Policitemia – Sintomas, causas e como tratar

Especialista da área:
atualizado em 09/04/2021

Você sabe o que é policitemia? Esse distúrbio do sangue pode ser perigoso. Por isso, conheça os sintomas, causas e como tratar.

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A policitemia – ou eritrocitose – é uma condição em que há o acúmulo de glóbulos vermelhos no sangue.

O problema de ter muito sangue no corpo é que ele fica mais viscoso. Como resultado, ele leva mais tempo para alcançar todos os órgãos – podendo prejudicar a função de alguns deles por causa desse atraso na circulação sanguínea.

Além disso, a policitemia aumenta o risco de coágulos sanguíneos e de outros problemas de saúde.

O diagnóstico geralmente começa pelo exame de sangue. Por isso, aproveite para conferir o que mostra um exame de sangue completo e cuide melhor da sua saúde.

Tipos e causas de policitemia

Existem 2 tipos principais de policitemia: a primária e a secundária.

Policitemia primária

A policitemia primária (ou policitemia vera) é uma manifestação rara da doença. Trata-se de um câncer que faz com que a medula óssea produza hemácias em excesso – chamadas também de eritrócitos ou de glóbulos vermelhos.

Além disso, não são apenas as células vermelhas que se desenvolvem em excesso, mas também os glóbulos brancos e as plaquetas.

Não se sabe exatamente por que a policitemia vera se desenvolve, mas observa-se que ela aparece em pessoas mais velhas e em homens.

Além disso, existem fatores genéticos que podem influenciar no desenvolvimento da policitemia. De acordo com a Leukemya & Lymphoma Society, praticamente todas as pessoas com policitemia vera têm uma mutação no gene JAK2.

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Policitemia secundária

Já a policitemia secundária é mais comum e não tem nada a ver com um câncer.

Na policitemia secundária, apenas as hemácias são produzidas em excesso. As possíveis causas da policitemia são:

  • Estar em um local com altitude muito elevada;
  • Sofrer de apneia obstrutiva do sono;
  • Apresentar alguns tipos de tumores;
  • Ter uma doença cardíaca ou pulmonar que reduz os níveis de oxigênio no corpo.

Neste caso, é preciso investigar a doença por trás do aumento das células sanguíneas.

Policitemia relativa

Por fim, existe ainda um terceiro tipo de policitemia que é a relativa.

Às vezes, o aumento do número de hemácias têm a ver com o baixo volume do sangue. Nesse caso, é provável que a causa seja a desidratação e não um problema na produção dos glóbulos vermelhos. Por isso, aproveite e veja também quais são os sintomas da desidratação.

Sintomas

amostra de sangue

A policitemia é uma doença que surge muito lentamente. Por isso, é difícil observar os sintomas da doença.

Assim, a forma mais eficaz de identificar a doença precocemente é através de exames de sangue de rotina.

A saber, os níveis de alerta de hemácias no sangue são:

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  • Acima de 5,4 milhões de hemácia por microlitro de sangue em mulheres;
  • Acima de 5,9 milhões de hemácia por microlitro de sangue em homens.

Ao notar níveis altos de hemácias no sangue, o médico pode pedir exames complementares como a biópsia de medula óssea – que consiste na coleta de uma amostra do líquido da medula para análise.

Ainda que a maioria das pessoas não tenha sintomas perceptíveis, é possível que ocorram os seguintes sintomas:

  • Sangue mais viscoso;
  • Problemas de circulação;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Suor excessivo;
  • Hematomas ou sangramentos;
  • Sangramento na gengiva;
  • Visão embaçada;
  • Sangramento nasal frequente;
  • Pele vermelha;
  • Cansaço;
  • Coceira.

Como tratar

tratando policitemia

O tratamento da policitemia é importante para evitar complicações de saúde, que incluem o infarto do miocárdio.

Em primeiro lugar, consulte um hematologista para avaliar os seus exames e definir o melhor tratamento.

Certamente, o tratamento vai depender da causa da doença e do tipo de policitemia. No caso da apneia, por exemplo, é preciso tratar o distúrbio do sono para de fato resolver a contagem alta de glóbulos vermelhos. Casos assim são mais fáceis de resolver.

Por outro lado, a policitemia vera é mais grave e mais difícil de tratar. O tratamento consiste em estratégias para controlar os níveis de glóbulos vermelhos no sangue a fim de prevenir complicações. Sendo assim, as opções terapêuticas incluem:

  • Flebotomia terapêutica ou sangria para remover o excesso de glóbulos vermelhos;
  • Remédios como a hidroxiuréia ou o interferon alfa para diminuir a quantidade de hemácias;
  • Aspirina para afinar o sangue;
  • Anti-histamínicos para aliviar a coceira;
  • Remédios para inibir a atividade da enzima JAK2.

Por fim, mudanças no estilo de vida são sempre bem-vindas. A prática de atividades físicas, por exemplo, melhora a circulação sanguínea e pode diminuir o risco de complicações indesejadas.

Quando tratada, a policitemia não interfere na qualidade de vida, mas é importante manter os cuidados para o resto da vida.

Fontes e Referências Adicionais

Como andam os seus exames de sangue de rotina? Algum sinal de policitemia? Comente então abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco é Cirurgião do aparelho digestivo, Cirurgião geral - CRM 597798 RJ/ CBCD. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na área de transplantes na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010. Dr. Lucio Pacheco é um profundo estudioso na área de doença hepática e escreveu dezenas de livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico-cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D´Or e do Hospital Copa D´Or. Além disso é diretor médico do Instituto de Transplantes. Suas áreas de atuação principais são: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia, e transplante de fígado. Dr. Lucio é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos e diversos. Para mais informações, entre em contato com ele.

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