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Menopausa pode aumentar os riscos e piorar asma, veja como se proteger

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Equipe MundoBoaForma

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  • Uma pesquisa de cientistas europeus indica que mulheres na menopausa, geralmente por volta dos 45 anos, têm mais risco de desenvolver problemas respiratórios, como a asma.
  • O estudo avaliou a função pulmonar de 1,2 mil mulheres entre 45 e 56 anos e mostrou que quem estava há seis meses sem menstruar apresentava pior funcionamento dos pulmões e mais sintomas respiratórios.
  • Segundo os pesquisadores, a piora respiratória está ligada à queda dos níveis do hormônio estrogênio, característica da menopausa, e a descoberta foi publicada no Journal of Allergy and Clinical Immunology.
  • A pneumologista Angela Honda destacou que 20% dos pacientes com asma têm a forma grave da doença, perfil mais comum entre mulheres mais velhas, e reforçou a importância do tratamento contínuo com anti-inflamatório e corticoide inalatório.
  • A especialista alerta que fatores como fumaça de cigarro, mofo, ácaros, poeira, poluição e mudanças de temperatura podem desencadear crises, exigindo atenção redobrada de mulheres na menopausa com asma.

A menopausa costuma atingir mulheres por volta dos 45 anos e pode marcar não somente uma transição em termos hormonais, mas também influenciar em algumas outras questões de saúde.

Uma nova pesquisa feita por cientistas europeus sugere que as mulheres que estão passando por esse estágio têm mais risco de desenvolver doenças respiratórias, como a asma.

Asma pode ser mais uma preocupação para as mulheres que estão na menopausa

A asma é um dos problemas de saúde respiratória mais recorrentes no Brasil, atingindo cerca de 23% da população, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença inflamatória das vias respiratórias é crônica, portanto, não tem cura.

A pesquisa analisou a função pulmonar de 1,2 mil mulheres, que também responderam a um questionário sobre saúde respiratória. Ademais, o nível dos hormônios das mulheres, que tinham entre 45 e 56 anos, foi medido.

Os resultados, então, apontaram que as mulheres que não menstruaram em um período de seis meses apresentavam pior funcionamento dos pulmões e mais sintomas de problemas respiratórios.

O estudo apontou que o declínio no funcionamento pulmonar estava diretamente ligado à queda dos níveis do hormônio estrogênio, característica marcante da menopausa.

“O aumento dos problemas respiratórios se deve à queda dos níveis do hormônio estrogênio”, concluíram os pesquisadores, destacando ainda a influência dos fatores hormonais na saúde respiratória durante a menopausa.

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Allergy and Clinical Immynology e ressaltou a importância de uma análise mais aprofundada no tratamento de mulheres no climatério.

“A asma grave é uma realidade para uma parcela significativa dos pacientes. Dos pacientes com asma, 20% têm asma grave, e desses de 2% a 5% precisam de tratamento imunobiológico para controlar melhor. E esse perfil em geral é de mulheres mais velhas”, explicou a médica pneumologista Angela Honda.

O cigarro é considerado um dos grandes gatilhos da asma

A especialista também fez um alerta sobre a condição crônica: mesmo com sintomas leves, é fundamental a manutenção constante da asma, além de seguir todas as orientações médicas corretamente. Veja também: 5 sintomas da asma para ficar atento.

Crises de asma podem trazer riscos à vida. “Todo paciente com asma precisa lembrar que é uma doença inflamatória, precisamos tratar com anti-inflamatório. É necessário usar corticoide inalatório”, reforçou a profissional.

Condições do ambiente também podem desencadear crises, como: contato com fumaça de cigarro e ser fumante, mofo, ácaro, pelos de animais, poeira doméstica, poluição, cheiros fortes ou alteração de temperatura.

Pessoas na menopausa que têm asma, mesmo que leve, precisam redobrar a atenção às condições. Entre em contato com seu especialista para um tratamento adequado.

Você ou alguém que você conhece tem asma e está na menopausa? Houve alguma piora no quadro? Comente abaixo!

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