
Um dos parâmetros do ultrassom na fisioterapia consiste na frequência da onda sonora. As mais utilizadas ficam em torno de 1 a 3 MHz.
Os ultrassons em uma frequência de 1 MHz são indicados em casos de:
Artrose
Lesões crônicas
Fibrose
Gotas
Enquanto os ultrassons de 3 MHz são úteis para tratar:
Fraturas
Lesões musculares
Tendinites
Bursites
Torções
Em resumo, consulte um fisioterapeuta para ter certeza de qual é a melhor forma de aplicar o ultrassom no seu tratamento.
Você já sabia da existência do ultrassom na fisioterapia? Já precisou de um tratamento do tipo? Comente abaixo!
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Dr. João Hollanda
Dr. João Hollanda é Médico Ortopedista - CRM-SP 113136. Formou-se pela Santa Casa de São Paulo, com especialização em cirurgia do joelho. É também médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino desde 2016 e médico voluntário do Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo desde 2010. Você pode entrar em contato com o Dr. João através de seu site.