Troca de plasma, células-tronco das nádegas no rosto, noite em gaiola: como biohackers tentam subverter o tempo na busca da ‘fonte da juventude’

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  • Biohackers são pessoas que adotam procedimentos inusitados na tentativa de reverter os efeitos do tempo no corpo, em busca de uma suposta "fonte da juventude eterna".
  • O bilionário americano Bryan Johnson, 48 anos, já injetou sangue do próprio filho e substituiu todo o seu plasma por proteína, além de tomar quase 100 suplementos por dia e seguir dieta com menos de 2 mil calorias diárias.
  • Dave Asprey, 51 anos, fez um procedimento facial com injeção de cerca de 100 milhões de células-tronco e gordura retirada das próprias nádegas para acelerar a recuperação.
  • Luke Lintz recebe soro intravenoso regularmente e considera tratamentos como congelamento de células e troca de plasma sanguíneo com pessoas mais jovens; a britânica Tracy Kiss gasta até 2 mil libras por mês em filtragem de sangue, câmaras de oxigênio e terapia de luz.
  • Grande parte das técnicas de biohacking não tem comprovação científica, os resultados variam de pessoa para pessoa e métodos inadequados podem até prejudicar a saúde.

O avanço da medicina e da tecnologia no geral fez com que algumas personalidades travassem uma batalha em busca de uma ‘fonte da juventude eterna’. Eles são conhecidos como biohackers e realizam procedimentos inusitados para evitar os efeitos no corpo da passagem de tempo.

O norte-americano Bryan Johnson, 48 anos, é um dos biohackers mais conhecidos, devido a seus protocolos antienvelhecimento com a finalidade de ‘voltar a ter 18 anos’.

O bilionário já injetou sangue do próprio filho na corrente sanguínea, mas abandonou a medida após exames e biomarcadores indicarem que não houve benefício. Ele também substituiu todo o seu plasma por proteína (a técnica permitiria remover definitivamente os “poluentes não naturais” que circulam pelo organismo, como microplásticos, algo que nossos órgãos responsáveis pela filtragem de impurezas, como o fígado e os rins, não seriam capazes de realizar com sucesso, incrementando sua busca por uma juventude celular eterna), toma quase 100 suplementos por dia e é responsável por “vender” o sonho da juventude eterna.

Johnson mantém uma rotina bastante rigorosa, com exercícios físicos, dietas de pílulas, sono regulado e cerca de 90 ml de vinho pela manhã. O bilionário come apenas alimentos a base de plantas e suplementa colágeno diariamente. Além disso, ele consome apenas 1.977 calorias diárias e busca a garantia de que o seu corpo funcione da mesma maneira de quando era adolescente.

Outros casos

Dave Asprey, 51 anos, realizou uma circuncisão facial. No procedimento, o norte-americano recebeu uma injeção de cerca de 100 milhões de células-tronco e gordura retirada de suas próprias nádegas para acelerar o tempo de recuperação. Além disso, ele já gastou milhares de dólares em tratamentos com células-tronco e terapia criogênica.

O porto-riquenho Luke Lintz utiliza técnicas de biohacking para se manter “jovem e sexy” por muitas décadas. Ele recebe soro intravenoso regularmente e só come alimentos orgânicos, mas também está aberto a tratamentos mais controversos, como congelar suas células para transferência e trocar plasma sanguíneo com alguém mais jovem.

A britânica Tracy Kiss, 38 anos, gasta até 2.000 libras (equivalente a R$ 14.250) por mês em busca dessa ‘juventude eterna’. Após concluir vários cursos de bem-estar e estética, Tracy adotou o biohacking, trocando 12 anos de preenchimentos e botox por filtragem de sangue, câmaras de oxigênio e terapia de luz.

Ela decidiu mudar de vida após se sentir com aparência de uma pessoa de 80 anos e “esgotada” quando tinha apenas 25 anos. Agora, ela diz que é constantemente questionada sobre a apresentação de documentos para o consumo de álcool e confundida com a irmã de sua filha de 18 anos.

Funciona?

Muitas outras personalidades também utilizam métodos de biohacking para buscar a ‘juventude eterna’. Mas será que realmente funciona? Grande parte das técnicas não é comprovada cientificamente e os resultados variam muito de pessoa para pessoa.

Muitos influenciadores do biohacking compartilham abordagens diferentes, às vezes conflitantes, e não há consenso oficial na comunidade científica, o que torna a escolha do método correto um desafio. Técnicas inadequadas podem gerar frustração com o fato de resultados não serem atingidos e, para piorar, podem até prejudicar a saúde em diferentes níveis.

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