O anticoncepcional Yasmin é um dos mais prescritos pelos médicos, e seu uso traz algumas dúvidas, tais como: ele emagrece ou engorda?
Essas dúvidas se devem à crença popular de que o uso de pílulas contraceptivas modificam os hormônios do corpo e causam alterações no peso.
Por isso, a seguir vamos conhecer melhor esse anticoncepcional, seus efeitos colaterais e contraindicações, além de descobrir de uma vez por todas se ele emagrece ou engorda.
Veja também: Como trocar de anticoncepcional sem risco de engravidar
O Yasmin é uma pílula anticoncepcional composto por:
Ele pode ser encontrado facilmente em farmácias e drogarias em duas formas:
A indicação principal do Yasmin é a prevenção da gravidez, mas ele também proporciona outros benefícios, como:
O efeito da maioria dos anticoncepcionais orais combinados, como é o caso do Yasmin, se baseia em um conjunto de diversos fatores, como:
Assim, quando comparados a contraceptivos que contêm um único hormônio, a pílula Yasmin é considerada mais eficaz e segura, uma vez que por ser uma associação de substâncias, as doses de cada uma delas é mais baixa.
Como acontece com muitas pílulas anticoncepcionais, algumas mulheres temem que o Yasmin possa engordar. Mas, saiba que não existem evidências de que este anticoncepcional leve ao ganho de peso, seja pelo acúmulo de gordura ou de líquidos.
Assim, o anticoncepcional Yasmin pode inclusive combater o ganho de peso, uma vez que o medicamento combate a retenção de líquidos.
Mas é importante ressaltar que o Yasmin não atua na perda de gordura corporal, apenas na retenção de líquidos. Ou seja, para um controle de peso efetivo, é necessário realizar mudanças na alimentação e na frequência de atividades físicas.
Por isso, caso precise ou queira perder peso, procure uma nutricionista, que irá te ajudar a manter uma alimentação balanceada.
Dentre as mulheres que utilizam o Yasmin, muitas foram as que relataram que não tiveram ganho de peso, mesmo aquelas que afirmaram ter tendência para engordar.
Entretanto, aparentemente não é verdade que o anticoncepcional Yasmin emagrece, pois ele apenas manteve o peso normal destas mulheres, sem interferir na balança.
Além disso, algumas mulheres elogiaram o anticoncepcional pelos outros benefícios, como melhora do cabelo, redução da oleosidade da pele e redução do cansaço, e o maior problema que as usuárias contam é o preço da pílula, sendo que a cartela geralmente custa em torno de R$ 50.
Como mencionado anteriormente, a cartela do Yasmin pode ser encontrada tanto com 21 quanto com 28 comprimidos (21 do medicamento e 7 inativos). Mas, independentemente da cartela (21 ou 21+7), o medicamento deve ser iniciado a partir do primeiro dia da menstruação.
No caso da cartela com 21 comprimidos, deve-se realizar uma pausa de uma semana (7 dias) após o término, e deverá ocorrer o sangramento nessa pausa. No oitavo dia, deve-se iniciar uma nova cartela.
Já na cartela 21+7, o uso deve ser contínuo, sem a pausa, uma vez que os últimos 7 comprimidos são inativos, ou seja, não contém o medicamento. Assim, durante o uso das pílulas inativas ocorrerá o sangramento, semelhante ao que ocorre durante a pausa da cartela com 21 comprimidos.
Por fim, lembre-se de ingerir a pílula todos os dias praticamente no mesmo horário, para aumentar a eficácia. E não estenda o prazo de intervalo, pois isso poderá acarretar em ovulação.
Embora seja considerado um medicamento seguro para a maioria das pessoas, alguns efeitos colaterais podem ocorrer com o uso do Yasmin, como:
Entretanto, é importante lembrar que nem todas as mulheres irão apresentar esses efeitos, e que mesmo que apresentem um ou mais deles, a sua intensidade pode variar.
O anticoncepcional Yasmin é contraindicado para:
Em caso de dúvidas sobre algum desses problemas, um médico deve ser consultado antes do início do uso do medicamento.
Caso você esteja trocando de anticoncepcional, inicie o Yasmin no dia seguinte ao término da cartela do outro contraceptivo que você estava usando. Ou seja, não deve haver pausa entre essas cartelas.
Isso deve ser feito com o objetivo de manter a eficácia contraceptiva, minimizando o risco de gravidez no período da troca de medicamentos.