A doença de Lyme é uma doença infecciosa transmitida pela picada de carrapatos infectados, e é mais comum em áreas verdes, como florestas, matas, fazendas e sítios. No entanto, ela também pode ocorrer em áreas urbanas, embora seja menos comum.
Porém, por ser uma doença relativamente rara, poucas pessoas conhecem os seus sintomas, o que leva a um atraso no diagnóstico e no início do tratamento.
Por isso, neste artigo iremos conhecer melhor a doença de Lyme, seus sintomas, formas de transmissão e tratamentos, para assim sanar as principais dúvidas sobre o tema.
A doença de Lyme tem 3 fases, e cada uma delas afeta o corpo de forma diferente. Por isso, iremos dividir os sintomas de acordo com a fase da doença:
Fase inicial da doença, com sintomas aparecendo entre 3 e 30 dias após a picada do carrapato.
Os sintomas incluem:
Como podemos notar, a maioria desses sintomas são semelhantes aos da gripe ou de outras viroses. Por isso, às vezes, o diagnóstico nesta fase pode ser difícil.
Essa fase da doença pode ocorrer meses após a picada de carrapato, e inclui sintomas mais específicos e severos, como:
Por fim, temos a fase tardia da doença, que surge quando as fases iniciais não foram tratadas.
Os sintomas, mais severos, podem incluir:
O agente etiológico da doença de Lyme é a bactéria Borrelia burgdorferi, que pode estar presente no sangue de uma série de animais, principalmente os silvestres.
Assim, a doença precisa de um vetor para ser transmitida para seres humanos, ou seja, uma pessoa pode pegar a doença de Lyme apenas através da picada de carrapatos infectados.
Além disso, não existem evidências de que a doença de Lyme possa ser transmitida de pessoa para pessoa, nem através de comida ou água contaminadas.
Inicialmente, o médico pode suspeitar da doença de Lyme após a análise dos sintomas, principalmente se a pessoa vive em uma área de maior risco para a infecção.
Após essa primeira suspeita, existem alguns exames que podem confirmar o diagnóstico. São eles:
Entretanto, a produção de anticorpos pode levar semanas para ocorrer, e por isso o exame pode dar um resultado falso negativo.
Além disso, outros exames podem ser solicitados, para avaliar a extensão dos danos causados pela doença e a necessidade de tratamentos complementares.
Como se trata de uma infecção bacteriana, o tratamento da doença de Lyme é feito com o uso de antibióticos. Os mais usados são amoxicilina, doxiciclina e ceftriaxona.
No entanto, pode-se utilizar outros tratamentos para amenizar os sintomas e complicações da doença. Alguns exemplos são:
Porém, é importante ressaltar que apenas um médico pode prescrever e orientar quanto aos possíveis tratamentos para a doença de Lyme, após a análise detalhada de exames e sintomas.
A prevenção da doença de Lyme consiste em evitar o contato com carrapatos, principalmente quando se vive em áreas onde a doença é mais comum.
Por isso, separamos algumas dicas de como evitar as picadas de carrapato:
Além disso, se mesmo com essas medidas você foi picado por um carrapato, procure a orientação de um profissional de saúde.
Mesmo após completar o tratamento, é comum que o organismo leve um tempo para se recuperar da doença de Lyme, uma vez que a bactéria afeta diversos órgãos e articulações. Isso é mais frequente, no entanto, quando a doença é descoberta nas fases mais avançadas.
Por isso, é importante seguir as recomendações médicas, além de realizar algumas mudanças de estilo de vida que ajudem nessa recuperação.
Assim, separamos algumas dicas para aliviar os incômodos desse período: