Por muito tempo, o sal iodado foi considerado o principal motivo da pressão alta. No entanto, a falta de outro nutriente pode resultar no problema de saúde: o potássio.

Facilmente encontrado em frutas como banana e abacate, o nutriente é peça central do mecanismo chamado bomba de sódio e potássio. O sistema consiste em controlar, na corrente sanguínea, o equilíbrio de íons (átomos eletricamente carregados) de sódio e potássio, que conduzem impulsos nervosos.
A bomba funciona retirando íons de sódio das nossas células e colocando potássio para dentro delas, utilizando ATP, nossa principal molécula tanto de armazenamento quanto de transferência de energia. Para entender melhor, basta pensar na bomba como uma balança: quando o potássio cai, o sódio pesa mais e o corpo retém água para compensar.
Caso o consumo de potássio seja pequeno e o sódio se acumule nas células, mais água é retida junto com o cálcio, o que tende a levar à contração muscular vascular e, consequentemente, à pressão alta.
A quantidade diária recomendada para ingestão, segundo a OMS, é de 3,5 gramas para adultos e pode ser obtida em vários alimentos, de frutas a legumes e tubérculos, como banana, feijão, batata, mandioca, espinafre, abóbora e água de coco.
Especialistas recomendam, como primeiro passo, substituir gradualmente alimentos ultraprocessados por fontes naturais de potássio. Como, por exemplo, trocar o salgadinho por banana, o refrigerante pela água de coco, além de incluir feijão e batata-doce regularmente nas refeições.
Mas vale lembrar que o consumo excessivo de potássio também pode levar ao aumento de pressão arterial, especialmente em pessoas hipertensas que já estão usando medicamentos para controlar a pressão.
Ademais, pessoas com doença renal crônica, principalmente as que utilizam diuréticos, inibidores de ECA e bloqueadores de angiotensina, precisam de avaliação especial antes de mudanças bruscas na dieta.
