A uremia é um problema que tem relação com o mau funcionamento dos rins, mas que pode afetar todo o organismo. Ela é descrita como um acúmulo de toxinas no sangue, como a ureia e a creatinina, que acontece quando os rins deixam de eliminar essas substâncias por meio da urina.
A palavra uremia significa “urina no sangue” e se refere aos efeitos dos acúmulos desses resíduos no organismo. Ela é uma condição séria de saúde e, se não for tratada, pode ser fatal. A uremia é um dos sintomas da insuficiência (falência) renal, assim como é um sinal dos últimos estágios da doença renal crônica.
A uremia é provocada por um dano extremo e geralmente irreversível nos rins, que costuma ser fruto da doença renal crônica.
Quando os rins estão saudáveis, eles filtram resíduos e fluidos do organismo por meio da urina. Por sua vez, rins que sofreram danos e não estão funcionando bem permitem que diversas toxinas se acumulem no sangue.
As pessoas com doença renal crônica são as que apresentam maior risco de desenvolver a uremia. Por sua vez, as causas da doença renal crônica incluem:
A lista de sintomas associados à uremia inclui:
Em casos muito graves, os sintomas da uremia também podem incluir o odor urêmico (hálito com um cheiro parecido com urina ou gosto metálico na boca) e geada urêmica (cristais amarelo-brancos na pele, devido à presença da ureia no suor).
O nefrologista é o profissional responsável por orientar o tratamento da uremia. Esse tratamento geralmente envolve a diálise, procedimento em que o sangue é filtrado de forma semelhante a que o rim faz, para eliminar substâncias acumuladas no organismo.
O tratamento com diálise precisa começar o mais rápido possível e, inicialmente, o tipo de diálise realizada é a hemodiálise, procedimento que usa uma máquina para filtrar o sangue.
Mas, o médico também pode avaliar a possibilidade de recorrer à diálise peritoneal, que é feita por meio da colocação de um catéter no abdômen do paciente e usa um líquido especial, chamado banho de diálise, para filtrar o sangue.
Além disso, conforme o caso, o paciente pode precisar de um transplante de rim, que pode vir de um doador vivo ou de uma pessoa já falecida.
De forma complementar, o médico ainda pode indicar o uso de suplementos para anemia, reposição de eritropoietina (EPO), suplementos de cálcio e vitamina D ou aglutinantes de fosfato para tomar junto das refeições como forma de prevenir o hiperparatireoidismo.
Ao mesmo tempo, o tratamento da uremia também envolve o controle da pressão arterial e o enfrentamento de qualquer risco de doença cardíaca.
Uma uremia não tratada pode resultar em complicações graves. Isso porque o organismo pode acumular excesso de ácidos ou desequilíbrios hormonais e de eletrólitos (especialmente potássio), capazes de afetar o coração.
Esses problemas podem atingir o metabolismo, que é o processo de conversão de alimento em energia por parte do corpo. O acúmulo de toxinas no sangue também pode fazer com que os vasos sanguíneos calcifiquem (endureçam), o que pode gerar problemas nos ossos, músculos, coração e vasos sanguíneos.
Assim, a lista de possíveis complicações da uremia inclui: