Vivemos em uma sociedade com muito estresse. Todo dia é uma grande correria, e uma das maiores preocupações das pessoas é se o estresse engorda. Se você tem filhos, a manhã começa agitada para fazer o café da manhã das crianças (geralmente feito pela mulher), e depois, tem um longo caminho para levá-las à escola (o que costuma ser feito por aquele que trabalha mais perto da escola delas).
Depois, você pega engarrafamento, tem um dia lotado de trabalho, muitas vezes não consegue almoçar direito, acaba levando trabalho pra casa e, no final do dia, só lhe resta pedir comida por telefone, porque ninguém está com cabeça para fazer mais nada. E no dia seguinte, todo o processo se repete.
Isso não é somente extremamente estressante, como também o fato de fazer isso de forma consistente por anos e anos fará seu corpo começar a envelhecer muito mais rápido. E é por isso que podemos, sim, dizer que o estresse engorda.
Pesquisas mostram que a ligação entre estresse e ganho de peso é muito mais forte do que se pensava originalmente. Um estudo recente do centro médico de Georgetown mostrou que ratos sob estresse ganhavam mais peso, mesmo que sua ingestão de calorias não aumentasse. Cientistas também afirmaram que, após 3 meses, os mesmos ratos tornaram-se oito vezes mais obesos do que ratos sem estresse, mesmo tendo comido a mesma quantidade de comida!
Então, o estresse engorda, realmente? Bem, a resposta mais simples é sim, mas não em todas as pessoas. Algumas perdem o apetite e perdem peso quando estão estressadas.
Mas se você já está acima do peso ou perto disso, geralmente o estresse causa sim o ganho de peso. Isso irá dificultar também seu emagrecimento, e a manutenção de um peso saudável.
Então, o que exatamente é o estresse?
O estresse é a forma como seu corpo responde a qualquer tipo de demanda. Ele pode ser causado por boas e más experiências. Quando as pessoas se sentem estressadas por algo ao redor delas, seus corpos reagem lançando hormônios no sangue. Essas substâncias dão às pessoas mais energia e força, o que pode ser uma coisa boa se seu estresse for causado por perigo físico iminente. Mas também pode ser algo ruim, se o estresse é responsável por algo emocional e não há como extravasar essa energia e força extras.
Os dois principais hormônios lançados no sangue são o cortisol e a adrenalina (epinefrina). As glândulas adrenais são responsáveis por produzir esses hormônios, que nos preparam para emergências. Essa resposta ao estresse está arraigada em nossos ancestrais desde o começo dos tempos e foi crítica para nossa sobrevivência por fornecer um maior estado de alerta, permitindo com que estejamos prontos para lutar ou correr.
Essa resposta era ótima quando encontrávamos algum perigo físico ameaçando nossas vidas (como quando um animal selvagem tentava nos atacar). Hoje, porém, o estresse que encontramos é diferente. É mais mental e emocional por natureza (agora, seu emprego pode ser seu “animal selvagem” atrás de você). Mas o corpo responderá da mesma forma, porque ele não sabe a diferença entre estresse físico e mental.
Estresse e ganho de peso andam de mãos dadas. Primeiro, os efeitos negativos de níveis altos e prolongados de cortisol incluem supressão da função da tireoide e desequilíbrios nos níveis de açúcar no sangue. A maneira como seu corpo funciona muda, e sua gordura abdominal está sendo criada e armazenada. Esse é um dos locais mais perigosos para se armazenar gordura e está ligado a vários problemas sérios de saúde.
A quantidade exata de cortisol que é liberada varia de pessoa para pessoa. Estudos também mostraram que pessoas que liberam níveis mais altos em resposta ao estresse tendem a comer mais. E o que eles escolhem comer geralmente contém mais carboidratos. Isso porque seus hormônios do estresse são criados a partir de gorduras e açúcares, então seu corpo irá pedir por mais desses nutrientes, para que possa produzir mais hormônios do estresse.
Além disso, o estresse pode desacelerar o metabolismo de algumas pessoas. É claro que, quando isso acontece, é mais fácil e mais provável que você ganhe peso. Você pode estar satisfeito(a), mas ainda continua com fome. Você pode estar comendo a mesma quantidade de comida, mas agora a eficácia do seu corpo em “quebrar” as calorias sofreu uma mudança. Você acaba com um “excesso” de energia (das calorias) que é convertido para células de gordura.
Voltando à comida, o estresse também pode afetar os alimentos que você quer comer. Quando você se sente triste e deprimido, você tem mais probabilidades de buscar alimentos com muita gordura, sal e açúcar. Comer uma salada não faz com que você se sinta melhor, então você quer o sorvete e a batata frita.
Além das vontades que não são saudáveis, o estresse também pode causar distúrbios alimentares de ordem emocional. A mudança nos níveis de cortisol aumenta a agitação dentro do corpo. Quando isso acontece, parece natural comer toda e qualquer coisa em que você consegue por as mãos. Você não precisa dessa excessiva quantidade de alimentos, mas comer faz com que você se sinta melhor, pelo menos na sua cabeça. Por outro lado, quando você libera menos hormônios do estresse, sua vontade de comer donuts e doces são menos frequentes e muito menos atraentes. Então, respire fundo, libere a tensão e encha sua mente com pensamentos felizes para superar esses níveis altos de estresse.
Cientistas usam o termo “comer de forma emocional” para descrever a forma como muitas pessoas se automedicam ou lidam com sentimentos negativos como depressão, ansiedade, estresse e tédio. Isso também pode ser causado por fadiga ou exaustão.
Estudos confirmam que pessoas com estresse crônico tendem a ganhar peso tanto pelas mudanças hormonais relacionadas, quanto pelas compulsões alimentares geradas por essa condição.
Algumas vezes, as pessoas comem para completar um vazio interno ou para lidar com a toxicidade emocional, uma forma de escapar por um tempo do que quer que esteja acontecendo à sua volta.
Sim, você leu certo. Isso foi descoberto recentemente por Elisa Epel, uma Doutora em Psicologia da Universidade da Califórnia. Aqui está exatamente o que ela disse:
“Nós sabemos há 50 anos que o estresse contribui para a hipertensão, doença cardiovascular, resistência à insulina e distúrbios autoimunes, doenças essas que podem diminuir sua expectativa de vida. Mas nós não tínhamos qualquer documentação direta sobre como o estresse impacta o envelhecimento a nível celular. Minha equipe identificou modificações no DNA das células brancas do sangue em mulheres estressadas. Sob estresse emocional prolongado, os telômeros – ramificações nas pontas de cada cromossomo, que permitem a reprodução celular – pareciam menores. Quando os telômeros ficam muito pequenos, as células não podem se dividir e morrem mais rápido. Baseado no comprimento do telômero, estimamos que as células nas mulheres estudadas tinham envelhecido cerca de 9 a 17 anos a mais. É possível que conforme mais células morrem, os efeitos visíveis do envelhecimento, como rugas e problemas de visão, se tornem aparentes.”
Como você pode ver, não vale a pena se estressar. E você pode manter sua beleza e o excesso de peso longe se apenas….. RELAXAR!
A seguir, veja algumas soluções para te ajudar com seus níveis de estresse crônico. Por favor, preste atenção e leia essa parte mais de uma vez!
Bem, espero que tenha gostado das dicas.
Agora aqui está sua tarefa de casa: Eu quero que você faça uma lista das dez coisas que você acha que uma mentalidade saudável deve ser. Eu te darei a minha. Mude-a da melhor forma para que ela possa se aplicar a você.
Leia-a todos os dias, por um mês. Algumas pessoas dizem que um hábito diário é criado em 21 dias. Vamos garantir e fazer por um mês!
Esse é um exemplo do que você quer que sua mentalidade se pareça.