Implante de Retina Conectado ao Cérebro Faz Mulher Voltar a Enxergar Após 15 Anos

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  • A espanhola Bernadeta Gómez, de 57 anos, voltou a enxergar imagens em baixa resolução após 15 anos de cegueira graças a um implante experimental desenvolvido pelo Dr. Eduardo Fernandez, da Universidade Miguel Hernandez, na Espanha.
  • Uma câmera acoplada a óculos captura o campo de visão e envia os dados a um computador, que os transforma em impulsos elétricos enviados a um implante conectado ao córtex visual do cérebro por um cabo ligado a uma porta no crânio.
  • O implante estimula neurônios do córtex visual, fazendo Bernadeta perceber pontos amarelos e formas chamadas fosfenos, que ela aprendeu a interpretar como objetos ao redor.
  • O dispositivo precisou ser removido seis meses depois porque ainda não é aprovado para uso a longo prazo: o sistema imunológico do corpo passa a atacar os eletrodos e enfraquecer o sinal.
  • A equipe de Fernandez planeja testar o implante em mais cinco pacientes nos próximos anos, na esperança de ajudar outras pessoas cegas por problemas no sistema nervoso.

A espanhola Bernadeta Gómez, de 57 anos, voltou a enxergar imagens, mesmo que em baixa resolução, após 15 anos de cegueira, devido a uma tecnologia que ainda está em seus primeiros passos.

A espécie de “óculos” é um implante desenvolvido na Espanha pelo Dr. Eduardo Fernandez, diretor de neuroengenharia da Universidade Miguel Hernandez, em Madri, e dribla as deficiências óticas da retina enviando informações diretamente ao córtex, parte traseira do cérebro ligada à visão.

Bernadeta é a única pessoa que experimentou o implante até agora. A espanhola é cega desde os 42 anos, quando uma neuropatia óptica tóxica destruiu os feixes de nervos que conectam os olhos ao cérebro.

A equipe pretende trabalhar com mais cinco pacientes nos próximos anos. Fernandez espera que seus esforços possam ajudar a recuperar a visão de muitas outras pessoas cegas do mundo.

Veja também por que o seu smartphone pode estar acelerando a cegueira.

Como funciona o implante?

Uma câmera embutida em um par de óculos grossos de aro preto registra o campo de visão de Bernadeta e o envia para um computador. O computador converte os dados em impulsos elétricos que o cérebro pode ler e os encaminha para um implante cerebral por meio de um cabo conectado a uma porta no crânio de Bernadeta.

O implante estimula os neurônios no córtex visual dela, e seu cérebro interpreta como informação sensorial recebida. Bernadeta percebe uma representação em baixa resolução de seus arredores na forma de pontos amarelos e formas chamadas fosfenos, que ela aprendeu a interpretar como objetos no mundo ao seu redor.

Apesar de ter sido uma cirurgia arriscada em Bernadeta, o procedimento do implante deu certo e só teve de ser removido seis meses depois por ainda não ser aprovado para uso a longo prazo. “O sistema imunológico do corpo começa a quebrar os eletrodos e cercá-los com tecido cicatricial, o que acaba enfraquecendo o sinal”, disse Fernandez.

De qualquer forma, é uma das melhores chances que cegos afetados por problemas no sistema nervoso têm para poder sair por aí enxergando letras, portas e calçadas sem maiores preocupações. Veja também uma opção de chip que cientistas estão desenvolvendo que pode reverter cegueira e surdez.

Fontes e Referências Adicionais:

Você tem algum parente ou pessoa conhecida que enfrenta a cegueira? Por que motivo essa pessoa perdeu a visão? O que achou do experimento? comente abaixo!

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Sobre Dr. Haroldo Vieira Junior

Dr. Haroldo Vieira de Moraes Junior é Oftalmologista - CRM 380377 RJ. Formou-se em Medicina pela UFRJ em 1981. Em seguida concluiu Mestrado em Oftalmologia pela UFRJ em 1986 e Doutorado em Oftalmologia pela UFRJ em 1994. Pós-Doutorado no National Eye Institute do National Institutes of Health (NIH/NEI) durante 1998/1999 e Livre Docente em Oftalmologia pela UNIFESP (2001), atualmente é Professor Titular de Oftalmologia da UFRJ. Para mais informações, entre em contato com ele.