O tutano é uma parte que fica na região da perna do boi e preenche as suas cavidades ósseas, ou seja, localiza-se dentro do osso do animal. Os tutanos dos animais são conhecidos por serem macios, gelatinosos, gordurosos e de sabor intenso, entretanto, o tutano bovino apresenta um gosto mais suave.
Veja a seguir se o consumo de tutano de boi engorda, além de aprender a preparar uma receita com esse ingrediente.
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Uma porção de apenas aproximadamente 100 g de tutano bovino contém 786 calorias.
Um número expressivo, não é mesmo? Mas não é apenas o teor calórico do tutano de boi que devemos levar em consideração quando procuramos saber se ele engorda.
O tutano raramente é consumido sozinho. Em vez disso, ele é comumente servido junto de outros alimentos como torradas, farofa, pães, cogumelos, palmito pupunha, dentre outros. Isso significa que, quando você come uma porção de tutano bovino, você também está comendo outros alimentos como parte do prato e precisa contar essas calorias também.
Em resumo, ao ser utilizado em um prato, o tutano de boi adiciona uma quantidade considerável de calorias à refeição. Portanto, quem não quer engordar precisa ser bastante comedido ao utilizar o tutano bovino, adicionando porções bem pequenas do alimento aos seus pratos.
Uma alternativa para quem gosta do tutano de boi é reservá-lo como acompanhamento de pratos mais light e fit, colocando-o ao lado de vegetais pouco calóricos, por exemplo.
Essenciais para o funcionamento do nosso organismo, as proteínas também são conhecidas por promover a saciedade, fator importantíssimo para quem não deseja ou não pode engordar.
A notícia ruim em relação ao tutano bovino é que ele não é considerado uma boa fonte de proteínas, ainda que seja um alimento de origem animal. Isso porque ele contém apenas 7 gramas de proteína por 100 gramas do alimento.
Para aumentar o teor de proteínas do tutano bovino, é necessário consumi-lo ao lado de fontes ricas do nutriente. Essa escolha exige bastante cuidado para não acabar selecionando um acompanhante que também seja rico em calorias como ele. Para isso, aproveite para conhecer as melhores fontes de proteínas magras.
É ter em mente que não é um único alimento que determina se uma pessoa vai engordar ou não. Isso porque todos os alimentos que ela consome têm grande influência na sua forma física.
Por isso, para quem não quer engordar, além de consumir o tutano bovino com sabedoria e moderação, é fundamental seguir toda uma dieta controlada, saudável, nutritiva e equilibrada, preferencialmente contando com o acompanhamento de um bom nutricionista.
Esse é o profissional qualificado para indicar uma dieta que ajude a pessoa a atingir seus objetivos de peso de maneira saudável, fornecendo os nutrientes e a energia que o organismo precisa para funcionar corretamente.
Outro motivo para controlar a quantidade de tutano de boi que se consome é o fato dele ser rico em gorduras. De acordo com suas informações nutricionais, 95% das calorias do tutano bovino correspondem a gorduras. Em 100 gramas do alimento há 85 g de gordura.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo total de gorduras de uma pessoa não deve ultrapassar os 30% da sua ingestão calórica diária total.
Fazendo as contas, se 100 g de tutano bovino contém 786 calorias e 95% dessas calorias correspondem a gorduras, 760 calorias do alimento equivalem a gorduras. Uma pessoa que segue uma dieta de 2 mil calorias diárias não deve consumir mais do que 600 calorias provenientes de gorduras diariamente, de acordo com os parâmetros da OMS.
Ou seja, o tutano bovino tem chances de comprometer boa parte do limite máximo diário de ingestão de gorduras, o que pode favorecer para que esse limite seja ultrapassado, e ocorra o ganho de peso.
Ingredientes:
Modo de preparo:
Em uma panela, coloque os ossos com tutano, cubra com água, adicione o vinagre de maçã e deixe a mistura descansar ao longo de uma hora. Em seguida, leve a panela ao fogo até ferver. Remova a espuma que irá se formar na superfície até o caldo ficar claro, o que deve demorar aproximadamente 20 a 30 minutos.
Então diminua a temperatura e adicione os vegetais. Deixe o caldo cozinhar em fogo baixo ao longo de 12 horas. Parece muito tempo, porém, quanto maior for o período do cozimento, mais concentrado e rico em nutrientes o caldo irá ficar.
Passadas as horas de cozimento, desligue o fogo, coe o caldo para retirar as partes sólidas que sobraram e tempere a gosto com o sal, a salsa e a pimenta. Você pode tomar o caldo morno ou armazená-lo na geladeira, distribuindo-o em pequenas porções.
O caldo resultante deve ser armazenado em recipientes de vidro ou de plástico, em pequenas porções, com cerca de uma concha cada. Ele poderá ficar na geladeira por cerca de cinco dias, e no congelador por até três meses.
Aproveite e confira o vídeo da nossa nutricionista falando tudo sobre caldo de ossos, mocotó e tutano, três ingredientes ricos em colágeno e cheios de benefícios: