De acordo com um estudo publicado na revista Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging, indica que crianças de 9 a 11 anos que consomem mais cafeína, especialmente proveniente de refrigerantes, dormem menos e apresentam diferenças no desenvolvimento do cérebro.
As crianças voluntárias da pesquisa informaram a quantidade de bebidas com cafeína consumida em uma semana (incluindo refrigerante, chá ou café). Os pais, por sua vez, responderam a um questionário que envolvia o tempo de sono médio de cada participante.
Também foram realizadas tomografias para medir a espessura e a área da superfície do córtex, área do cérebro relacionada a processamento cognitivo, tomada de decisões, atenção e emoções.
Após o período de um semestre e de 18 meses após o primeiro encontro, as crianças repetiram os testes e responderam a perguntas sobre sua saúde mental.
Os resultados apontaram que os participantes que tomavam mais cafeína tinham uma área de córtex menor, mesmo quando outros fatores, como circunstâncias socioeconômicas, foram considerados.
Na pesquisa, os refrigerantes foram considerados a maior fonte de cafeína. Crianças que tomaram uma bebida por semana já apresentavam diferença nos resultados.
“A cafeína é uma parte tão comum do dia a dia que é fácil esquecer que os jovens também a consomem. Estudos revelaram que dois terços dos adolescentes consomem cafeína pelo menos uma vez por semana. Apesar de ser uma substância psicoativa, ela não é submetida a nenhum tipo de regulamentação”, declarou a pesquisadora Divyangana Rakesh, em comunicado á imprensa.
Além das diferenças na estrutura, a profissional salienta variações na saúde mental, como problemas de humor, atenção e comportamento. Ademais, as crianças também dormiam menos, o que pode ter afetado os outros resultados.
“Embora não possamos afirmar uma relação de causalidade, nossos resultados sugerem que tanto o consumo de cafeína, incluindo a proveniente de refrigerantes, quanto o sono são aspectos que merecem atenção quando pensamos na saúde mental dos jovens”, alertou a especialista, por fim.

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