Embora não seja muito conhecida ou discutida, a esporotricose humana é uma doença que atinge um grande número de pessoas todos os anos, e pode trazer consequências graves para a saúde quando não tratada corretamente.
Essa aparente falta de informação se deve, na maioria das vezes, ao mito de que todas as micoses são iguais, e que são doenças leves.
No entanto, como veremos a seguir, a esporotricose humana pode se apresentar de diferentes formas e causar sintomas igualmente distintos, embora o seu tratamento seja simples em quase todos os casos.
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A esporotricose humana é um tipo de micose causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que pode infectar alguma ferida na pele e chegar ao tecido subcutâneo.
A doença ainda pode ser dividida em diferentes tipos, dependendo dos locais atingidos pela infecção:
Além disso, é importante ressaltar que a esporotricose é também considerada uma zoonose, ou seja, uma doença que pode passar de animais para seres humanos.
Os sintomas da esporotricose humana vão variar, de acordo com o tipo da doença e com a área do corpo afetada.
Assim, temos:
Em geral, inicialmente surge um pequeno caroço avermelhado na pele, parecido com uma picada de inseto, mas sem causar dor ou coceira.
Logo após, outros sintomas podem aparecer, como:
Neste caso, os sintomas são semelhantes ao da tuberculose, e pode incluir:
Já na forma disseminada da doença, os sintomas vão depender do órgão afetado. Assim, podemos citar:
O diagnóstico inicial da esporotricose é feito a partir da análise das lesões e dos sintomas, que são facilmente reconhecidos, na maioria dos casos
Além disso, a confirmação do diagnóstico é feita com a realização de uma cultura de secreção ou de uma biópsia.
Assim, a partir desse material coletado das feridas causadas pela esporotricose humana, que contém o agente causador, é possível identificar o fungo.
Apesar de ser uma doença facilmente curável, quando se realiza o tratamento adequado, o problema pode gerar algumas complicações de saúde, como:
No entanto, essas complicações não são comuns, e ocorrem principalmente em pessoas que não usam os medicamentos da forma como foi prescrita, ou que possuem algum tipo de comprometimento no sistema imune, como:
O tratamento para a esporotricose humana, em geral, é simples, e envolve apenas o uso de medicamentos antifúngicos. No entanto, é um tratamento longo, que pode durar entre 3 e 6 meses.
Assim, é importante esclarecer algumas informações com relação ao tratamento da doença:
O contágio da esporotricose humana ocorre a partir do contato do fungo causador com algum ferimento na pele ou na mucosa. Desta forma, o fungo pode penetrar em áreas mais profundas, onde irá se multiplicar e causar a infecção.
A partir dessa invasão inicial, o fungo pode:
Já na forma pulmonar da doença, a infecção ocorre quando a pessoa aspira pequenas partículas contendo o fungo, que chega diretamente ao pulmão, sem causar as típicas lesões na pele.
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A única forma de prevenir a esporotricose humana é evitar o contato com o fungo, uma vez que não existem vacinas para a doença.
Assim, é recomendável seguir algumas dicas para auxiliar na prevenção. São elas: