Moli Morgan, 22 anos, sofreu uma convulsão durante as férias e, mesmo após o susto, não buscou ajuda médica por achar estar sofrendo consequências de uma insolação. No entanto, a jovem descobriu se tratar de um tumor cerebral.

A fazendeira, que vive no País de Gales, estava viajando com o namorado, Ollie Higgins, 22 anos. Tudo parecia bem até a véspera do voo de volta. “Eu só tive enxaqueca, mas não pensei em nada na época”, admitiu ela ao tabloide The Sun.
Naquela noite, Moli sofreu duas convulsões: uma por volta da 1h da manhã e outra 20 minutos depois. Médicos do resort foram chamados e atribuíram o episódio ao calor e à desidratação. “Eu acreditei. Estava muito quente e eu não tinha bebido muita água”, relatou. Mesmo não estando completamente recuperada, Morgan voltou para casa no dia seguinte.
Já no Reino Unido, uma das irmãs de Moli, que é enfermeira, sugeriu que ela fosse ao hospital por precaução. Após exames, os médicos descobriram que a causa das convulsões erra um tumor cerebral de 4 cm, do tipo glioma, localizado no lado esquerdo do cérebro.
“Eu simplesmente não conseguia acreditar. Não tive nenhum sintoma real antes e me sentia completamente bem. Foi assustador, você sempre espera o pior quando ouve as palavras ‘tumor cerebral’”, relatou.
A jovem ficou internada por alguns dias, recebendo medicamentos anticonvulsivantes. Depois, foi encaminhada a um hospital em outra cidade. Moli precisou passar por uma cirurgia delicada, já que o tumor estava próximo à área responsável pela linguagem e, por isso, Moli precisaria permanecer acordada durante o procedimento. “Nem pensei muito, só queria fazer o que fosse preciso”, declarou.
O procedimento aconteceu em dezembro. Um intérprete esteve presente para se comunicar com Moli em galês, a primeira língua dela. “Tinha uma apresentação em PowerPoint com imagens de animais e comidas. Eu precisava repetir as palavras. Quando eu errava, a equipe entendia que não podia mexer naquela área”, explicou.
A cirurgia durou quatro horas. “Recebi cerca de 28 pontos na cabeça e fiquei alguns dias no hospital. Já fiz duas ressonâncias de acompanhamento e, se continuar tudo bem, os exames passarão a ser feitos a cada seis meses”, afirmou.
A médica responsável elogiou o resultado e disse que era fundamental garantir que Moli continuasse conseguindo falar gales e inglês após a cirurgia. Segundo a especialista, o trabalho do intérprete foi essencial para isso.
Em recuperação, Moli mantém o bom humor e aproveita a nova fase da vida com gratidão. Junto com a mãe, Carol, ela arrecadou £ 345 (equivalente a quase R$ 2,6 mil) em um evento de canto natalino, a fim de doar à ala hospitalar que cuidou dela.
“É muito bom voltar aqui e agradecer a todos. Temos boas lembranças, e nosso resultado foi muito positivo”, concluiu Carol.








