7 Benefícios da Alimentação Viva – Dicas e Receitas

Especialista:
atualizado em 16/04/2020

Confira todos os benefícios da alimentação viva, dicas para seguir esse tipo de dieta, caso seja sua escolha, e receitas para fazer no dia a dia.

Consumir os alimentos de maneira natural, na forma como eles se encontram, sem cozinhar, refogar, grelhar ou assar. Esta é a principal premissa da chamada alimentação viva, que também é conhecida pelo nome de crudivorismo.

O plano alimentar até permite o consumo de peixes e produtos laticínios, entretanto, a maioria dos adeptos à prática costuma seguir uma linha vegetariana restrita, o que não permite a ingestão de alimentos que tenham origem animal.

Uma refeição típica do crudivorismo inclui alimentos crus, frescos, secos, vegetais, sementes algas e grãos germinados.

Ele é considerado uma das seis formas de vegetarianismo e começou no início da década de 1990. Um de seus defensores é o especialista em alimentação saudável David Wolfe e celebridades como a cantora Madonna e as atrizes Demi Moore e Alicia Silverstone já aderiram ao método.

Por que não pode cozinhar os alimentos?

A ideia por trás da premissa da alimentação viva é que ao preparar os alimentos com o auxílio do fogo, os nutrientes encontrados neles serão perdidos. Isso não significa que eles comam apenas coisas cruas, pois existem métodos de preparo, como a desidratação, que não faz com que esses nutrientes sejam eliminados.

Tal hipótese a respeito do desperdício de nutrientes leva bastante em consideração o papel das enzimas, encontradas em abundância nos alimentos crus. É que são elas as responsáveis pelo transporte de nutrientes até as células.

O problema é que ao serem cozidos a uma temperatura a partir de 40º C, esses alimentos têm as suas enzimas destruídas, o que prejudica o processo de envio de nutrientes ao organismo. Para os seguidores do crudivorismo, a ausência das enzimas nas refeições está por trás da morte e do envelhecimento precoce. Além disso, mantê-las nas comidas torna o processo de digestão mais fácil.

Outra justificativa para a rejeição dos pratos preparados no fogo é que as comidas cruas podem aumentar a energia disponível no corpo, melhorar a disposição e auxiliar no combate às doenças crônicas.

O processo de amornação

Algo que é permitido na alimentação viva é a chamada amornação, em que os alimentos vão para uma panela de barro, que foi aquecida no fogão ou com uma resistência elétrica. As mãos são utilizadas para monitorar a temperatura das comidas enquanto o processo é realizado.

A desidratação

Já a desidratação dos alimentos pode ser feita com o auxílio do sol. São colocadas quantidades menores em um poto ou refratário que é exposto ao sol. Existem ainda as caixas desidratadoras que fazem o trabalho para quantias grandes de comida.

Alguns exemplos de alimentos que podem ser desidratados desse modo são: batatas, frutas, legumes, hortaliças, barra de cereais germinados, pães, bolos, tortas e biscoitos.

Germinação e brotação 

São outras duas técnicas importantes na alimentação viva. Elas consistem em hidratar a semente e esperar que ela germine ou brote, de acordo com suas características naturais. O objetivo é tornar os alimentos vivos, ou seja, biogênicos.

Fermentação

A fermentação acontece nos vegetais ao adicionar microrganismos ou utilizar os que já se encontram neles para consumirem os açúcares ali presentes e formar fermentos e gases. Isso agrega em relação à digestibilidade e ao valor nutricional.

Tal processo é realizado com um frasco de vidro transparente de boca larga, previamente higienizado. Os vegetais são picados, fatiados, ralados ou prensados dentro do recipiente, que é fechado na pressão. Ele deve ficar assim durante 24 a 48h e então ser consumido.

Quais os benefícios da alimentação viva?

1 – É nutritiva

É inegável que ao buscar a preservação dos nutrientes dos alimentos e proibir que eles sejam cozidos, grelhados, assados, fritos, refogados ou torrados, a alimentação viva consegue manter a boa dose de nutrientes nas comidas e pode promover uma dieta nutritiva e saudável.

Entretanto, ela será desta maneira somente se a pessoa conseguir montar cardápios equilibrados, que forneçam uma boa gama e diversidade de nutrientes, dentro do que o crudivorismo permite.

2 – Controle de calorias e perda de peso

Ao restringir a alimentação, focando-se em frutas e vegetais, a alimentação viva também pode promover uma diminuição na quantidade de calorias consumidas, tendo em vista que carnes costumam fornecer um valor calórico considerável. Assim, caso não sejam cometidos exageros na quantidade de alimento que se come, é bem provável que o crudivorismo contribua para o controle de calorias e, por consequência, a eliminação ou manutenção do peso.

3 – Trata-se de uma dieta alcalina

Os alimentos do crudivorismo são classificados como alcalinos. Isso é o mesmo que dizer que eles equilibram a acidez, propiciam a condição ideal para o sangue, promovem o equilíbrio do pH e melhoram o envio de oxigênio para os órgãos do corpo, o que contribui para evitar doenças como diabetes, câncer, problemas cardíacos e artrites.

4 – Fonte de vitaminas

Por contemplar as frutas, que costumam ser ricas em vitaminas, a alimentação viva estimula o consumo desse grupo de nutrientes. As vitaminas são importantes para o organismo humano por conta de diversas funções que vão desde o bom funcionamento do sistema imunológico, à saúde dos olhos, ao fortalecimento dos sistemas reprodutor e muscular até a formação de hormônios e glóbulos vermelhos.

5 – Hidratação

As frutas e vegetais que tanto aparecem no cardápio da alimentação viva costumam ter um bom teor água em sua composição. Alguns exemplos de alimentos desse tipos que são lotados de água são: melancia, jiló, pepino, alface, aipo, rabanete, tomate, couve-flor, espinafre, carambola, pimentão verde, morango, brócolis, cenoura e melão.

6 – Fonte de clorofila

As plantas que tanto aparecem na alimentação viva são fonte de clorofila, que promove a oxigenação celular e melhora a circulação. Ela ainda é fonte de magnésio, um mineral que mantém e regula a atividade das enzimas, mantém a saúde dos ossos, participa do metabolismo dos carboidratos, ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue, regula a pressão arterial, relaxa os músculos, controla os nervos, auxilia o sistema imunológico, age na contração muscular e contribui com a produção de proteínas.

7 – Desintoxicação de células e tecidos

Por privilegiar o consumo de frutas e vegetais, que costumam vir repletos de nutrientes, o crudivorismo estimula a desintoxicação de células e tecidos, processo do qual esses nutrientes participam.

Receitas baseadas na alimentação viva

1 – Cuzcuz de cenoura

Ingredientes:

  • Azeite a gosto;
  • Azeitonas a gosto;
  • 5 cenouras grandes;
  • Farinha de mandioca a gosto;
  • 1 maço de cheiro-verde;
  • 1 pimentão vermelho;
  • 1 pimentão amarelo;
  • 3 tomates frescos médios;
  • 1 pimenta dedo-de-moça.

Modo de preparo:

  1. Descascar as cenouras e ralar;
  2. Picar os pimentões, os tomates, a pimenta dedo-de-moça e o cheiro-verde;
  3. Colocar todos os ingredientes em uma vasilha, com exceção da farinha de mandioca e da azeitona;
  4. Adicionar a farinha aos poucos à vasilha, até obter a consistência desejada. Só tenha cuidado para não deixar a massa seca demais;
  5. Por fim, decore com as azeitonas e sirva-se.

2. Arroz falso

Ingredientes:

  • 1 cenoura;
  • 1 couve-flor;
  • Folhas de aipo a gosto;
  • 1 pimentão verde;
  • 1 pimentão amarelo;
  • 1 pimentão vermelho;
  • 1 colher de sopa de agave;
  • 2 colheres de sopa de azeite extravirgem;
  • 1 colher de sopa de molho de soja;
  • 1 colher de sopa de vinagre de maçã;
  • Pasta de soja (missô);
  • Pimenta a gosto.

Modo de preparo:

  1. Limpar a couve-flor, passá-la pelo processador de alimentos e bater levemente, tomando cuidado para não deixá-la como uma papa e reservar;
  2. Ralar a cenoura. Cortar as folhas de aipo e os pimentões em pedacinhos bem pequenos;
  3. Misturar tudo com a couve-flor;
  4. Juntar o agave, o azeite extravirgem, o molho de soja, o vinagre de maçã, a pasta de soja e a pimenta a gosto em uma vasilha e misturar bem;
  5. Unir com a mistura da couve-flor e servir-se.

Críticas à alimentação viva

Nem só de benefícios vive o crudivorismo, o método que se define mais como um estilo de vida do que simplesmente uma dieta, também tem seus defeitos apontados e é objeto de críticas. É que acredita-se que segui-la por muito tempo pode causar deficiência de vitamina B12, que é encontrada principalmente em alimentos de origem animal.

A ausência do nutriente no organismo pode trazer problemas como: fadiga, dificuldade para respirar, diarreia, nervosismo, dormência, dificuldade para andar, incontinência urinária e lesões no sistema nervoso.

Ao seguir uma alimentação como esta, também é preciso tomar cuidado para garantir a ingestão de cálcio e do ácido graxo ômega 3.

Outra crítica é que mesmo ao cozinhar os alimentos é possível manter as suas vantagens nutricionais. Para isso vale seguir táticas como: cozinhar no vapor, não fatiar muito, cozinhar com a casca, não cozinhar por muito tempo, utilizar pouca água, preparar tudo no fogo alto, não armazenar os alimentos por muito tempo na geladeira e reutilizar a água usada no cozimento para preparar outro alimento, pois essa água pode reter nutrientes, que em vez de serem perdidos, serão reaproveitadas em outro prato.

Você conhece alguém que adote esse tipo de alimentação viva como dieta para a vida? Acha que conseguiria fazer isso? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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7 comentários em “7 Benefícios da Alimentação Viva – Dicas e Receitas”

  1. Ola, sou hipertenso e sofro do colesterol.
    Gostaria de receber a listagem de alimentos e receitas de alimentação viva, se possivel.
    Fico muito agradecido.

  2. Sou uma mulher que sofre de artrite reumatóide
    já fiz todo tipo de tratamento e nada resultou
    aumento de peso devido a medicação cortisona desde 2011
    investiguei bastante sobre a cura pela natureza descobri a alimentação viva e a Laurita Casagrande que curou a calvice seguindo alimentação viva
    troquei alguns Emails com ela e me incentivou
    Demorei acatar 100% , mas a situação agravou de 3 semanas para cá decidi mudar
    Hoje não sinto dor , ando sem ajuda dos 101 kgs hoje graças a Deus estou com 92 kgs
    No começo senti fraqueza, mau estar bebia muita água todo se estabilizou
    de salientar que Sou Moçambique e aqui essa alimentação é novidade para o povo
    Pela saúde tive tive que passar a comer crú

  3. Oláa…Bom Dia.
    Meu nome é Rosani tenho 48 anos e tenho artrose no quadril. Estou na lista de sirrurgia de protese, a qual pretendo adiar o quanto puder.
    Estou começando a dieta viva.
    QUERO RECEBER lista de alimento que posso comer.

    Gratidão
    Att Rosnai

  4. Quero muito mudar para alimentação viva pelo fato que ñ estou muito bem de saúde.Mais estou meio perdida quando a alimentação a ser ingerida,estou precisando de orientação,pois aqui na minha cidade nunca ouvi alguém falar da alimentação viva.Além do mais minha família não está muito de acordo com minha decisão.

  5. sou homeopata estou tratando de um rapaz com cançer na garganta que se encontrava en fase terminal os medicos o desenganou esta com sonda no abdomen para alimentar ten 3 meses que ele faz alimentação viva mais medicação natural ; o rapaz esta lindo forte feliz e praticamente curado . pra gloria de DEUS .