Pasta de dentes realmente ajuda a aliviar as queimaduras?
Publicado por
Marcela Gottschald
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Usar pasta de dente em queimaduras não é recomendado: o produto não tem propriedades medicinais para lesões na pele e alguns de seus compostos podem irritar ainda mais a área, piorando a dor.
A pasta de dente é feita para limpar os dentes, com agentes abrasivos, umectantes, espumantes e sais de flúor, componentes que não servem para tratar ferimentos na pele.
As queimaduras podem ser térmicas, químicas ou elétricas, e variam de primeiro a terceiro grau conforme a profundidade da lesão, sendo as mais graves as que atingem todas as camadas da pele.
O tratamento correto inclui resfriar a área com água corrente e fria e buscar atendimento médico em casos de segundo ou terceiro grau, evitando qualquer substância caseira como pasta de dente, café ou manteiga.
Também é importante não tocar no ferimento, não estourar bolhas nem expor a queimadura ao sol, seguindo as orientações médicas para reduzir o risco de cicatrizes.
Refrescantes e, de acordo com os fabricantes, antibacterianas, as pastas de dente estão presentes em todas as casas, fazendo com que muitos a utilizem para outras finalidades como, por exemplo, tratar queimaduras.
Mas será que a pasta de dentes pode ser usada para tratar esse tipo de ferimento? Ela realmente ajuda a aliviar a dor das queimaduras?
Essas e outras possíveis dúvidas sobre o assunto serão respondidas no artigo a seguir, onde vamos conhecer os tipos existentes de queimaduras, os possíveis tratamentos e, por fim, descobrir se a pasta de dente pode ou não ser usada.
A pasta de dente deve ser usada exclusivamente para escovar os dentes e não possui propriedades medicinais para lesões na pele
Essa é uma dívida relativamente comum, já que associamos o frescor que as pastas de dente deixam em nossa boca, como algo benéfico para queimaduras.
No entanto, não é recomendado usar pasta de dente para tratar nenhum tipo de ferimento, já que ela não possui propriedades medicinais adequadas para tratar lesões na pele.
Além disso, alguns de seus compostos podem irritar ainda mais a pele, piorando a dor e o desconforto da queimadura.
Por isso, além de evitar o uso da pasta de dente, é essencial saber avaliar bem a lesão, para decidir se é possível tratar o problema em casa ou se é necessário ir a um hospital.
Composição da pasta de dente
A pasta de dente é um produto desenvolvido especificamente para a limpeza dos dentes. Assim, seus componentes são escolhidos justamente para esta finalidade, e são:
Agentes abrasivos
Solventes
Umectantes
Espumantes
Aglutinantes
Edulcorantes, ou adoçantes
Agentes terapêuticos, como os sais de flúor
Além disso, como a queimadura causa uma lesão na camada mais externa da pele, deixando-a mais sensível à ação de substâncias químicas e à contaminação por bactérias, o uso da pasta pode piorar ainda mais o quadro.
Tipos de queimaduras
Para avaliar uma queimadura, primeiro é necessário saber a sua causa:
Queimaduras térmicas: são causadas por fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos ou superfícies quentes e exposição exagerada ao sol.
Queimaduras químicas: causadas pelo contato com substâncias químicas, sejam elas ácidas ou alcalinas.
Queimaduras por eletricidade: causadas por choques ou descargas elétricas.
Além disso, a gravidade e a profundidade da lesão também é algo que deve ser avaliado:
Primeiro grau: são aquelas que atingem apenas as camadas superficiais da pele, causando vermelhidão, inchaço e dor.
Segundo grau superficial: neste caso, a queimadura é mais profunda, e há a formação de bolhas, desprendimento da pele, vermelhidão e dor intensa.
Segundo grau profunda: mais profunda que a anterior, pode atingir terminações nervosas, glândulas sudoríparas e folículos capilares.
Terceiro grau: esse tipo é o mais grave, e atinge todas as camadas da pele, podendo chegar até o osso. Como as terminações nervosas são atingidas, há pouca ou nenhuma dor.
Você já usou pasta de dente para tratar queimaduras? Conhece algum tratamento caseiro que funciona? Comente abaixo!
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Marcela Gottschald
Marcela Gottschald é Farmacêutica Clinica - CRF-BA 8022. Graduada em farmácia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2013. Residência em Saúde mental pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Experiência em pediatria e nefrologia, com ênfase em unidade de terapia intensiva. Ela faz parte da equipe de redatores do MundoBoaForma.