Em Estudo, Pombas Foram Capazes de Identificar o Câncer de Mama em 99%

Especialista:
atualizado em 04/03/2020

Pesquisas recentes apontaram que pombas teriam a capacidade de identificar corretamente o tecido canceroso em mamografias e imagens digitalizadas de microscópios invisíveis.

Elas também se saíram bem em uma determinada tarefa de classificação de mamografia. A habilidade das pombas pode ajudar a melhorar as novas tecnologias de diagnóstico baseadas em imagens.

O estudo foi divulgado na publicação científica Plos One, que apontou que as pombas acertaram 99% dos casos.

Provavelmente não maior do que a ponta do seu dedo indicador, o cérebro do pombo, no entanto, tem capacidades impressionantes.

“Os pombos podem distinguir identidades e expressões emocionais de rostos humanos, letras do alfabeto, cápsulas farmacêuticas disformes e até pinturas de Monet vs Picasso”, disse o professor Edward Wasserman, da Universidade de Iowa, co-autor do estudo, que enfatizou que as aves têm uma grande inteligência visual que supera a de humanos. Enquanto os nossos olhos têm três receptores de cores, os destas aves possuem cinco.

“Sua capacidade de memória visual é igualmente impressionante, com uma recordação comprovada de mais de 1.800 imagens.”

Dadas essas habilidades, os cientistas começaram a se perguntar como os pombos se sairiam em testes de patologia.

As pesquisas, lideradas pelo professor de patologia Richard Levenson, da Universidade da Califórnia, demonstraram que estas aves são capazes de distinguir entre tecido saudável e tecido canceroso.

Em um dos experimentos, a equipe de Levenson apresentou 144 imagens em preto e branco e em cores a oito pombas.

Cada ave foi instruída a distinguir imagens microscópicas de tecido canceroso e não canceroso, a partir de uma tela azul ou amarela para indicar a qual categoria o tecido pertencia (saudável ou doente), sendo recompensada com comida apenas quando tivesse uma resposta correta.

No caso de erro, as pombas seguiam vendo imagens. Após duas semanas de estudo, a precisão aumentou de 50% para 85%. Para evitar que as aves pudessem identificar as imagens por memorização, novas imagens foram inseridas e intercaladas.

Os pesquisadores também tentaram uma segunda abordagem de combinação das decisões de um grupo de quatro aves, que levou a uma impressionante precisão de 99% no diagnóstico.

Nem a ausência de cor nem a mudança na compreensão das imagens afetou a habilidade das pombas, segundo o estudo.

No entanto, quando a equipe colocou as pombas para identificar massas suspeitas nas mamografias – um trabalho importante, difícil para os próprios médicos radiologistas – elas não foram capazes de reconhecer se eram benignas ou malignas.

Mas as aves podem ajudar pesquisadores e engenheiros no desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico de câncer baseadas em imagens.

Tais ferramentas devem ser validadas por clínicos treinados, para garantir qualidade e confiabilidade. Este é um processo longo e caro, para quem sabe, ser utilizado com eficácia no futuro.

Você acreditaria no diagnóstico feito com a ajuda de uma pomba para o câncer de mama? O que achou desse experimento um tanto diferente? Comente abaixo!

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