Saúde

Cães detectam Parkinson pelo cheiro da pele anos antes dos sintomas

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Equipe MundoBoaForma

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  • Um estudo da organização Medical Detection Dogs com as universidades de Bristol e Manchester, no Reino Unido, mostrou que cães treinados conseguem detectar o Parkinson pelo cheiro da pele, antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.
  • Dois cães, o Golden Retriever Bumper e o Labrador Peanut, foram treinados com mais de 200 amostras de sebo de pessoas com e sem a doença, em pesquisa publicada no The Journal of Parkinson's Disease.
  • Em um teste duplo-cego, os cães atingiram 80% de sensibilidade para identificar corretamente pacientes com Parkinson e até 98% de especificidade para descartar quem não tinha a doença.
  • Como os sintomas do Parkinson podem levar até 20 anos para aparecer, a pesquisa desperta esperança ao apontar biomarcadores olfativos como possibilidade de diagnóstico precoce.
  • O Parkinson é uma doença crônica e progressiva que afeta cerca de 10 milhões de pessoas no mundo, é mais comum após os 65 anos e leva cerca de 30% dos pacientes a desenvolver demência associada.

Melhores amigos do homem e ainda aliados da medicina! Um estudo realizado pela organização Medical Detection Dogs e das universidades de Bristol e Manchester, no Reino Unido, descobriu que cães treinados podem detectar o Parkinson por meio do cheiro da pele dos pacientes. Isso acontece antes mesmo que a pessoa apresente os primeiros sintomas da doença.

A pesquisa, publicada no The Journal of Parkinson’s Disease, acompanhou dois cachorros – Bumper, um Golden Retriever, e Peanut, um Labrador -, que foram treinados ao longo de várias semanas com mais de 200 amostras de sebo de pessoas com e sem Parkinson. Em um teste duplo-cego, onde nem participantes, nem pesquisadores sabem quem está recebendo tratamento ou intervenção, os animais atingiram resultados surpreendentes.

Os cães demonstraram sensibilidade de 80% na capacidade de identificar corretamente os pacientes com a doença, além de apresentarem especificidade de até 98% na capacidade de descartar corretamente quem não tinha a doença e também detectaram o vírus em amostras de pacientes que tinham outros problemas de saúde.

As amostras foram apresentadas aos cachorros em um sistema de suporte, ou seja, os animais foram recompensados sempre que indicavam corretamente uma amostra positiva e por ignorar corretamente uma amostra negativa.

Também existe um teste definitivo para diagnosticar o Parkinson. Em alguns casos, os sintomas podem levar até 20 anos para aparecerem. Nesse caso, o estudo surge como uma esperança ao encontrar biomarcadores olfativos, e se tornar uma possibilidade importante para o diagnóstico precoce e intervenção oportuna.

“A identificação de biomarcadores diagnósticos do Parkinson é objeto de muitas pesquisas em andamento. Níveis de sensibilidade de 70% e 80% estão bem acima do acaso, e acredito que os cães podem nos ajudar a desenvolver um método rápido, não invasivo e econômico para identificar pacientes com a doença”, concluiu a autora principal do artigo, Nicola Rooney, professora da Universidade de Bristol.

O Parkinson é uma condição crônica e progressiva causada pela neurodegeneração das células do cérebro. Cerca de 10 milhões de pessoas no mundo têm Parkinson. A ocorrência é mais comum entre idosos com mais de 65 anos, mas também pode se manifestar em outras idades.

A doença afeta as funções motoras, causando sintomas como lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremores. Alguns pacientes também podem apresentar diminuição do olfato, alterações do sono, mudanças de humor, incontinência ou urgência urinária, dor no corpo e fadiga. Cerca de 30% das pessoas que vivem com Parkinson desenvolvem demência por associação.

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