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- Um estudo em camundongos, feito por pesquisadores da Universidade Rockefeller e publicado na revista Science, mostrou que a gordura bege ao redor dos vasos sanguíneos pode ajudar a controlar a pressão arterial e melhorar a função vascular, mesmo em casos de obesidade.
- Os cientistas retiraram geneticamente dos ratos o gene PRDM16, responsável por transformar o tecido adiposo branco em bege, e observaram os efeitos da ausência dessa proteína.
- Mesmo sem obesidade, os animais sem PRDM16 apresentaram vasoconstrição, fibrose vascular e pressão arterial mais elevada.
- Com base nisso, os pesquisadores concluíram que aumentar ou estabilizar o PRDM16 pode favorecer a formação de gordura bege ou marrom e trazer benefícios para o coração e os vasos.
- Apesar dos resultados promissores, especialistas brasileiros pedem cautela antes de qualquer aplicação em humanos, já que a descoberta abre caminho para novas pesquisas.
Uma análise realizada em camundongos mostrou que a gordura bege em volta dos vasos sanguíneos pode ter papel fundamental para controlar a pressão arterial. Além disso, ela deixa a função vascular mais saudável, mesmo em casos de obesidade.

Os pesquisadores da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, dizem que a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de medicamentos para ativar tecidos adiposos mais termogênicos, como a gordura bege, o que torna o organismo mais saudável e previne doenças cardiovasculares.
Os resultados foram publicados na revista Science. Ratos foram modificados geneticamente para não terem gordura bege, retirando do organismo deles o gene PRDM16. Ele tem atuação importante para regular a expressão gênica na transformação do tecido adiposo branco em bege.
Mesmo sem obesidade, os animais sem a presença da proteína sofreram com processos responsáveis por alterar os vasos sanguíneos e dificultar a circulação, como vasoconstrição e fibrose vascular, além de ficarem com a pressão arterial mais elevada.
Com essas informações, os pesquisadores concluíram que o aumento ou estabilização do PRDM16 pode ativar a transformação do tecido adiposo em bege ou marrom e trazer vantagens cardiovasculares.
Apesar dos resultados promissores, especialistas brasileiros ainda pregam cautela antes de qualquer desdobramento em relação a humanos. No entanto, o mecanismo da substância abre espaço para novas pesquisas futuras.
