De acordo com uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), as ondas de calor e poluição estão associadas ao aumento de risco de acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas com 65 anos ou mais.

A associação é mais forte quando as temperaturas elevadas se combinam com a poluição do ar. Os resultados ainda são preliminares e foram apresentados pela professora Alessandra Carvalho Goulart, da Faculdade de Medicina da USP.
O experimento considerou ondas de calor os períodos com, pelo menos, dois dias consecutivos de temperaturas máximas de 33,1 °C ou mais. Na análise apenas de calor, as chances de AVC aumentaram 12,1% por dia adicional. Quando o modelo incorporou a interação com a poluição por partículas inaláveis, chamadas PM10, a elevação foi para 40,4%.
Vale ressaltar que o percentual representa um aumento relativo nas chances calculadas pela análise, não a proporção de idosos que terão um AVC.
Como o calor afeta o organismo
Goulart explica que a desidratação provocada pelo calor reduz a parte líquida do sangue, tornando-o mais espesso. Além disso, a exposição altera o controle da temperatura corporal e o funcionamento cardiovascular, afetando a circulação e a pressão sanguínea.
Segundo a pesquisadora, proteger a saúde cerebral dos idosos exige combinar cuidados cardiovasculares individuais com medidas de adaptação climática nas cidades.
Alguns sintomas do AVC que exigem ação imediata são: fraqueza, perda parcial da visão, boca torta, fala enrolada, alteração do equilíbrio, dificuldade para mover um lado do corpo, dificuldade para encontrar palavras e tontura.