Mulher confunde câncer de pele com espinha: “Até espremi”

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A empresária Fabiana Amorim, 53 anos, percebeu uma mancha na testa e acreditou ser apenas uma espinha. No entanto, depois e a casquinha cicatrizou, a ferida continuava lá e a paulista decidiu procurar uma dermatologista. Lá, ela recebeu uma triste notícia: era um câncer de pele.

Tudo começou em junho de 2025, quando Fabiana olhou no espelho e viu uma mancha com a ponta preta. “Achei que era uma espinha. Primeiro, não quis cutucar, mas ela não saiu, continuou ali. Resolvi espremer, chegou a machucar, deu casquinha. Pensei: ‘Bom, agora a casquinha vai sumir e ela vai sumir junto’”, recordou, em entrevista ao site Crescer.

A casquinha demorou alguns dias para cicatrizar e, quando sumiu, a espinha continuava lá. Nesse momento, ela chegou a cogitar câncer de pele. “Mas pensei que não devia ser isso. Sou muito vaidosa, vou ao dermatologista todo ano, protejo demais minha cara, uso protetor solar, boné, chapéu… Mas a espinha não saía. Pensei que devia ser um cabelo encravado. Tentei achar a pontinha do cabelo para puxar, mas não achava”, contou.

Ela conversou com uma amiga, que contou um caso parecido que se tratava de um câncer de pele. “Falei: ‘Ferrou’. Corri para a minha médica. Ela, só de olhar, já falou que ia me encaminhar para um dermato oncológico e cirurgião. Aí foi que bateu o desespero”, admitiu Fabiana.

A paulista, então, decidiu marcar uma consulta com especialista, que confirmou o diagnóstico de carcinoma basocelular, um tipo comum de câncer de pele. “Ela fez todos os exames e disse que não dava para retirar o câncer no consultório, teria que marcar em um hospital, pois ia precisar de um microscópio”, diz. “Por mais que eu saiba que o câncer de pele é o tipo mais tranquilo de enfrentar, não é uma notícia fácil de receber. Vai ser uma cirurgia e já está grande, parece uma raiz de árvore ramificada”, detalhou.

A empresária precisou realizar uma cirurgia de remoção. “Tem que fazer o agendamento de hospital e pedir autorização para o plano de saúde. Também já estou procurando um cirurgião plástico para acompanhar e deixar uma cicatriz bem pequena”, explicou.

Mãe de Tom, de 10 anos, Fabiana recordou o momento em que precisou compartilhar o diagnóstico com o herdeiro. “Tenho uma relação muito transparente com ele, de amizade, de parceria. Quando contei que a pintinha da mamãe vai precisar fazer uma cirurgia, que é um câncer de pele, a primeira reação dele foi começar a chorar”, lembrou.

“Eu falei: ‘Vai ser muito tranquilo. E mamãe promete que, se for ficar alguma cicatriz, mamãe vai pedir para o médico para fazer igual à do Harry Potter. Um raio, sabe? Igual quando ele enfrentou o Voldemort’. Ele começou a rir”, completou.

O diagnóstico mudou sua forma de pensar: “A gente tem que ser feliz, a gente tem que viver bem, a gente não tem que dar valor a tanta besteira que, às vezes, a gente dá como preocupações. Eu estou repensando bastante a minha vida, a minha trajetória, o que dou valor e o que posso deixar para lá”, afirma. “Eu quero estar cada vez mais presente para o meu filho, vivendo hoje, agora, curtindo e ensinando coisas legais para ele”.

Amorim vem usando sua história para conscientizar outras pessoas. “Nós, mulheres, fazemos check-up todos os anos, a gente está muito preocupada com câncer de mama, câncer de útero, câncer de ovário, tireoide. Mas câncer de pele, a gente não se preocupa. É uma pinta, é uma espinha. Talvez, se não fosse na testa, eu ia demorar anos para descobrir”, declarou.

A empresária acredita que, apesar de sempre dar atenção à pele, todo cuidado é pouco. “Para mim, ficou o aprendizado de que tenho que ir a dois médicos. Um dermatologista estético, quando eu quero fazer um botox ou um preenchimento, e eu tenho que ter um dermatologista clínico para ir lá e falar: ‘Olha as minhas pintas e as minhas manchinhas’. Acho que esse alerta fica. Você tem um dermatologista? Quando você vai lá, ele olha todas as suas pintas, todas as suas manchas? Ou ele está focado na estética? Então, eu quis fazer esse movimento nas minhas redes sociais”, pontuou.

“Às vezes, a gente está indo ao médico acreditando que ele está cuidando, que ele está olhando e ele não está. Isso assusta”, diz. “Ainda mais nós que somos, mães, que temos filhos pequenos e queremos vê-los crescendo e participar da vida deles, temos que ter muita atenção”, concluiu.

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