Propriedades dos Alimentos

Peru é remoso?

Publicado por
Dra. Patricia Leite

Protagonista da ceia de Natal, o peru é uma carne muito apreciada em todo o Brasil, mas será que ele é remoso?

Os alimentos remosos, também chamados de reimosos, são aqueles que, de acordo com a sabedoria popular, atrapalham a cicatrização de ferimentos.

Por isso, iremos agora entender o que é um alimento remoso, o que eles podem fazer em nosso organismo e descobrir se o peru é um deles ou não.

O que são alimentos remosos?

Para saber se o peru é remoso, precisamos primeiro conhecer as definições para esse termo.

Então, de acordo com o dicionário, a expressão remoso significa “capaz de prejudicar a saúde, que faz mal à saúde, especialmente ao sangue […]”.

Já o termo reimoso não possui uma classificação científica, e é uma expressão antiga, associada à sabedoria popular, que também pode definir os alimentos gordurosos, capazes de provocar inflamação e reações alérgicas na pele.

Por isso, esses alimentos são evitados em períodos de pós-operatório, ou por pessoas que fizeram tatuagem recentemente.

E as alergias alimentares?

Como a própria tradição popular diz, alimentos remosos podem causar reações alérgicas, em especial na pele.

E alguns alimentos têm uma maior tendência a causar esse tipo de problema, como:

Esse tipo de alergia comumente causa sintomas como vermelhidão, coceira e bolhas na pele, o que pode ter contribuído para a crença popular de que esses alimentos prejudicam a cicatrização.

E então, será que o peru é remoso?

O peru é um dos itens que marca presença em quase todas as listas de alimentos remosos, ao lado de outros como carneiro, crustáceos, porco, chocolate e ovo.

Mas é importante ressaltar que a versão natural do produto, ao contrário dos embutidos industrializados, pode não ser a culpada.

O peito de peru sem pele, por exemplo, é um alimento rico em proteínas e diversos nutrientes benéficos, com baixa gordura, e que só causaria problemas para pessoas alérgicas de fato.

Os embutidos de peru

A versão embutida do peru é um alimento que merece maior atenção e cuidado. Isso porque os embutidos são compostos por aditivos químicos que prejudicam a saúde do nosso organismo.

Para aumentar o “tempo de prateleira”, o que significa dar ao alimento uma validade maior, esses produtos podem receber a adição dos chamados compostos nitrogenados, como o nitrito de sódio, que já foram associados ao risco do desenvolvimento de doenças crônicas e do câncer. Então, quanto menos esses alimentos forem consumidos, melhor.

Além disso, também existe o risco de contaminação por bactérias, o que pode provocar intoxicação ou infecção alimentar.

Os sintomas dessas doenças podem incluir:

  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Fadiga;
  • Comprometimento muscular.

Por isso, é sempre importante checar se as embalagens possuem focos de umidade ou bolhas de gás, que podem indicar a presença de micro-organismos.

É necessário também tomar cuidado na hora de conservar esses alimentos, para evitar a contaminação: eles devem ser mantidos em um ambiente refrigerado,abaixo dos 5º C.

A questão do sódio

Quando se trata do embutido de peru, outro motivo importante para controlarmos a ingestão do alimento é o seu teor de sódio.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), adultos saudáveis devem consumir no máximo 2 g de sódio por dia, e preferencialmente esse consumo deve ser até mesmo menor do que isso.

Já as pessoas com alguns problemas de saúde, como hipertensão ou insuficiência renal, devem restringir ainda mais o consumo do mineral. Então, mesmo que o ideal seja evitar o consumo de embutidos de peru, caso queira incluir o alimento na dieta, opte sempre pelas versões com menor teor de sódio.

Você já tinha ouvido falar que peru é remoso? Tem costume de consumir essa carne? Já sentiu algum efeito colateral como os listados acima? Comente abaixo!

3.2 de 5
Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition.

Publicado por
Dra. Patricia Leite