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- Um estudo mediado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) descobriu que pelo menos 42,5% da população mundial tem algum tipo de distúrbio neurológico, o principal motivo de incapacidade nas pessoas.
- Desde 1990, as mortes e sequelas causadas por distúrbios cerebrais aumentaram 18%, com destaque para o crescimento de mortes prematuras em países com estruturas de saúde neurológica limitadas.
- Entre as dez principais doenças neurológicas listadas pelos autores estão AVC, Alzheimer e outras demências, enxaqueca, epilepsia, meningite e neuropatia diabética, que triplicou em número de casos desde 1990.
- O estudo também relaciona o aumento dos distúrbios neurológicos à Covid-19, já que o coronavírus pode levar a comprometimento cognitivo a longo prazo e, em alguns casos, à síndrome de Guillain-Barré.
- Segundo David Merill, do Pacific Neuroscience Institute, hábitos como exercícios regulares, socialização, estimulação cognitiva e alimentação saudável ajudam a reduzir o risco de condições neurológicas crônicas.
Um novo estudo mediado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) descobriu que pelo menos 42,5% da população mundial tem algum tipo de distúrbio neurológico. Além disso, a pesquisa mostrou que este é o principal motivo de incapacidade nas pessoas.
O aumento de doenças cerebrais também está sendo relacionado ao aumento de mortes prematuras, especialmente em países do terceiro mundo, devido a instalações de saúde neurológica limitadas. Desde 1990, as mortes e sequelas causadas por distúrbios cerebrais aumentaram 18%.

Os autores do estudo listaram as 10 principais doenças neurológicas, que incluem acidente vascular cerebral (AVC), encefalopatia neonatal, enxaqueca, doença de Alzheimer e outras demências, neuropatia diabética, meningite, epilepsia, complicações neurológicas devido ao parto prematuro, transtorno do espectro autista e câncer no sistema nervoso.
A neuropatia diabética, dano nervoso que ocorre devido ao diabetes elevado, é a doença cerebral que mais cresceu nos últimos anos e triplicou no número de casos desde 1990.

O estudo notou também que o aumento dos casos de doenças nervosas pode ser relacionado à Covid-19, uma vez que as estatísticas mostram que o coronavírus leva a um comprometimento cognitivo a longo prazo e à síndrome de Guillain-Barré, em alguns casos.
David Merill, diretor do Pacific Neuroscience Institute, na Califórnia, instruiu: “Nossos comportamentos relacionados à saúde fazem a diferença. Podemos reduzir nosso risco de desenvolver condições neurológicas crônicas, como a demência, através da otimização de nossos comportamentos relacionados ao estilo de vida. Isso inclui exercícios regulares, socialização, estimulação cognitiva e uma dieta saudável”.