Jovem revela primeiros sinais de Alzheimer da mãe, diagnosticada aos 52: “Achei que era estresse”

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Aline Pereira, 28 anos, passou por uma grande reviravolta quando a mãe, Gilvaneuda, recebeu o diagnóstico de Alzheimer aos 52 anos. A doença causa a perda progressiva da memória e afeta a capacidade de pensar, compreender e realizar tarefas simples no dia a dia e exige cuidados constantes e atenção.

A jovem precisou deixar o trabalho como cabeleireira e se dedicou integralmente aos cuidados da mãe. O filho de Aline, Gael, 3 anos, também precisa de cuidados especiais: ele foi diagnosticado com autismo nível 2 de suporte. “É muito difícil manter a calma em momentos assim. Conciliar os dois e ainda lidar com o fato de ter que abandonar meu emprego para cuidar da minha mãe me trouxe muita ansiedade”, desabafou ela, em entrevista à revista Crescer.

Pereira listou os primeiros sinais que Gilvaneuda apresentou:

  • Esquecimento de objetos: “Ela colocava a chave, celular, dentro da bolsa e achava que tinha perdido. Ela revirava a bolsa inteira, tirava tudo de dentro e não enxergava carteira, celular, chave. A gente pensava que era estresse”.
  • Dificuldades para atravessar a rua: “Muitas vezes, ela quase foi atropelada. A gente pensava que era só a desatenção, mas já era dificuldade para observar o sinal e esperar”.
  • Deixar fogão ligado: “Ela ia esquentar o leite e deixava o fogão ligado. Ela chegou a queimar o acendedor”.
  • Errar o caminho que conhece há muito tempo: “Ela começou a errar o caminho aqui de casa. Chegou a tentar abrir a casa do vizinho, achando que era a nossa. A gente mora na mesma casa há mais de 20 anos; ela conhece tudo. A gente ia ao mercado e, na volta, ela passava direto”.

Ao estranhar o comportamento da mãe, Aline procurou uma consulta com neurologista, que confirmou o diagnóstico de Alzheimer. “Minha mãe, a princípio, achou que era uma doença normal como qualquer outra, que ia se recuperar e voltar a trabalhar. Em casa, a gente meio que ficou em negação. Assim como ela, eu também pensava: ‘Ah, a médica passou os remédios, ela vai tomar e vai melhorar’. Entendemos que ela não iria melhorar quando começou a ter crise de alucinação”, recordou.

A doença avançou rapidamente: “Minha mãe começou a quebrar as coisas dentro de casa, ela ficava batendo no espelho, brigando, jogava as roupas para fora. Todos os dias, eu arrumava, guardava tudo e, no dia seguinte, ela fazia tudo de novo. Foi quando entendi que ela não iria melhorar. Daí em diante, passou a regredir cada vez mais”.

“Por dentro, eu fiquei desesperada. Nada que a gente falava amenizava o sofrimento dela. Ela passou três noites sem dormir: dizia que a gente não gostava dela, enxergava pessoas dentro de casa pedindo comida, subindo no teto ou roubando as roupas dela… Foram dias bem complicados e eu simplesmente não sabia o que fazer. Vendo ela sofrer, sofria junto”, lamentou Aline.

Ela vem compartilhando sua história e os cuidados da mãe e do filho nas redes sociais. “Os vídeos estão me ajudando a ter um pouco de esperança. Eu tenho mais ânimo para fazer as coisas”, compartilhou a jovem.

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