Além de refletir no físico, seguir uma dieta saudável pode reduzir em até um terço o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas de 40 a 70 anos.
O estudo, realizado pelo King’s College London e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, foi realizado com 162 pessoas saudáveis, que não fumavam, com idades entre 40 e 70 anos. Para comparar os efeitos da mudança de alimentação, os cientistas mediram pressão arterial, função vascular e fatores de risco para doenças cardiovasculares (como colesterol) durante 12 meses em pessoas submetidas a uma dieta britânica tradicional e em um grupo que adaptou seus hábitos às diretrizes alimentares do Reino Unido.
Os voluntários que adaptaram a rotina passaram a consumir peixe uma vez por semana, maior quantidade de frutas e vegetais, além de substituírem produtos com alto teor de gordura por porções mais magras e restringirem o consumo de sal e açúcar. Ademais, eles foram instruídos a substituir bolos e biscoitos por frutas e nozes, entre outras medidas.
Os cientistas, então, observaram quedas significativas na pressão arterial, tanto sistólica (redução de 4,2 mmHg de dia e 2,9 mmHg à noite) quanto na diastólica (redução de 2,5 mmHg de dia e 1,9 mmHg à noite). Também houve diminuição na frequência cardíaca de, aproximadamente, 1,8 batimento por minuto.
Os níveis de colesterol também caíram 8%. Não houve nenhuma mudança significativa nos indicadores de sensibilidade à insulina, que apontam o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Por fim, foi constatado que o peso médio do grupo que seguiu a dieta caiu 1,3 kg, enquanto aqueles que continuaram com os hábitos normais tiveram um acréscimo de 0,6 kg. A medida da circunferência abdominal também ficou 1,7 cm menor nos que adaptaram à nova rotina alimentar.
“Nossos resultados são baseados em pesquisas com pessoas de meia-idade ou mais velhas saudáveis. Isso é importante, porque a maioria dos ataques do coração e dos AVCs acontecem em pessoas que não estão no grupo de alto risco. Nós mostramos que a adaptação à rotina alimentar proposta no guia, mudando os hábitos tradicionais (com alto consumo de gordura saturada, sal e açúcar, e pobre em fibras, peixe, frutas e legumes) pode diminuir substancialmente o risco”, declarou Tom Sanders, um dos especialistas responsáveis pela pesquisa.