Implante dentário – Tipos, quando é indicado e como é feito

Especialista da área:
atualizado em 29/09/2021

O implante dentário é uma estrutura artificial que serve para substituir um dente perdido. Existem vários tipos de implantes e o cirurgião-dentista deve indicar qual é mais indicado para o seu caso.

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Muitas doenças de saúde bucal podem levar à perda de dentes, incluindo a cárie e a periodontite. Além disso, é possível perder um ou mais dentes em acidentes. 

Colocar um implante dentário é muito mais do que resolver um desconforto estético. De fato, além de deixar o sorriso mais bonito, o implante melhora a fala, a mastigação e evita dores.

Para fazer um implante, é necessário inserir um “parafuso” ou pino no osso maxilar, que vai servir de base para o novo dente artificial, chamado também de coroa. As coroas podem ser de vários materiais, como cerâmica, zircônia, metalocerâmica, resina, e são feitas sob medida para ficarem bem parecidas com os dentes naturais.

Uma das grandes vantagens de um implante dentário unitário é a segurança de estar com um dente fixo na boca, ficando mais confortável e próximo do natural do que uma prótese removível, com grampos e acrílico.

No entanto, o implante não é para todos, já que são necessários alguns pré-requisitos, dentre eles ter o osso maxilar saudável. Veja então quando o implante dentário é indicado e como ele é feito. 

Tipos de implante dentário

dente artificial

Geralmente, o implante dentário é classificado com base na técnica cirúrgica utilizada, que pode ser a carga imediata ou o método tradicional.

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Carga imediata

Na técnica chamada de carga imediata, o procedimento completo (implante e coroa) são finalizados muito mais rápido, podendo inclusive ser feito tudo no mesmo dia. Para essa técnica poder ser aplicada, existem algumas limitações, como a estrutura do osso do paciente e o tipo de implante a ser instalado, que poderão ser verificados diretamente com seu cirurgião-dentista.

Tradicional

A técnica mais usada é feita em etapas. Primeiramente, o implante (que é o “parafuso” ou “pino”) é fixado no osso maxilar. Apenas depois de poucos meses, é feito outro procedimento para dar início à instalação da coroa.

Embora demore mais tempo para concluir, esse método permite a utilização de alguns tipos de enxertos para ganho de osso ou de gengiva e sua cicatrização, além de possuir indicação específica para alguns casos.

Outros tipos

ilustração de implante dentário
Técnica de implante tradicional

Também existe a possibilidade de colocar um enxerto ósseo sintético ou natural no maxilar se não houver massa óssea suficiente para o implante. Normalmente, o organismo absorve o osso que sustentava o dente perdido. Por isso, às vezes se faz necessário o uso de um enxerto ósseo.

Para os casos em que possa haver uma limitação de altura do osso do paciente, ainda existe a possibilidade de utilizar um implante curto. Caso haja pouco espaço entre um dente e outro, também podemos lançar mão de implantes estreitos para sua reabilitação.

Essa técnica, chamada de implante curto ou implante no osso subperiosteal, acaba saindo mais barata do que investir em um enxerto ósseo. Vale ressaltar que o tipo de implante mais comum é o implante endosteal, em que o parafuso maior é inserido profundamente no osso maxilar.

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Há ainda o implante zigomático, que é feito quando o osso maxilar não tem condições para receber um implante ou quando não é possível colocar um enxerto ósseo. Nesse caso, a estrutura metálica é fixada no osso zigomático, que fica na maçã do rosto. No entanto, esse procedimento é mais invasivo e requer o uso de anestesia geral.

A escolha da técnica mais adequada vai depender da quantidade de dentes que devem ser substituídos, das preferências do paciente, do estado do osso maxilar e da saúde geral.

Quando é indicado o implante

O implante dentário é uma ótima opção nos seguintes casos:

  • Incapacidade ou falta de vontade de usar dentadura;
  • Um ou mais dentes faltantes;
  • Osso adequado para fixar os implantes;
  • Possibilidade de ter um enxerto ósseo;
  • Ausência de problemas de saúde que dificultam a cicatrização.

Vale lembrar que o procedimento não é indicado para crianças ou adolescentes. Além disso, pessoas em tratamento de osteoporose, quimioterapia, doença de Paget, aquelas com diagnóstico de periodontite que não tenham feito tratamento periodontal e fumantes não devem passar por uma cirurgia de implante dentário.

Em casos de outras doenças, como problemas cardíacos ou diabetes descompensada, é importante conversar com seu cirurgião dentista para saber como proceder nesses casos e qual seria a melhor indicação para sua reabilitação.

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Como é feito

como substituir dente perdido

Antes de mais nada, é preciso realizar alguns exames prévios como radiografias dos dentes e verificar como está o estado de saúde geral do paciente, descartando doenças graves e que precisem de uma atenção antes da cirurgia de implante.

Depois da avaliação, é hora de se preparar para a cirurgia. Geralmente, o procedimento é feito sob anestesia local. Em primeiro lugar, o cirurgião-dentista higieniza toda a boca. Depois disso, ele aplica a anestesia e a cirurgia inicia. 

O primeiro passo é uma incisão na gengiva para expor o osso da mandíbula. Se não houver necessidade de usar um enxerto ósseo, o osso é perfurado para que a base do implante seja inserida. Logo depois de colocar a base, o corte na gengiva é suturado.

Se o seu implante for de carga imediata, é possível terminar o procedimento no mesmo dia. Do contrário, é necessário retornar ao dentista de 3 a 6 meses depois para colocar um conector de metal entre o pino e o dente novo. Em alguns casos, é possível usar uma prótese temporária até que se possa colocar o dente artificial.

Recuperação

O pós-operatório requer repouso e o uso de alguns medicamentos indicados pelo dentista, que podem incluir analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos.

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A adaptação total do implante pode levar até 6 meses para os dentes de cima e cerca de 4 meses para os dentes de baixo.

Além de tomar a medicação e evitar esforços físicos durante uma semana, é importante higienizar o local da cirurgia de acordo com as orientações do dentista e ter uma alimentação leve e livre de alimentos quentes nos primeiros dias.

Cerca de 7 dias após a cirurgia de implante dentário, você deve voltar ao consultório do profissional para ele observar a cicatrização e remover os pontos. Nesse meio tempo, avise ele se você sentir qualquer desconforto como dor forte, inchaço que não melhora e sangramento.

Vale a pena colocar um implante dentário?

homem feliz no dentista

Substituir um ou mais dentes por um implante pode ser mais vantajoso do que usar uma ponte ou dentadura, já que o implante é visualmente mais bonito.

Apesar de o valor ser significativo, os resultados após um implante costumam valer a pena. Além disso, o preço final do implante vai depender de vários fatores, como a necessidade de enxerto ósseo, a técnica usada e a quantidade de dentes implantados. Por isso, o orçamento detalhado é fundamental para evitar surpresas desagradáveis.

Deixar espaços vazios onde antes ficavam os dentes é ruim pois pode trazer vários problemas, incluindo a mastigação incompleta de alimentos, que pode prejudicar a digestão, problemas nas articulações dos maxilares, perda óssea ao longo do tempo e deslocamento dos demais dentes para o espaço livre causando desconfortos estéticos.

Assim, o implante dentário é uma ótima opção para substituir os dentes perdidos e evitar complicações. 

Por último, lembre-se que os cuidados com dentes artificiais e implantes são tão importantes quanto os cuidados com os dentes naturais. Assim, escove os dentes regularmente e use o fio dental.

Mesmo com implantes, há necessidade de manutenção e troca das coroas em aproximadamente 10 anos ou menos, dependendo do material que foi utilizado. Após a instalação de um implante, retorne ao seu dentista regularmente para avaliação.

Fontes e referências adicionais

Você já precisou de um implante dentário? Qual foi a técnica utilizada? Gostou dos resultados? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Fernanda Nogueira

Dra. Fernanda Nogueira Figueira é cirurgiã dentista CRO RJ 28510. Graduada em Odontologia pela Faculdade de odontologia de Valença em 2002. Pós graduada em Endodontia pela Faculdade São Leopoldo Mandic escola Fluminense de Odontologia em 2012. Atualização em Endodontia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Entre em contato com ela pela sua página no Facebook.

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