A planta calunga é usada na medicina popular como tratamento de uma série de problemas de saúde, mas será que ela também emagrece?
O uso dessa planta, encontrada em quase todo o Brasil, é bastante controverso, devido aos riscos que ela pode trazer para a saúde.
Mas, ainda assim, algumas pessoas utilizam a calunga, e alegam que ela pode sim trazer benefícios para a saúde.
Então, no decorrer do artigo, vamos conhecer melhor essa planta e seus efeitos no organismo, além de descobrir se ela emagrece ou não.
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A calunga, ou Aristolochia cymbifera, é uma planta medicinal encontrada em todo o Brasil, principalmente nos estados da Região Sudeste, e tanto suas folhas quanto suas flores são usadas na medicina tradicional.
Ela também é conhecida pelos nomes cassau, angelicó, mil-homens, giboinha, jarrinha, papo-de-perú, caçaú e bastarda, dependendo do local onde é usada.
Até o momento não existem informações seguras e confiáveis que indiquem que a calunga planta emagrece. Além disso, o uso desse tipo de planta não é exatamente considerado seguro.
Além disso, de acordo com informações do Horto Didático de Plantas Medicinais do Hospital Universitário UFSC, a planta é proibida em diversos países e não deve ser utilizada internamente, ou seja, não pode ser ingerida.
Isso deve-se ao fato das espécies de Aristolochia, que inclui a calunga, possuírem uma substância conhecida pelo nome de ácido aristolóquico em sua composição.
Na década de 90, na Bélgica, houve uma contaminação de fitoterápicos chineses, utilizados justamente para o emagrecimento, com o ácido aristolóquico. O incidente levou, de acordo com relatos da época, a dezenas de casos de uma nefropatia (doença nos rins), além da associação com o aumento dos riscos de câncer urotelial (da bexiga).
Entretanto, não foram descobertas associações definitivas entre o ácido aristolóquico e ao problema nos rins em questão.
Mas, de qualquer maneira, apenas a possibilidade de a planta danificar os rins e o fato dela ter sido proibida em diversos países já deve servir de alerta quanto à sua falta de segurança.
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Existem métodos de emagrecimento mais seguros que a calunga, então, para evitar problemas o melhor mesmo é deixar a planta calunga de lado.
Mas, se ainda assim você quiser utilizá-la, consulte um médico para conversar sobre a calunga e os riscos que ela pode ou não pode provocar para a saúde.
Além disso, é preciso lembrar que, mesmo quando uma planta é considerada segura, ela pode trazer contraindicações, efeitos colaterais e fazer mal ao ser utilizada ao mesmo tempo em que medicamentos, suplementos ou outras plantas.
Vale lembrar ainda que não existem plantas ou outros produtos mágicos para emagrecer, e quem deseja ou necessita perder peso deve fazer isso de maneira saudável, seguindo uma alimentação controlada, equilibrada e nutritiva.
Para emagrecer com saúde é recomendável que você procure o acompanhamento de um bom nutricionista, que saberá indicar uma dieta balanceada que ajude a atingir os objetivos, ao mesmo tempo em que fornece todos os nutrientes e energia que o organismo exige para funcionar corretamente.
Neste sentido, também é de grande utilidade praticar exercícios físicos regularmente, pois eles aumentam a queima de calorias, além de ajudar a melhorar a circulação sanguínea e a regular a produção e liberação de hormônios.
Entretanto, os treinamentos físicos devem ser iniciados preferencialmente depois de uma avaliação médica, e precisam acontecer sob a orientação de um bom profissional de educação física, o que garante a segurança e eficácia dos treinos.
Agora que já analisamos que a calunga planta traz riscos para a saúde quando usadas para emagrecer, vamos entender quais são os seus reais usos e benefícios.
Na região amazônica, a decocção das folhas de calunga, quando a planta é fervida em água, é utilizada para tratar cólicas, e o banho com as folhas na água fria é usado para combater as dores de cabeça e as dores musculares.
Já a sua raiz tem usos populares bem diversos, como:
Entretanto, como já vimos no tópico anterior, o uso interno da planta é contraindicado, e pode trazer riscos para a saúde. Ou seja, usá-la para tratar as condições mencionadas acima pode ser arriscado para a saúde.
Portanto, se você sofre com qualquer um dos problemas mencionados acima ou qualquer outra doença ou condição de saúde, procure o auxílio de um médico para saber qual é o tratamento seguro e adequado para o seu quadro, em vez de se arriscar com uma planta medicinal que não é segura.
Como vimos acima, a planta possui uma substância chamada ácido aristolóquico em sua composição, o que torna o seu uso interno contraindicado de maneira geral.
Além disso, o uso é ainda mais arriscado em alguns grupos, como:
Outro ponto a se prestar atenção é que o uso prolongado de chás das espécies de Aristolochia, como a calunga, provoca o rápido aparecimento da fibrose renal intersticial, além de aumentar o risco de câncer no sistema urinário.