Adrenalina: o que é, para que serve, quando é produzida e usada como remédio

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atualizado em 03/08/2022

A adrenalina, também conhecida como epinefrina, é um hormônio produzido por uma glândula localizada sobre os rins. Ela é liberada sempre que o sistema nervoso simpático é estimulado, o que ocorre em situações de estresse e medo. Por isso ela é considerada o hormônio da “luta ou fuga”. 

A adrenalina age sobre vários tecidos e órgãos do corpo, produzindo efeitos como o aumento da frequência cardíaca, respiração ofegante, sudorese e frio na barriga. 

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Na medicina, a adrenalina pode ser usada como remédio em episódios de choque anafilático, asma brônquica grave e parada cardíaca. 

Veja mais detalhes sobre o que é a adrenalina, para que serve, quando é produzida no organismo e em quais situações pode ser usada como remédio. 

Adrenalina: o que é?

A adrenalina, ou epinefrina, é um hormônio produzido pela medula das glândulas adrenais, que são estruturas localizadas sobre os rins. Por isso, também são conhecidas como suprarrenais. 

Glândulas adrenais ou suprarrenais

Na parte do meio das glândulas adrenais são produzidos dois hormônios, a adrenalina e a noradrenalina. 

A adrenalina é secretada (liberada) na corrente sanguínea, quando o sistema nervoso simpático é estimulado. Este sistema serve para ajustar os diversos mecanismos do nosso corpo, para responderem rápida e adequadamente a situações de perigo, estresse físico e psíquico e esforço intenso. 

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Por ser liberada em situações desse tipo, a adrenalina é conhecida como um hormônio de “luta ou fuga”. Isso ocorre porque ela prepara o corpo para reagir a uma ameaça.  

A secreção da adrenalina no sangue pelas glândulas adrenais ocorre rapidamente e sua ação se dá em poucos minutos. 

Para que serve a adrenalina

A adrenalina é secretada na corrente sanguínea e, por meio dela, chega a diversos tecidos do corpo, onde desempenha diferentes funções.

Os tecidos onde a adrenalina tem sua ação mais evidente são o coração, o sistema musculoesquelético, as reservas de gordura e as células do fígado. 

No coração, a adrenalina serve para aumentar a frequência cardíaca, que é o número de vezes que o coração bate por minuto, e a força de contração do músculo. O hormônio também comprime os vasos sanguíneos, aumentando a pressão e a velocidade com a qual o sangue circula pelo corpo. 

A adrenalina também promove a quebra do glicogênio armazenado nos músculos e no fígado, e da gordura acumulada no corpo. Quando as moléculas de glicogênio e de gordura são quebradas, há liberação de glicose no sangue, ou seja, mais energia fica disponível para lutar ou fugir.  

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Para isso, a adrenalina também privilegia o sistema musculoesquelético no aporte sanguíneo recebido, diminuindo o fluxo de sangue no sistema digestivo, que causa, entre outros efeitos, a sensação de frio na barriga.

Além desses efeitos principais, a adrenalina também impacta outros tecidos e órgãos do corpo, da seguinte forma: 

  • Deixa o cérebro mais alerta, para que consiga responder aos estímulos mais rapidamente. 
  • Aumenta a frequência respiratória, para enviar mais oxigênio para o sangue e suprir a maior demanda energética do organismo. 
  • Dilata as pupilas, de modo a facilitar a visão em ambientes mais escuros e te proteger de perigos. 
  • Diminui os processos digestivos.
  • Deixa a pele mais pálida.
  • Aumenta a produção de suor

Quando a adrenalina é produzida

Esportes radicais
A prática de esportes radicais é muito relacionada à liberação de adrenalina

A adrenalina é produzida e secretada no sangue sempre que você se depara com situações internas ou externas que ativam o seu sistema nervoso simpático, ou seja, que são interpretadas como uma ameaça ou perigo. 

Então, condições que geram medo ou fortes emoções, como a prática de esportes radicais, brinquedos radicais, discussões, provas, entrevista de emprego e falar em público são situações que podem te deixar com medo ou com muita empolgação, resultando no aumento da adrenalina no sangue.

Quando os níveis de açúcar no sangue ficam muito baixos, pode ocorrer a liberação de adrenalina na corrente sanguínea, para promover a quebra de glicogênio e gordura e, assim, suprir a demanda energética do corpo. 

Pessoas que vivem constantemente estressadas ou ansiosas acabam tendo maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como pressão alta e arritmia, além de problemas neurológicos, endócrinos e psicológicos. Isso porque estão sempre com os níveis de adrenalina altos no sangue, deixando o organismo em constante estado de alerta. Veja como o estresse pode aumentar esses riscos

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Quando é usada como remédio

Devido aos rápidos efeitos da adrenalina no corpo, ela pode ser usada como medicamento em algumas situações. 

A adrenalina pode ser usada para reverter um quadro de anafilaxia (choque anafilático), que é uma reação alérgica muito forte e potencialmente fatal. 

Uma pessoa com anafilaxia precisa ser imediatamente tratada com injeção de adrenalina e, por isso, quem apresenta alto risco de sofrer um choque anafilático transporta um dispositivo autoinjetor de adrenalina, para casos de emergência. 

A adrenalina é muito usada em hospitais para tratar casos de parada cardíaca, pois ela age como um estimulante do músculo cardíaco e vasopressor. Seu uso também é comum em episódios graves de asma brônquica, já que ela abre os brônquios, permitindo as trocas gasosas entre os pulmões e o sangue.

Fontes e referências adicionais

Adrenalina é um termo bastante utilizado no dia a dia, principalmente em situações de estresse e medo. Quais efeitos da adrenalina você já sentiu em seu corpo? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Alexandre Seraphim

Dr. Alexandre Seraphim é Nutrologista - CRM 52.978779. Formou-se médico pela Universidade do Grande Rio e é pós-graduado em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia. Possui diversos cursos na área de emagrecimento, hipertrofia e medicina ortomolecular que o qualificam ainda mais como um grande especialista da área. Para mais informações, entre em contato com ele em sua conta oficial no Instagram (@dr.alexandre.seraphim).

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