Estudo revela a idade exata em que o risco de ataque cardíaco começa a aumentar

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  • Um estudo da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, iniciado nos anos 1980, acompanhou 5.112 pessoas saudáveis entre 18 e 30 anos para investigar o risco de doenças cardiovasculares.
  • A pesquisa identificou que, entre os participantes que sofreram problemas cardíacos, 5% dos homens tinham entre 50 e 51 anos, enquanto entre as mulheres essa proporção ocorreu entre 57 e 58 anos.
  • Os pesquisadores constataram que os homens apresentam maior risco de desenvolver aterosclerose, condição causada pelo acúmulo de placas de gordura que dificultam o fluxo sanguíneo.
  • O estudo não conseguiu determinar a causa exata dessa diferença entre os sexos; o estilo de vida foi investigado, mas não explicou o resultado.
  • Os cientistas trabalham agora com a hipótese de que fatores hormonais expliquem a diferença e defendem a realização de mais pesquisas sobre o tema.

Atualmente, as doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no mundo. Como forma de combater a incidência da causa de aproximadamente 30% dos óbitos globais, instituições científicas dedicam seus esforços a trabalhos que possam ajudar a humanidade a prevenir os problemas no coração e ataques cardíacos.

Pensando nisso, cientistas da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern publicaram os resultados de um estudo em que foi possível constatar uma diferença na incidência de doenças cardiovasculares e ataques cardíacos entre homens e mulheres.

A pesquisa começou nos anos 1980 e acompanhou um grupo de 5.112 pessoas saudáveis e em boa forma, com idades entre 18 e 30 anos.

Durante esse período, os pesquisadores monitoraram os participantes para buscar qualquer indício de desenvolvimento de alguma doença cardiovascular.

Alguns voluntários, ao chegarem aos 35 anos, começaram a mostrar uma diferença visível para o risco de ataques cardíacos entre homens e mulheres.

Posteriormente, foi observado que 5% dos homens que sofreram de uma dessas condições tinham entre 50 e 51 anos, enquanto as mulheres, 57 e 58 anos de idade. Com base nisso, os pesquisadores identificaram que há um maior risco nos homens de desenvolver aterosclerose.

A condição se caracteriza pela formação de placas de gordura na corrente sanguínea, impedindo o fluxo do sangue e perturbando o ritmo cardíaco. A aterosclerose é a principal causa de doenças cardiovasculares e paradas cardíacas.

Apesar de todos os esforços dos cientistas, o trabalho não conseguiu constatar o motivo para a maior incidência desta condição nos homens. O estilo de vida seguido por cada um até chegou a ser investigado, mas não se mostrou como uma variável que define esta situação.

Atualmente, os pesquisadores trabalham com a hipótese de que isso se deve a questões hormonais e enfatizam que há a necessidade de mais estudos neste campo.

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