O jejum intermitente tornou-se um dos métodos de emagrecimento mais famosos no Brasil e no mundo. No entanto, uma pesquisa publicada na revista científica Cochrane Database of Sustematic Reviews indica que a estratégia não apresenta grandes benefícios em comparação às outras dietas.

Os cientistas analisaram 22 ensaios clínicos randomizados, envolvendo 1.995 adultos com sobrepeso ou obesidade. Eles compararam tipos de jejum intermitente com dietas tradicionais de restrição calórica ou com a ausência de intervenção.
Quando comparado a dietas tradicionais, o jejum intermitente pode resultar em poucas ou nenhuma diferença na perda de peso. Em relação a não fazer nenhum tratamento, o impacto também foi pequeno, ou seja, ele não se mostrou mais eficaz do que simplesmente reduzir calorias por métodos convencionais.
A pesquisa sugere que o fator determinante continua sendo o déficit calórico, ou seja, consumir menos calorias do que o corpo gasta, independentemente do formato escolhido.
No entanto, os autores também destacam limitações importantes nos trabalhos revisados, tais como: a maioria dos estudos acompanhou os participantes por até 12 meses, o que é considerado um prazo curto; muitos ensaios tinham tamanho pequeno; houve pouca informação sobre efeitos adversos e sobre a satisfação dos participantes; e esses pontos reduzem a confiança em qualquer promessa de benefício superior.
Para os cientistas, não é que o jejum intermitente não funcione. Ele de fato ajuda algumas pessoas a organizar a alimentação e reduzir calorias. Mas os resultados apresentados não mostram evidência de que ele seja melhor do que uma dieta tradicional para perda de peso.
Para quem busca emagrecer, a escolha deve considerar acompanhamento profissional, condições de saúde e, especialmente, uma estratégia que seja sustentável a longo prazo.








