Confira todos os benefícios da alimentação viva, dicas para seguir esse tipo de dieta, caso seja sua escolha, e receitas para fazer no dia a dia.
Consumir os alimentos de maneira natural, na forma como eles se encontram, sem cozinhar, refogar, grelhar ou assar. Esta é a principal premissa da chamada alimentação viva, que também é conhecida pelo nome de crudivorismo.
O plano alimentar até permite o consumo de peixes e produtos laticínios, entretanto, a maioria dos adeptos à prática costuma seguir uma linha vegetariana restrita, o que não permite a ingestão de alimentos que tenham origem animal.
Uma refeição típica do crudivorismo inclui alimentos crus, frescos, secos, vegetais, sementes algas e grãos germinados.
Ele é considerado uma das seis formas de vegetarianismo e começou no início da década de 1990. Um de seus defensores é o especialista em alimentação saudável David Wolfe e celebridades como a cantora Madonna e as atrizes Demi Moore e Alicia Silverstone já aderiram ao método.
A ideia por trás da premissa da alimentação viva é que ao preparar os alimentos com o auxílio do fogo, os nutrientes encontrados neles serão perdidos. Isso não significa que eles comam apenas coisas cruas, pois existem métodos de preparo, como a desidratação, que não faz com que esses nutrientes sejam eliminados.
Tal hipótese a respeito do desperdício de nutrientes leva bastante em consideração o papel das enzimas, encontradas em abundância nos alimentos crus. É que são elas as responsáveis pelo transporte de nutrientes até as células.
O problema é que ao serem cozidos a uma temperatura a partir de 40º C, esses alimentos têm as suas enzimas destruídas, o que prejudica o processo de envio de nutrientes ao organismo. Para os seguidores do crudivorismo, a ausência das enzimas nas refeições está por trás da morte e do envelhecimento precoce. Além disso, mantê-las nas comidas torna o processo de digestão mais fácil.
Outra justificativa para a rejeição dos pratos preparados no fogo é que as comidas cruas podem aumentar a energia disponível no corpo, melhorar a disposição e auxiliar no combate às doenças crônicas.
Algo que é permitido na alimentação viva é a chamada amornação, em que os alimentos vão para uma panela de barro, que foi aquecida no fogão ou com uma resistência elétrica. As mãos são utilizadas para monitorar a temperatura das comidas enquanto o processo é realizado.
Já a desidratação dos alimentos pode ser feita com o auxílio do sol. São colocadas quantidades menores em um poto ou refratário que é exposto ao sol. Existem ainda as caixas desidratadoras que fazem o trabalho para quantias grandes de comida.
Alguns exemplos de alimentos que podem ser desidratados desse modo são: batatas, frutas, legumes, hortaliças, barra de cereais germinados, pães, bolos, tortas e biscoitos.
São outras duas técnicas importantes na alimentação viva. Elas consistem em hidratar a semente e esperar que ela germine ou brote, de acordo com suas características naturais. O objetivo é tornar os alimentos vivos, ou seja, biogênicos.
A fermentação acontece nos vegetais ao adicionar microrganismos ou utilizar os que já se encontram neles para consumirem os açúcares ali presentes e formar fermentos e gases. Isso agrega em relação à digestibilidade e ao valor nutricional.
Tal processo é realizado com um frasco de vidro transparente de boca larga, previamente higienizado. Os vegetais são picados, fatiados, ralados ou prensados dentro do recipiente, que é fechado na pressão. Ele deve ficar assim durante 24 a 48h e então ser consumido.
É inegável que ao buscar a preservação dos nutrientes dos alimentos e proibir que eles sejam cozidos, grelhados, assados, fritos, refogados ou torrados, a alimentação viva consegue manter a boa dose de nutrientes nas comidas e pode promover uma dieta nutritiva e saudável.
Entretanto, ela será desta maneira somente se a pessoa conseguir montar cardápios equilibrados, que forneçam uma boa gama e diversidade de nutrientes, dentro do que o crudivorismo permite.
Ao restringir a alimentação, focando-se em frutas e vegetais, a alimentação viva também pode promover uma diminuição na quantidade de calorias consumidas, tendo em vista que carnes costumam fornecer um valor calórico considerável. Assim, caso não sejam cometidos exageros na quantidade de alimento que se come, é bem provável que o crudivorismo contribua para o controle de calorias e, por consequência, a eliminação ou manutenção do peso.
Os alimentos do crudivorismo são classificados como alcalinos. Isso é o mesmo que dizer que eles equilibram a acidez, propiciam a condição ideal para o sangue, promovem o equilíbrio do pH e melhoram o envio de oxigênio para os órgãos do corpo, o que contribui para evitar doenças como diabetes, câncer, problemas cardíacos e artrites.
Por contemplar as frutas, que costumam ser ricas em vitaminas, a alimentação viva estimula o consumo desse grupo de nutrientes. As vitaminas são importantes para o organismo humano por conta de diversas funções que vão desde o bom funcionamento do sistema imunológico, à saúde dos olhos, ao fortalecimento dos sistemas reprodutor e muscular até a formação de hormônios e glóbulos vermelhos.
As frutas e vegetais que tanto aparecem no cardápio da alimentação viva costumam ter um bom teor água em sua composição. Alguns exemplos de alimentos desse tipos que são lotados de água são: melancia, jiló, pepino, alface, aipo, rabanete, tomate, couve-flor, espinafre, carambola, pimentão verde, morango, brócolis, cenoura e melão.
As plantas que tanto aparecem na alimentação viva são fonte de clorofila, que promove a oxigenação celular e melhora a circulação. Ela ainda é fonte de magnésio, um mineral que mantém e regula a atividade das enzimas, mantém a saúde dos ossos, participa do metabolismo dos carboidratos, ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue, regula a pressão arterial, relaxa os músculos, controla os nervos, auxilia o sistema imunológico, age na contração muscular e contribui com a produção de proteínas.
Por privilegiar o consumo de frutas e vegetais, que costumam vir repletos de nutrientes, o crudivorismo estimula a desintoxicação de células e tecidos, processo do qual esses nutrientes participam.
Ingredientes:
Modo de preparo:
Ingredientes:
Modo de preparo:
Nem só de benefícios vive o crudivorismo, o método que se define mais como um estilo de vida do que simplesmente uma dieta, também tem seus defeitos apontados e é objeto de críticas. É que acredita-se que segui-la por muito tempo pode causar deficiência de vitamina B12, que é encontrada principalmente em alimentos de origem animal.
A ausência do nutriente no organismo pode trazer problemas como: fadiga, dificuldade para respirar, diarreia, nervosismo, dormência, dificuldade para andar, incontinência urinária e lesões no sistema nervoso.
Ao seguir uma alimentação como esta, também é preciso tomar cuidado para garantir a ingestão de cálcio e do ácido graxo ômega 3.
Outra crítica é que mesmo ao cozinhar os alimentos é possível manter as suas vantagens nutricionais. Para isso vale seguir táticas como: cozinhar no vapor, não fatiar muito, cozinhar com a casca, não cozinhar por muito tempo, utilizar pouca água, preparar tudo no fogo alto, não armazenar os alimentos por muito tempo na geladeira e reutilizar a água usada no cozimento para preparar outro alimento, pois essa água pode reter nutrientes, que em vez de serem perdidos, serão reaproveitadas em outro prato.