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- Uma pesquisa da Universidade de Exeter, no Reino Unido, com mais de 19 mil pessoas, mostrou que quem faz quebra-cabeças, palavras cruzadas e Sudoku regularmente mantém a função cognitiva parecida com a de pessoas até oito anos mais jovens.
- Outro estudo, feito por neurocientistas nos Estados Unidos, sugere que a prática frequente desses passatempos pode atrasar em vários anos o surgimento de sintomas de doenças neurodegenerativas.
- Segundo Matthew Kiernan, diretor executivo da Neuroscience Research Australia, quanto mais os neurônios são estimulados, mais eles se conectam entre si, o que beneficia o cérebro.
- Esses passatempos ajudam a formar a chamada reserva cognitiva, uma rede de conexões que permite ao cérebro processar informações por diferentes caminhos.
- Para Kiernan, nem é preciso muito tempo: cerca de dois minutos diários de quebra-cabeça, mantidos ao longo dos anos, já podem trazer efeitos significativos para a saúde do cérebro.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Exeter, do Reino Unido, mostrou que pessoas que se dedicam regularmente a quebra-cabeças, palavras cruzadas e Sudoku, mantêm níveis de função cognitiva semelhantes aos de indivíduos até oito anos mais jovens.

O estudo Project foi realizado com mais de 19 mil pessoas e integra uma série de pesquisas que investigam os possíveis benefícios dos passatempos para a saúde cerebral.
Outro trabalho, conduzido por neurocientistas nos Estados Unidos, também sugeriu que a prática frequente de quebra-cabeças pode retardar em vários anos o aparecimento de sintomas associados a doenças neurodegenerativas.
Matthew Kiernan, diretor executivo da Neuroscience Research Austrália, explicou o porquê desse tipo de atividade beneficiar o cérebro. “Células que disparam juntas se conectam. Portanto, quanto mais você estimular seus neurônios, melhor”, pontuou ao jornal britânico The Telegraph.
Esses passatempos estimulam o cérebro intelectualmente e favorecem a formação e o fortalecimento de conexões entre os neurônios. Eles também podem ajudar a construir a chamada reserva cognitiva, uma espécie de rede de conexões que permite ao cérebro transmitir e processar informações por diferentes caminhos.
Ademais, não é necessário dedicar muito tempo à atividade. Segundo Kiernan, até dois minutos diários de quebra-cabeças podem produzir efeitos significativos quando a prática é mantida ao longo dos anos.
“Pode ser no começo do dia, durante o café da manhã ou deitado na cama à noite. Não importa muito. Trata-se de cuidar de si mesmo”, declarou o profissional, por fim.
