Impingem – O Que é, Causas, Sintomas e Tratamento

Especialista:
atualizado em 22/02/2019

A impingem é uma infecção fúngica que causa erupções cutâneas na pele. Além do incômodo estético, a impingem é contagiosa e pode causar sintomas desagradáveis como inchaço e coceira.

Aqui você vai descobrir quais são as principais causas e sintomas da impingem além de conhecer o jeito certo de como tratar e dicas de como evitar que a infecção se espalhe pelo corpo ou contagie outras pessoas.

Impingem – O Que é?

A impingem, conhecida clinicamente também como Tinea corporis ou dermatofitose, nada mais é do que uma micose causada por fungos que afeta a pele. Ela surge na forma de uma erupção cutânea que pode ter uma forma de “anel” ou círculo com uma borda mais elevada, avermelhada e escamosa do que a pele normal.

A impingem pode afetar regiões da pele dos braços, das pernas e do tronco. Também é possível ter impingem na virilha. As micoses que afetam outras partes do corpo como o couro cabeludo, as unhas, as palmas das mãos ou as solas dos pés são infecções muito parecidas, mas que são causadas por espécies diferentes de fungos.

Causas

Segundo informações do Centers for Disease Control (CDC), existem cerca de 40 espécies de fungos que podem causar micose. Os fungos que causam impingem mais comuns são: Trichophyton rubrum, Trichophyton tonsurans, Trichophyton interdigitalem, Trichophyton mentagrophytes, Microsporum canis e Epidermophyton floccosum.

Assim, fungos das famílias Trychophyton, o Microsporum e o Epidermophyton, chamados também de dermatófitos, são capazes de sobreviver na queratina morta, uma proteína encontrada na camada superior da pele. É por esse motivo que a impingem se espalha tão facilmente através da pele.

Mas como esses fungos chegam até a nossa pele?

A contração desses fungos pode acontecer pelo contato com o solo contaminado, com pessoas e animais contaminados e também pelo uso de objetos contaminados pelos micro-organismos.

Em geral, a transmissão pode ocorrer através de:

  • Solo para seres humanos (transmissão geofílica): a causa menos comum se transmissão é através do contato humano com o solo contaminado por tempo prolongado;
  • Animais para seres humanos (transmissão zoofílica): é possível contrair a micose através do contato direto com animais contaminados como ao tocar animais como cães, gatos e bovinos;
  • Humanos para humanos (transmissão antropofílica): é a forma mais frequente de transmissão em que uma pessoa contaminada transmite o fungo para outra;
  • Objetos para humanos: a micose também pode ser transmitida através do toque em objetos ou superfícies infectadas por uma pessoa ou por um animal. Exemplos de objetos incluem roupas, toalhas, pentes, roupas de cama, lençóis e escovas.

Fatores de risco

Além desses modos de transmissão, existem alguns fatores que aumentam o risco de alguém contrair uma infecção por fungo.

Os fungos em geral gostam de viver e se proliferar em ambientes úmidos e quentes. É por isso que a impingem na virilha e a próxima às dobras do braço ou das pernas são comuns, pois são regiões em que há um acúmulo de suor maior do que em outras partes do corpo.

Além do calor e da umidade, outros fatores de risco incluem:

  • Suor excessivo;
  • Prática de esportes de contato direto;
  • Uso de roupas apertadas e que não deixam a pele transpirar de forma adequada;
  • Sistema imunológico fraco;
  • Uso compartilhado de roupas, toalhas ou roupas de cama;
  • Ter um ferimento ou escoriação na pele;
  • Ser criança já que elas são mais infectadas por fungos do que os adultos;
  • Ter um animal de estimação contaminado.

Alguns sinais de micose em animais de estimação são:

  • Regiões sem pelo com formato circular;
  • Manchas escamosas na pele;
  • Áreas com pouco pelo ou que apresentam pelos frágeis e quebradiços;
  • Regiões opacas ou esbranquiçadas em volta das garras do animal.

Assim como nós, os animais precisam de cuidados e ao observar esses sinais, é importante buscar o tratamento correto com um veterinário de confiança, evitando que mais pessoas da família contraiam o fungo.

Sintomas

Os primeiros sintomas da micose ocorrem cerca de 4 a 10 dias após o primeiro contato com o fungo. Assim, fica bem difícil determinar onde o micro-organismo foi adquirido.

Nem sempre todos os sintomas são observados, mas os principais incluem:

  • Erupções na pele em formato circular ou anelar com bordas levemente elevadas em relação à pele;
  • Coceira;
  • Crostas na pele;
  • Leve inchaço na borda da impingem, que pode ser circular ou irregular;
  • Vermelhidão;
  • Bolhas;
  • Pus;
  • Erupções na pele que se espalham pelo corpo.

Não é difícil reconhecer uma impingem, mas algumas vezes a condição pode ser confundida com outros problemas na pele como o eczema, a psoríase ou a dermatite seborreica, por exemplo.

Algumas vezes, o centro da impingem mostra uma pele saudável e sem alterações, mas ao redor é nítida a borda vermelha e elevada. Nas fotos abaixo, é possível observar que a impingem pode apresentar diferentes formatos e adotar aspectos variáveis na pele, dificultando o diagnóstico.

Para confirmar se é ou não uma impingem, o profissional da saúde pode solicitar uma raspagem de pele para realizar um teste de cultura e observar o material em um microscópio.

Outra alternativa para o material raspado é imergi-lo em uma solução de hidróxido de potássio que deve matar todas as células normais, restando apenas os fungos, que poderão ser observados facilmente com um microscópio. Um teste usando uma luz negra diretamente sobre a pele também é capaz de verificar a presença de fungos na região, que irão fluorescer sob a luz.

Existem complicações?

Ao coçar uma impingem, além do risco de ela se espalhar mais facilmente para a pele ao redor e você contaminar superfícies e outras pessoas, pode ser que a pele se rompa liberando pus e causando uma infecção bacteriana no local que precisará ser tratada com antibióticos tópicos ou orais.

O tratamento da impingem é bem simples e eficaz. Porém, pessoas com o sistema imunológico comprometido, como é o caso de pessoas diagnosticadas com doenças autoimunes como a AIDS ou a diabetes ou pessoas que estão fazendo tratamentos com quimioterápicos ou esteroides, podem ter um pouco mais de dificuldade para combater a infecção.

Como tratar

O tratamento é muito importante, já que além de evitar que o fungo se espalhe sobre sua pele, você evitará contaminar outras pessoas.

Normalmente, o médico indica o uso de remédios antifúngicos durante 2 semanas para eliminar os micro-organismos. Geralmente, esses medicamentos contêm ingredientes como o clotrimazol, o tolfaftato, o miconazol e a terbinafina. Mesmo que os sintomas desapareçam antes desse período, é essencial completar o tratamento durante o tempo determinado para garantir que todos os fungos foram eliminados. Do contrário, a infecção pode retornar alguns dias depois.

Na grande maioria dos casos, a aplicação tópica de cremes, pomadas, sprays ou géis antifúngicos na região por 2 semanas é suficiente para tratar a impingem. Em infecções que já se espalharam pelo corpo e estão mais graves, pode ser necessário o uso de medicamentos antifúngicos orais como a griseofulvina, o fluconazol e o itraconazol, por exemplo.

Se após esse tempo, a infecção não for solucionada, é preciso consultar o médico novamente, pois pode ser que seu sistema imune esteja enfraquecido por algum motivo que precisa ser investigado.

Dicas de tratamento caseiro

O uso de um antifúngico é essencial para que a impingem seja tratada, pois sem o uso de fungicidas, apenas os sintomas podem melhorar, mas a infecção não será curada. Mas há algumas dicas caseiras que podem ajudar no tratamento e torná-lo mais eficaz.

– Sabonete antisséptico

Manter a área limpa é muito importante. Melhor ainda se você usar um sabonete antisséptico que pode ajudar a controlar a proliferação dos fungos na impingem. Só não se esqueça de secar bem a pele depois, já que a umidade é um fator que facilita o crescimento e a multiplicação desses micro-organismos.

– Óleo de árvore do chá

O óleo essencial de árvore de chá apresenta efeito antifúngico e antibacteriano e pode ser muito eficaz no tratamento de micoses com a impingem. É indicado aplicar o óleo de árvore do chá diretamente na região afetada sem diluição prévia.

– Cúrcuma

A cúrcuma presente no açafrão apresenta efeito antibacteriano, anti-inflamatório e antifúngico. É possível preparar uma pasta com açafrão fresco ou seu tempero com uma pequena quantidade de água. Em seguida, aplique a pasta sobre a impingem e deixe agir até a mistura secar. Depois, lave a pele e seque normalmente.

– Vinagre de maçã

O vinagre de maçã apresenta propriedades antifúngicas que podem ajudar no tratamento. A ideia é aplicar o vinagre, sem diluir, diretamente sobre a pele com a impingem. Use um chumaço de algodão para facilitar a aplicação e faça isso ao menos 3 vezes por dia.

– Óleo de coco

Outro óleo essencial com propriedades bactericidas e fungicidas é o óleo de coco. Além de ser fácil de aplicar na pele com impingem, ele é bastante útil para casos de micose no couro cabeludo já que além de combater a infecção, o óleo de coco ainda nutre os fios de cabelo.

É importante aquecer um pouco o óleo de coco antes de aplicar sobre a pele para facilitar a absorção. Aplique algumas gotinhas do óleo morno na impingem cerca de 3 vezes por dia.

– Óleo de orégano

Esse óleo é um antifúngico bastante potente que pode ajudar no tratamento da impingem. É possível encontrar um extrato desse óleo em lojas de produtos naturais ou em sites especializados na internet.

Para absorver melhor na pele, é indicado misturar algumas gotas com outro óleo como o óleo de coco ou o azeite e aplicar até 3 vezes ao dia.

– Aloe vera

Aloe vera, conhecido também como babosa, é usada há muito tempo como um remédio natural para tratar infecções causadas por fungos ou bactérias. Além de tratar a micose, aloe vera é capaz de aliviar sintomas como a coceira na região.

Basta aplicar ao menos 3 vezes por dia diretamente sobre a pele.

– Óleo de capim-limão ou chá de erva cidreira

O chá de erva cidreira e o extrato de óleo de capim-limão apresentam propriedades antifúngicas que atuam no tratamento da impingem. É possível aplicar o chá ou o extrato diretamente sobre a pele até 2 vezes por dia. Também é possível usar o próprio sachê morno do chá de erva cidreira sobre a pele.

Para cuidar da infecção em casa e promover a melhor recuperação, é indicado:

  • Evitar usar roupas que irritem ou fiquem grudadas na área infectada;
  • Lavar a roupa de cama e as toalhas diariamente durante o tratamento;
  • Manter a pele seca e limpa.

Para evitar que outras pessoas ou animais se contaminem, é recomendado:

  • Cobrir o local infeccionado com um curativo para evitar que a infecção se espalhe ou que você contamine outras pessoas;
  • Não acariciar animais de estimação durante o tratamento ou lavar as mãos antes e após o contato;
  • Evitar compartilhar objetos de uso pessoal com outras pessoas.

Lembre-se de que os tratamentos caseiros são apenas opções alternativas enquanto sua consulta médica não chega. O que vai realmente funcionar contra a impingem é um antifúngico que elimine qualquer resquício de fungos presente na sua pele, tratando a infecção existente e prevenindo novos problemas.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já foi diagnosticado com impingem ou já tinha ouvido falar dessa condição? Como foi o tratamento recomendado pelo médico? Comente abaixo!

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Sobre Julio Bittar e Dra. Patricia Leite

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2 comentários em “Impingem – O Que é, Causas, Sintomas e Tratamento”

  1. impinge cura rápido esfregando uma pasta feita com : polvora, limão sal, fazer uma pasta e
    passar na impinge, cura rapidinho