Terminou o namoro? Pesquisa de Harvard diz que o fim de um relacionamento pode deteriorar o sistema imunológico

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A revista científica Nature, do Reino Unido, decidiu ir mais a fundo no sentimento e tudo o que ele pode causar na vida de uma pessoa. E as descobertas foram surpreendentes.

Um levantamento bibliométrico mapeou os artigos científicos publicados sobre o amor na última década e revelou as principais tendências de pesquisa sobre o tema. Ao todo, cerca de 7 mil estudos em inglês foram analisados, com destaque para Estados Unidos, Reino Unido e China como líderes na produção acadêmica.

Os pesquisadores apontam que o amor ainda não possui uma definição única, mas já reúne mais de 40 conceitos organizados em categorias como afeto, proximidade, compaixão e compromisso.

Entre as teorias mais conhecidas está a proposta de Robert Sternberg, que define o amor a partir de intimidade, paixão e compromisso. Segundo os estudos, relações mais duradouras tendem a equilibrar intimidade e compromisso.

As pesquisas recentes também analisam o impacto da cultura, das desigualdades de gênero e das relações digitais. Áreas como psicologia, sociologia e neurobiologia concentram grande parte dos estudos atuais sobre o sentimento.

Término de relação

Um estudo recente da Universidade de Harvard aponta que o término de uma relação amorosa promove a produção de alguns hormônios e mudanças no sistema imunológico, causando o deterioramento deste sistema. Entre elas estão o cortisol e a adrenalina (esta última pertence a um grupo denominado catecolaminas), que aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial.

O excesso de catecolaminas pode, aliás, levar a uma disfunção na microvasculatura, assim como a espasmos das artérias do coração. Essas mudanças são apontadas no estudo da fisiopatologia da “síndrome do coração partido”, chamada assim por um grupo de pesquisadores japoneses no final dos anos 90.

Tal resposta do organismo é acompanhada de um aumento na produção de proteínas inflamatórias denominadas citocinas e de uma modificação na atividade do sistema imunológico, que, caso prolongada no tempo, leva a alterações em sua função e favorece o aparecimento de infecções.

Além de buscar compreender melhor a fisiologia de um “coração partido”, outros novos estudos analisam o amor e o desamor por meio, inclusive, das condições genéticas dos indivíduos.

Os neurocientistas examinaram a ativação de diferentes regiões cerebrais que são desencadeadas por atividades românticas. Foram identificadas até doze zonas do cérebro envolvidas nos processos da paixão.

A ressonância magnética funcional (fMRI) surgiu como uma técnica destacada para estudar a base neurobiológica do amor. Os cientistas identificaram regiões cerebrais específicas associadas ao sentimento, incluindo a ínsula e o córtex cingulado anterior.

Essas regiões estão envolvidas no processamento de emoções relacionadas a objetos valiosos. A ativação de áreas relacionadas com a recompensa do cérebro, especialmente aquelas ricas em oxitocina, foi observada em indivíduos que experimentam o amor.

E não para por aí: outras pesquisas demonstraram que as regiões associadas ao processamento de recompensa, como a área tegmental ventral e o núcleo accumbens, estão envolvidas na experiência do amor.

Tempo

As pesquisas indicam que 18 meses é o tempo máximo de duração dos sentimentos amorosos mais intensos. Depois disso, o corpo se defende e impede a descarga energética que isso demanda. Durante esse tempo, 65% das horas em que um indivíduo está acordado, ele pensa na pessoa amada. A participação do sistema de recompensa supera as expectativas.

Estudos recentes demonstraram que, durante as etapas iniciais do amor, as regiões cerebrais relacionadas com a recompensa, incluindo as áreas tegmentais ventrais bilaterais, se ativam com mais intensidade em comparação com as etapas posteriores da paixão. A área tegmental ventral (ATV) é uma região do cérebro humano que se encontra no mesencéfalo.

Ela é composta por um grupo de neurônios que se projetam para diversas partes do cérebro e desempenha um papel fundamental na motivação, desejo, prazer e avaliação afetiva.

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