Ver resumo
- Uma pesquisa de 15 anos, publicada na revista científica Nature Aging, associa o consumo de carne vermelha, alimentos processados e bebidas adoçadas a maior risco de doenças neurológicas como demência, Alzheimer e Parkinson.
- O estudo, feito por cientistas espanhóis e suecos, analisou dados de 2.473 idosos, a maioria mulheres com pouco mais de 70 anos, que mantiveram suas rotinas alimentares normais durante a observação.
- Quem consumia mais carne vermelha, processados e bebidas açucaradas teve maior risco de desenvolver problemas mentais, depressão e outras doenças ligadas à idade, como diabetes, artrite, osteoporose, doenças cardíacas e câncer.
- Já pessoas com dietas ricas em frutas, vegetais, nozes, legumes, grãos integrais, peixe e azeite de oliva tiveram progressão mais lenta das doenças neurológicas, com em média duas a três doenças a menos.
- Os pesquisadores destacam a importância da alimentação para a saúde dos idosos e planejam novos estudos sobre quais dietas mais influenciam a longevidade.
Uma pesquisa realizada ao longo de 15 anos mostrou novas evidências em torno do consumo de carne vermelha, alimentos processados e bebidas adoçadas. De acordo com o estudo publicado na revista científica Nature Aging indicam os riscos associados ao consumo de produtos assim à saúde neurológica, podendo aumentar a possibilidade de doenças como demência, Alzheimer e Parkinson.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas espanhóis e suecos analisaram dados de 2.473 idosos, sendo a maioria mulheres com pouco mais de 70 anos.
Durante o período de observação, os voluntários não foram submetidos a dietas específicas e seguiam suas rotinas alimentares normais, que eram analisadas e classificadas de acordo com a semelhança e padrões saudáveis reconhecidos cientificamente.
Os dados observacionais mostraram que as pessoas que consumiam grandes quantidades de carne vermelha, alimentos processados e bebidas açucaradas tinham mais risco de desenvolver as condições mentais, depressão e outras comorbidades associadas à idade, como diabetes, artrite, osteoporose, doenças cardíacas e câncer.
No entanto, os pesquisadores observaram uma progressão mais lenta das doenças neurológicas entre as pessoas que seguiam planos alimentares ricos em frutas, vegetais, nozes, legumes, gorduras saudáveis, grãos integrais, peixe e azeite de oliva, além da ingestão limitada de carne vermelha e alimentos processados.
Em média, pessoas com regimes mais saudáveis tinham duas a três doenças a menos, quando comparadas com as que consumiam dietas de menor qualidade nutricional.
“Nossos resultados mostram a importância da dieta para influenciar o desenvolvimento de multimorbidade em populações idosas”, destaca o coautor do artigo, Adrián Carballo–Casla, em entrevista ao portal britânico Daily Mail.
A equipe pretende realizar novas pesquisas para analisar quais dietas tem mais impacto na longevidade dos idosos.
