Um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open indicou que dois testes simples de força são capazes de prever a longevidade em mulheres idosas.
A pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, investigou se a força muscular está associada ao risco de mortalidade em mulheres mais velhas. Cerca de cinco mil mulheres, com idades entre 63 e 99 anos, foram acompanhadas ao longo de aproximadamente oito anos. Durante o estudo, foram consideradas variáveis como idade, peso, condições de saúde, nível de atividade física e hábitos de vida.
A força muscular de todas as voluntárias foi avaliada por meio de dois testes:
Para análise estatística, as mulheres foram agrupadas de acordo com níveis semelhantes de força. Os cientistas notaram, ao longo do acompanhamento, que mulheres com maior força ao apertar e melhor desempenho no teste da cadeira apresentaram menor risco de morte por qualquer causa.
“Esses achados sugerem que avaliar a força e promover sua manutenção são fundamentais para um envelhecimento saudável”, diz o artigo.
Os resultados indicam que a força muscular reflete o funcionamento integrado de diversos sistemas do corpo, como músculos, ossos, sistema nervoso e metabolismo. Isso está diretamente associado a uma melhor qualidade de vida e, consequentemente, a maior longevidade.
A médica Leana Wen, da Universidade de Washington, diz que a pesquisa reforça evidencias anteriores de outros estudos. Ela afirmou á CNN que “a força muscular, por si só, parece ser um importante preditor [que prevê] de longevidade”.
Ademais, ela destacou que pessoas mais fortes tendem a apresentar melhor mobilidade, equilíbrio e menor risco de lesões. Isso reduz a probabilidade de quedas e incapacidades, especialmente na terceira idade. Com isso, é mais provável que mantenham a independência por mais tempo, realizando atividades cotidianas como subir escadas, fazer compras e carregar objetos.
A perda de força muscular é normal com o avanço da idade, começando por volta dos 50 anos e se intensificando ao longo do tempo. Sem a prática de exercícios de resistência, é possível perder uma quantidade significativa de massa muscular por década, o que pode levar à fragilidade, quedas, fraturas e redução da autonomia.
Além da prática regular de exercícios e de um estilo de vida ativo, a manutenção da força muscular também depende de uma alimentação equilibrada e de um sono adequado. Essa combinação de fatores é essencial para preservar a função muscular e contribuir para uma vida mais longa e saudável.